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Turismo de experiência: como vender o Brasil para os brasileiros?

O estudo mostra que é necessário explorar mais essa especialização no mercado, principalmente quando se trata do segmento de luxo

por Agência Sebrae
3 min leitura

O turismo de experi√™ncia, apesar de ter crescido no Brasil nos √ļltimos anos, ainda n√£o tem todo o seu potencial explorado.

A falta de investimentos em estrutura faz com que muitos destinos ainda sejam pouco conhecidos e h√° atra√ß√Ķes que ‚Äď pela falta de informa√ß√£o ‚Äď possuem maior n√ļmero de visitantes estrangeiros do que de turistas brasileiros.

Pesquisa realizada pelo Sebrae junto a operadores da ind√ļstria do turismo revela que¬†para vender o Brasil para o brasileiro √© preciso apostar em experi√™ncias √ļnicas e personalizadas, qualificar os servi√ßos, oferecer facilidades tecnol√≥gicas¬†como a automa√ß√£o e a digitaliza√ß√£o, sem perder a autenticidade.

Germana Magalhães, analista de competitividade do Sebrae Nacional, comenta que para tornar uma experiência turística atrativa e viável comercialmente é fundamental que as empresas do setor ofereçam qualidade, no sentido amplo da palavra, além de organização e segurança, bem como preço condizente com a entrega.

No atual cen√°rio, experi√™ncias √ļnicas, genu√≠nas e relevantes ganham destaque. As pessoas valorizam as experi√™ncias ao ar livre e a troca com a comunidade local.

Mas √© preciso ter cuidado com os detalhes e mesmo nos cen√°rios mais r√ļsticos √© preciso infraestrutura e conforto‚ÄĚ, explica.

O viajante atual busca pela customiza√ß√£o de seus roteiros e j√° n√£o gosta de enfrentar multid√Ķes, apesar de n√£o deixar de visitar grandes monumentos.

Mas é preciso valorizar as diferentes possibilidades de venda para que as experiências também possam ser mais exclusivas e fornecer a possibilidade de customização, como já é feito em muitos atrativos e experiências fora do Brasil.

Germana Magalh√£es, analista de competitividade do Sebrae Nacional

Renata Vescovi, que √© gestora do Polo Sebrae de Turismo de Experi√™ncia, refor√ßa que a busca por¬†experi√™ncias que despertem sentidos, emo√ß√Ķes e promovam a intera√ß√£o com a natureza e a realidade do local visitado, pautam o turismo contempor√Ęneo. ‚ÄúViajar vem se tornando uma busca por viv√™ncias, por momentos especiais que v√£o al√©m das visitas aos pontos tur√≠sticos‚ÄĚ.

A gestora salienta que o Polo Sebrae de Turismo de Experi√™ncia tem gerado informa√ß√Ķes e solu√ß√Ķes aplic√°veis para a estrutura√ß√£o, qualifica√ß√£o, comercializa√ß√£o e promo√ß√£o das experi√™ncias, como forma de fortalecer os pequenos neg√≥cios do turismo em todo o territ√≥rio nacional.

A pesquisa do Sebrae aponta que as informa√ß√Ķes precisam ser claras e completas. As pessoas buscam saber como as experi√™ncias funcionam e o que √© necess√°rio para realizar a atividade.

Nesse sentido, fatores como deslocamento são irrelevantes, desde que sejam realizados com cuidado, segurança e conforto.

Entender o segmento e o que se vende como experiência também foi um desafio apontado na pesquisa com os operadores do turismo.

A mesma experi√™ncia pode atingir diferentes p√ļblicos, mas a entrega pode ser diferente e valorizada. O estudo mostra que √© necess√°rio explorar mais essa especializa√ß√£o no mercado, principalmente quando se trata do segmento de luxo.

Regular a atuação dos operadores do turismo de experiência e restringir a atividade de profissionais que não estão qualificados e podem, por vezes, colocar em risco a segurança dos turistas e a confiabilidade de determinados destinos turísticos também é outra preocupação destacada no levantamento do Sebrae.

‚ÄúPor falta de conhecimento por parte do turista, muitas pessoas acabam se arriscando e comprando as atividades junto a profissionais que n√£o garantem a mesma qualidade e seguran√ßa do trade profissionalizado‚ÄĚ, diz a pesquisa.

Experiência comunitária

Grande parte dos turistas hoje, indica a pesquisa do Sebrae, quer experimentar um destino da mesma forma que um morador local faria.

Eles est√£o procurando¬†situa√ß√Ķes, lugares e atividades genu√≠nas e se afastando das atra√ß√Ķes lotadas e voltadas especialmente para os turistas ‚Äúconvencionais‚ÄĚ.

Com a busca pela autenticidade, há uma alta adesão de experiências que tenham alguma participação social junto à comunidade, nas quais o viajante atua também como protagonista, seja com a colheita de frutos, a lida com animais ou imerso em comunidades indígenas.

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