Clubes de Investimento para mulheresEu tive um chefe que dizia que não existe problema, e sim oportunidades. Em um primeiro momento, pensei que ele estava maluco, porém, depois desta frase não sair da minha cabeça, vi que faz todo o sentido. É bem conhecida, por exemplo, a história da invenção do velcro. George de Mistral, em 1948, passeou com o seu cachorro em um campo e, quando voltou para casa, percebeu que sua roupa estava repleta de carrapichos.

Ao observá-los no microscópio, verificou que eles se prendiam facilmente ao tecido de sua calça. Foi assim que decidiu desenvolver um prendedor duplo: uma parte com partes rígidas – como os carrapichos – e outra com fios flexíveis – como o tecido. Foi ou não foi uma solução para o seu problema? E hoje a Velcro Industries não fatura milhões de dólares anuais? Mistral é um exemplo clássico de pessoa que transforma um problema em oportunidade.

Trazendo à nossa rotina atual, hoje temos um problema: desvalorização das nossas ações na Bolsa de Valores[bb]. Apesar de ouvirmos que a Bovespa tem registrado quedas sucessivas, impulsionadas principalmente pelas perdas no setor de commodities, devemos enxergar essa situação como uma oportunidade. Nós, mulheres, temos investimentos em renda variável focados em nossas necessidades, como veremos ao longo deste texto.

Quem não tem intenção de usar o dinheiro no curto prazo, está diante de uma boa época para comprar (com os preços em baixa). Para aqueles que não dispõem de uma grande quantia em dinheiro, ou não têm tempo para acompanhar as oscilações do mercado[bb], uma ótima opção são os clubes de investimento.

A quantidade de clubes tem crescido consideravelmente em 2008. O Balanço Mensal da Bovespa mostra que, desde o começo do ano, 617 novos clubes foram criados, 79 deles só em julho. São vários os benefícios de se participar de um clube:

  • Os custos de manutenção são mais baixos que os fundos de investimentos dos bancos comerciais;
  • Não é necessário ter um volume alto de dinheiro disponível porque se somam os valores de todos os participantes;
  • É possível aplicar em todos os setores da economia, e, para os interessados, há a possibilidade de participar ativamente da gestão da carteira;
  • Tudo é muito transparente: extratos são enviados mensalmente, com informações individuais e do clube como um todo (valor de patrimônio do clube, número, valor e rendimento das cotas e todas as movimentações do mês).

O Ricardo Pereira já escreveu um ótimo artigo sobre os clubes, mais completo. A minha intenção aqui é alertar quanto à oportunidade. Como acredito que as mulheres têm potencial para entrar neste mercado, pesquisei clubes de investimentos formados só por elas, o que torna a ação “investir” mais interessante, divertida e feminina.

Muitos clubes que eu encontrei estão fechados, pois são de pessoas de uma mesma família, empresa ou clube, como o “Clube dasVinte”, de uma família de Campinas, ou o “Clube de investimento mulheres prósperas”, da Associação de Mulheres de Negócio. Isto significa, também, que você pode criar um clube de investimento com suas amigas.

Honestamente, achei que teria bastante dificuldade em achar clubes exclusivamente femininos. Felizmente, me enganei. São várias as opções. Para as que se julgam sem tempo para procurar, aqui listo alguns deles (clique no nome para conhecê-los em detalhes):

Espero que este artigo sirva como um empurrãozinho para todas. Quem não gosta de tirar uma tarde e reunir somente as mulheres? Esses clubes funcionam da mesma maneira. Um grupo de mulheres inteligentes em busca de rentabilidade e independência financeira[bb]. Tem assunto melhor?

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Mariana Prates é economista pela PUC-SP e pós-graduanda em Administração de Empresas pela FGV. Trabalha em precificação de Empréstimo em Folha e adora fazer planejamento financeiro para amigos e familiares.

Crédito da foto para stock.xchng.

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