Veja, abaixo, as análises das maiores casas, bancos e corretoras, sobre as ações das empresas que apresentaram os balanços do quarto trimestre de 2024 divulgados entre a noite de terça-feira e a manhã desta quarta-feira (26).
IRB (IRBR3)
Recomendação: Manter
Preço-alvo: R$ 53,50
Eduardo Nishio, Henrique Alhante, Luis Degaspari e Luis Assis, Genial Investimentos: “Apesar de um 4T24 mais moderado em relação ao 3T24, mantemos uma visão positiva para a performance do IRB em 2025, apoiada por dois principais fatores: Continuidade na melhora do resultado operacional, refletida na trajetória de redução do índice combinado; Resultado financeiro mais robusto, favorecido pelo patamar elevado de juros.
Nesse cenário, projetamos um crescimento expressivo de +57,1% a/a no lucro líquido, impulsionando o ROE para 12,7% (+4pp a/a). Embora ainda abaixo dos níveis ideais, a tendência de recuperação segue, indicando maior previsibilidade nos resultados. Talvez, o principal desafio para o IRB nessa nova fase pós-reestruturação será retomar o crescimento da carteira de prêmios sem comprometer a rentabilidade”
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Marcopolo (POMO4)
Recomendação: Outperform
Preço-alvo: R$ 10,40
Luiza Mussi e Luiz Peçanha, Safra: “A Marcopolo reportou resultados mistos no 4T24. A receita da empresa atingiu R$2,666 bilhões, marcando um aumento de 30% a/a, impulsionada por entregas robustas de 4.066 unidades (+20% a/a) e pela depreciação favorável do BRL (+18,6% a/a). Enquanto isso, o EBITDA aumentou 60,5% a/a, resultando em uma margem EBITDA de 17,3%.
Essa margem representou um aumento de 327bps a/a, devido a maiores volumes e melhorias operacionais, mas uma queda de 282bps t/t, ficando 98bps abaixo da nossa estimativa e 154bps abaixo do consenso. Atribuímos essa queda t/t principalmente à pausa geral da empresa na última semana de dezembro, que reduziu o ritmo de produção e impactou a diluição de custos fixos. Apesar disso, o lucro líquido da empresa atingiu R$319 milhões, refletindo um aumento de 17% a/a e ficando 4,1% acima do consenso”.
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Vivo (VIVT3)
Recomendação: Compra
Preço-alvo: R$ 53,50
Vitor Tomita e Milenna Okamura, Goldman Sachs: “As ações caíram ~6% no momento da redação deste artigo; de acordo com nossas discussões com investidores, a principal preocupação tem sido com possíveis revisões para baixo nos lucros de 2025E (e rendimento de dividendos), dados os fracos resultados recorrentes do 4T e dado que o 4T se beneficiou de um evento único inicialmente esperado para 2025 (conforme discutido em nossa primeira nota), com detalhes recentemente divulgados sobre o potencial de vendas de ativos vistos como positivos (vendas de cobre não foram consideradas nas expectativas anteriores), mas difíceis de prever e um fator temporário”.
CBA (CBAV3)
Recomendação: Compra
Preço-alvo: R$ 9,00
Lucas Laghi, Guilherme Nippes e Fernanda Urbano, XP Investimentos: “A CBA reportou mais um resultado melhor, com EBITDA ajustado de R$ 486 milhões, +19% T/T e +6% vs. XPe. Com um desempenho operacional decente refletindo a depreciação do real e os preços de referência mais altos da LME, bem como a estabilidade operacional das fundições, vemos os resultados de hoje abrindo caminho para um 2025E melhor.
Destacamos: (i) um desempenho de receita decente, dados os preços médios realizados do alumínio mais altos em +8% T/T (em reais), refletindo a depreciação do real (+5% T/T) e os preços de referência da LME mais altos (+8% T/T); (ii) custos de produção de alumínio ligeiramente mais elevados (+5% T/T), devido à depreciação do real e maiores custos de matéria-prima; e (iii) geração de FCF positivo, sustentado principalmente pelos níveis mais elevados de EBITDA”.
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Weg (WEGE3)
Recomendação: Outperform
Preço-alvo: R$ 67
Daniel Gasparete, Itaú BBA: “A WEG relatou uma superação do consenso (~4%) e EBITDA e Lucro Líquido em linha, o que significa que a Margem EBITDA ficou ligeiramente abaixo das expectativas (22,1% vs. estimativas de 22,6% — deveria ter sido 22,4%, se excluíssemos um ajuste contábil relacionado à aquisição da Regal, mas ainda marginalmente abaixo da Street). No geral, acreditamos que o mercado deve reagir negativamente a esse resultado.
