Ferramentas importantes para o investidorCertas informações sempre despertaram minha curiosidade. Por exemplo, será que os homens são maioria no mercado de ações[bb] enquanto investidores pessoa física? Quais os percentuais de homens e mulheres na Bolsa de Valores de São Paulo? Será que a diferença representa alguma coisa? Homens e mulheres dividem a mesma paixão pelos investimentos em ações?

Dados divulgados pela Bovespa mostram, por exemplo, que o total de investidores individuais no mercado chega a 486.706. O Estado de São Paulo é o líder no número de investidores pessoa física: são 222.109 pessoas, seguido de longe pelo Rio de Janeiro (80.900), Minas Gerais (34877), Rio Grande do Sul (34710) e Santa Catarina (16864). Estes, claro, apenas os cinco primeiros.

São números que mostram como o mercado amadureceu, atraindo um número cada vez maior de pessoas. No entanto, a diversidade regional ainda não é fator tão presente, havendo clara concentração nas regiões Sul e Sudeste. Bacana perceber que, segundo levantamento recente realizado pelo jornal Valor Econômico, entre 2000 e 2008, a quantidade de pessoas do Nordeste na bolsa subiu 30%, acima do ritmo visto no Sudeste (25%) e no Sul (27%).

E a relação Homens X Mulheres na Bovespa?
A quantidade de homens, como ainda é de se supor, é maior. Do total de 486.706 investidores, 370.352 são homens e 116.354 são mulheres. Os gráficos abaixo facilitam o entendimento da dimensão destes valores apresentados pela Bovespa:

Comparação entre o total absoluto de homens e mulheres na Bovespa

Comparação entre o total percentual de homens e mulheres na Bovespa

O sobe e desce e o dinheiro investido
Toda a imprensa, além dos excelentes sites e blogs sobre finanças e investimentos[bb], tem dado especial atenção à baixa registrada pela Bovespa depois da (rápida) euforia pós investment grade. Como tem se comportado o brasileiro diante desse cenário adverso? Será que há alguma causa aparente para a baixa constante do Ibovespa?

Parece fácil compreender o que vem acontecendo: diante da crise internacional acentuada pelos novos respingos financeiros do sub-prime e pela escalada dos preços, grandes investidores internacionais têm retirado seu capital do Brasil, optando por produtos de risco mais baixo em sua própria casa – o chamado flight to quality.

O legal é que o pequeno investidor[bb] – o do simples CPF – tem mantido e até aumentado suas participações nos ativos que julga interessantes. O sangue-frio, essencial para a realização de bons negócios, parece finalmente prevalecer. Essa afirmação está embasada em recentes dados divulgados pela Bolsa de Valores de São Paulo, que registraram saldo positivo de R$ 3,73 bilhões nos investimentos pessoa física.

O “gringo” tem feito diferente. A turma de fora vendeu mais que comprou (saldo negativo de R$ 6,4 bilhões), o que influencia o movimento do índice brasileiro. Os dados apresentados se referem ao mês de junho, mas não contemplam os pregões dos dias de ontem (23/06) e hoje (24/06).

Não sei se você tem interesse em curiosidades numéricas e referenciais como as que mencionei no artigo de hoje, portanto gostaria do seu feedback. Acredito que textos assim dão boa dimensão do universo financeiro que nos cerca e criam ordem de grandeza importante para nosso exercício da cidadania. Você concorda?

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Crédito da foto para stock.xchng

Conrado Navarro
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