Outro dia li um artigo sobre uma aula da Universidade de Yale que estava fazendo muito sucesso. A tal aula, que em apenas um semestre chegou a bater o recorde de público da Universidade (1,2 mil estudantes), buscava ensinar o que é preciso fazer para ser feliz. Ou seja, buscava mostrar, entre outras coisas, o quanto é importante colocar em prática alguns pontos para alcançar mais bem estar na vida. Será que dá certo?

A responsável pelo curso, Laurie Santos, uma professora e psicóloga de 42 anos, explicou a diversos canais da imprensa que o curso não deveria ser visto como algo fácil, pelo contrário. Trata-se, segundo ela, de uma das aulas mais difíceis de Yale, já que para alcançar mudanças reais na vida, os alunos deveriam mudar hábitos diários e se esforçar bastante. Será que conseguimos levar isso para as nossas vidas também?

Disse ela em uma entrevista: “Um a cada quatro estudantes de Yale está matriculado no curso. Se conseguirmos ver mudanças positivas de hábitos – como mostrar mais gratidão, procrastinar menos, aumentar as conexões sociais – na verdade estaremos plantando mudanças na cultura da escola”. E em nossas vidas? Como colocar essas lições em prática?

Felicidade pode ser construída

Eu acredito que não dá para esperar a felicidade cair no colo. Há algumas atitudes que naturalmente contribuem para termos uma vida mais tranquila e equilibrada dentro de nossos propósitos e, portanto, tendem a nos deixar mais felizes. E há outras, ao contrário, que já no início parecem nos alertar de que só causarão impecilhos à nossa felicidade, ainda que nem sempre levemos isso em conta.

Vamos pensar nos pontos que a professora mencionou:

  1. Mostrar mais gratidão – O primeiro deles tem a ver com gratidão. Muitas vezes já dissemos aqui no Dinheirama o quanto é importante ser grato. E por que isso? Porque quando olhamos apenas para o que nos falta, tendemos a nos achar as pessoas mais tristes e pobres do mundo, ao passo que quando olhamos para tudo o que já temos e pelo quê devemos ser gratos, acontece exatamente o contrário. Faça uma lista de coisas e pessoas pelas quais você deve agradecer no dia de hoje. Comece a inserir este hábito em sua vida. E sempre que a tristeza bater, olhe a sua listinha da gratidão. Certamente vai ajudar a sair da energia ruim.
  1. Procrastinar menos – Ser feliz também depende de atitude. Quando estamos muito insatisfeitos com algo, mas não fazemos nada para mudar, certamente não estamos contribuindo com a nossa felicidade. Dá um certo trabalho ser feliz, pois temos que, em algum momento, pensar que não dá para ficar aguardando e procrastinando eternamente algumas coisas. É preciso movimento! Se você se sente infeliz com o que vê no espelho, que tal começar hoje a se cuidar mais? Se você se sente desmotivado no trabalho, que tal começar a mudar algumas atitudes ou até procurar um trabalho novo? Se você se sente ignorante porque não conseguiu estudar mais, que tal começar hoje a aprender? Sempre é tempo! Daqui a um ano você vai agradecer a si mesmo se começar hoje.
  1. Aumentar as conexões sociais – Finalmente, vamos ao terceiro ponto que a professora mencionou na entrevista: aumentar as conexões sociais. O que isso significa? Significa que para sermos mais felizes é preciso também estar em contato com pessoas que nos ajudem com isso. Sabe aquele café com um amigo que você vem adiando há tempos por conta da correria? Pode ser a receita ideal para ter uma semana mais feliz. E conhecer pessoas novas que tenham a ver com você ou possam lhe mostrar novos caminhos e possibilidades? Também é uma ótima maneira de acrescentar mais bem estar em seus dias! O ser humano não nasceu para viver isolado, sozinho, ainda que em alguns momentos tenhamos necessidade disso. Mas de forma geral, poder contar com amigos ou pessoas queridas é sempre uma ferramenta que nos encoraja na vida.

Conclusão

Como você pode ver, caro leitor, estes foram apenas três pontos citados pela professora de Yale e que fazem parte das aulas sobre Felicidade. Eu acrescentaria vários outros, tais como trabalhar com o que se gosta, dizer mais “nãos” para o que não faz sentido, arriscar um pouco mais às vezes, deixar o medo de lado, tentar as lições positivas que algumas coisas trazem, e etc.

Precisamos estar mais atentos para entender que, apesar de não haver uma receita pronta, a conquista da felicidade pode ser algo mais simples do que pensamos, e depende muito mais de nós do que qualquer outra coisa.

Em tempos onde os conflitos e as notícias negativas parecem dar o tom da realidade, que tal voltarmos os olhos para cenários mais positivos e possibilidades melhores também? Vamos juntos?

Conrado Navarro
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