Como gostamos de pensar, as ações da WEG se movem de acordo com as inflexões nas expectativas de crescimento e lucratividade, e embora vejamos risco de alta para nossos números vindo do crescimento maior do que o esperado (principalmente em GTD), acreditamos que o mercado se concentrará na decepção da lucratividade (que atribuímos em grande parte à mistura, já que a GTD tem margens menores). Dito isso, continuamos gostando das ações e veríamos uma potencial liquidação como uma oportunidade de compra”.
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RD (RADL3)
Recomendação: Compra
Preço-alvo: R$ 31,00
Ruben Couto, Eric Huang, Vitor Fuziharo, Santander: “O resultado do 4T24 da RD ficou abaixo das expectativas, com crescimento das Vendas Mesmas Lojas (SSS) abaixo do esperado e EBITDA ajustado ~4% abaixo do consenso, o que nos leva a esperar uma reação negativa das ações.
Embora o lucro líquido ajustado tenha superado o consenso, isso se deveu a fatores não operacionais, pois o trimestre enfrentou vários desafios: crescimento mais lento das SSS (5,6% vs. estimativa 6,8%), margem bruta fraca, normalização do custo de mão de obra e despesas não recorrentes (estornos e contingências trabalhistas)”.
Ambev (ABEV3)
Recomendação: Neutra
Preço-alvo: R$ 13,20
Isabella Simonato e Julia Zaniolo, Bank of America: “A Ambev relatou resultados mais fortes do que o esperado no 4T24, impulsionados por melhor desempenho internacional (principalmente preços na Argentina). No Brasil, volumes mais fracos de cerveja foram compensados por custos mais baixos. O EBITDA ajustado consolidado de R$ 9,6 bilhões foi 14% maior do que nossa estimativa (margens em linha) e 12% melhor do que os contras, alta de 39% YoY. O EBITDA no Brasil foi apenas 1,3% acima de nossa estimativa, enquanto o EBITDA internacional superou nossa estimativa em 26%.
O lucro líquido de R$ 4,9 bilhões foi 6% maior do que nossa estimativa, com maior alíquota efetiva de imposto, dada menor dedução de juros sobre capital, provavelmente devido a um efeito calendário. Apesar do quarto trimestre mais forte, mantemos nossa classificação Neutra, dado um cenário mais desafiador para a cerveja no Brasil, enquanto a autoajuda depende da melhoria da estrutura de capital, mas há visibilidade limitada sobre isso”.
Klabin (KLBN11)
Recomendação: Neutra
Preço-alvo: R$ 25
Mary Silva, BB Investimentos: “A Klabin reportou um resultado robusto no 4T24, com crescimento em todas as linhas na comparação anual, e superior às nossas estimativas, de maneira geral. Os bons números foram impulsionados pelo volume de vendas recorde, de 1.016 kt (+5,7% a/a), fruto da continuidade do ramp-up das máquinas do Projeto Puma II e de uma demanda firme por papéis e embalagens no período.
Como esperado, o resultado financeiro continuou impactado pelo aumento das despesas financeiras, acompanhando a elevação do endividamento, e pelo efeito negativo da variação cambial sobre as dívidas em dólar, e totalizou o montante negativo de R$ 884 milhões (R$ 325 milhões negativos no 4T23). Com isso, a empresa encerrou o 4T24 com lucro líquido de R$ 543 milhões (+46,8% a/a)”.
Cosan (CSAN3) – Compass
Recomendação: Compra
Preço-alvo: R$ 23,00
Thiago Duarte, BTG Pactual: “Apesar de não ser uma empresa listada, é provavelmente justo dizer que a Compass é agora a subsidiária mais valiosa do portfólio da Cosan. Com base nos resultados do AF2024 e do 4T24, e após o ajuste para ganho de capital de R$ 242 milhões com a venda da Norgás e outros eventos pontuais ao longo do ano, o EBITDA totalizou R$ 1,25 bilhão e R$ 4,5 bilhões, respectivamente.
Este último ficou dentro da faixa de orientação anual e representa um salto de 5% a/a. O Capex também se alinhou com a orientação revisada (R$ 2,2 bilhões). A Compass continua sendo uma geradora de FCF estável e previsível, com um índice de alavancagem líquida ficando abaixo de 2x o EBITDA recorrente LTM, apesar de pagar mais de R$ 3 bilhões em dividendos ao longo de 2024″.