Até 2025 veremos desde fígados até carros feitos em impressoras 3D, farmacêuticos robóticos, auditorias feitas por IA (inteligência artificial), governos substituindo dados do Censo por Big Data, 80% das pessoas com presença digital na internet, etc.

Caros leitores, esta é a 4ª revolução industrial e a Internet das Coisas (dados do Fórum Econômico Mundial de 2016).

Estamos no Dinheirama, então pergunto: tecnologia traz dinheiro? Especialistas dizem que automatizar uma loja, reduz os custos em 15% e aumenta a receita 30% — em média.

Em seu livro “A Quarta Revolução Industrial”, Klaus Schwab , fundador do Fórum Econômico Mundial, compara as 3 maiores empresas da Detroit de 1990 com as 3 maiores do Vale do Silício em 2014.

Resultado: o mesmo faturamento, porém, as últimas com um valor de mercado 30 mil vezes maior, de US$ 36 milhões para US$ 1,09 trilhão (com 10 vezes menos funcionários). Se convenceu?

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A tecnologia sempre causa transformações

Isso não é novidade. Tivemos rupturas na história onde a tecnologia transformou as vidas definitivamente.

A 1ª Revolução industrial (século XVIII) apresentou ao mundo as ferrovias, a máquina à vapor e a produção mecânica. A 2ª revolução industrial (entre os séculos XIX e XX) lançou a eletricidade e as linhas de montagem.

Na década de 1960, tivemos a 3ª Revolução Industrial com a chegada dos computadores mainframe (como o ENIAC de 680m² e 17 mil tubos de vácuo), que foi seguida pelos computadores pessoais nas décadas de 1970 e 1980, e da Internet em 1990.

As revoluções levam um tempo para globalizar seus legados. Ainda hoje, mais de 200 anos depois da 2ª Revolução Industrial, cerca de 1,3 bilhão de pessoas vivem sem acesso à eletricidade!

As máquinas de tear levaram mais de 120 anos para serem vendidas para fora da Europa. Mas, a Internet levou menos de 10 anos para se espalhar pelo planeta.

Daí para frente, como diria Lulu Santos em sua canção “Como Uma Onda”, “nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia”.

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Um holocausto de empregos, ou novas oportunidades?

Tudo isso é só a ponta do iceberg. A maneira de trabalhar, se informar, comprar, divertir, comunicar e se expressar mudou pra sempre.

Empresas terão as pessoas das áreas operacionais substituídas por robôs e softwares. Isso afetará desde lojas de varejo até repartições públicas, passando por áreas como produção, apoio administrativo, vendas e serviços, entre outras.

Teremos um holocausto de empregos? Sim, e uma oportunidade também! Humanos terão que aprender a lidar com humanos. Pessoas de áreas operacionais terão de pensar estrategicamente, ter ideias sofisticadas ou montar negócios próprios.

Elas terão de desenvolver uma compreensão profunda do comportamento humano. Saber identificar o perfil comportamental e os metaprogramas das outras pessoas, por exemplo, serão um divisor de águas.

Nunca os clientes internos —que são as pessoas da empresa para a qual você presta algum serviço, como diretores, gerentes e colegas— tiveram tanta importância.

Se o trabalho de antes será feito por robôs, saber servir trará muito dinheiro aos negócios.

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Nunca foi tão importante saber negociar e vender

Essa nova atitude vai impulsionar o empreendedorismo e desencadeará uma onda de intra-empreendedorismo (aqueles que buscam, criam e implementam ideias mesmo sem ser donos da empresa para a qual trabalham) sem precedentes e vai catapultar os negócios, principalmente as PMEs (pequenas e médias empresas).

Não tem mais volta. Você terá que saber negociar e vender dentro e fora do trabalho.

Vender ideias, a energia de uma marca e negociar de forma “ganha-ganha” trará dinheiro aos negócios. No Brasil não existe faculdade com foco em vendas, isso é um entrave, mas sabemos que vender é crucial para negócios e sociedade.

Charles M. Futrell, em seu livro “Vendas — Fundamentos e Novas Práticas de Gestão”, afirma que “Nada acontece até que alguém venda alguma coisa” e que eles (os vendedores) geram mais receita para a economia dos EUA do que qualquer outra categoria profissional, e ainda, que se há carregamento de caminhões, trens, navios e aviões para levar produtos a consumidores, é porque alguém os vendeu.

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A tecnologia não vai substituir a interação humana

É certo que muitos empregos serão extintos, mas nada substitui a interação humana. No Brasil, uma pesquisa recente do Instituto Forrester encomendada pelo Google afirma que o e-commerce vai dobrar no Brasil até 2021.

Mas, deixa uma outra pista valiosa: o e-commerce por aqui vende R$ 46 bilhões e isso representa apenas 2,8% do varejo no Brasil. Ou seja, são vendidos outro R$ 1,6 trilhão em locais físicos (lojas de rua, shopping centers, etc.)

Essa pesquisa evidencia que  as pessoas no Brasil ainda preferem o contato humano na hora de consumir. Isso não é uma bela oportunidade?

Conclusão

Está lançado o desafio! Você vai aprender a vender e negociar ou será engolido pela tecnologia? Se decidiu-se por aprender a vender, tudo vai melhorar —até seu bolso!

E até que isso aconteça, corre lá para cima e navegue no Dinheirama, porque aqui tem tudo para você melhorar suas finanças pessoais!

Rodrigo Costa
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