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Viajar para contemplar as estrelas é uma das apostas do MTur para 2024

De acordo com Andressa Sattler, esta tendência é uma realidade que deve ser vista com atenção pelo setor do turismo

por Agência Gov
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Já pensou em ter acesso a um olhar sobre o mercado do turismo de alguém que sabe do que está falando? Pois é, o Ministério do Turismo, com base em relatórios e pesquisas do setor, fez as suas apostas sobre o que vai ser destaque em 2024 no Brasil.

Os resultados estão na 5ª edição da revista eletrônica “Tendências do Turismo”, que apresenta comportamentos do turista brasileiro e os destinos que estão em alta.

“São movimentos de um setor que está sempre em evolução e nós, como gestores do poder público, devemos ficar atentos para que possamos fomentar o turismo nacional e entregar destinos com experiências cada vez melhores”, afirma o ministro do Turismo, Celso Sabino.

Viajar para contemplar o céu e as estrelas é uma das tendências que o MTur aposta para este ano! O astroturismo, como é conhecido, tem tudo para crescer dentro de parques ecológicos espalhados pelo Brasil.

Conciliar uma viagem de trabalho com o lazer também estará super em alta em 2024. O termo bleisure já está rendendo novas relações e promovendo ambientes mais felizes nas empresas.

Outra tendência citada na revista é o nomadismo digital. O país se tornou um dos principais destinos de pessoas do mundo inteiro que podem trabalhar remotamente.

(Imagem: freepik/@ vecstock)
(Imagem: freepik/@ vecstock)

E por que não escolher a beira da praia em João Pessoa (PB) ou o pé de uma cachoeira em Alto Paraíso (GO) para exercer suas atividades profissionais?

Astroturismo

Já imaginou tomar um banho de estrelas, ou poder analisar em silêncio a imensidão do céu e saber mais sobre astronomia?

Este tipo de experiência é possível por meio do astroturismo, uma das apostas do MTur para 2024. Este nicho é para aquele turista que busca lugares sem poluição e engarrafamentos.

O segmento é uma experiência com tradição milenar. Segundo o astrônomo Daniel Mello, que é coordenador do projeto “Astroturismo nos Parques Brasileiros”, este tipo de observação deve ser feita em ambientes longe das luzes das cidades.

“O astroturismo pode ocorrer em observatórios, planetários, centros e museus de astronomia, ou mesmo em pousadas, hotéis, parques, reservas e unidades de conservação da natureza”, explica.

Daniel Mello destaca que esse tipo de turismo surgiu por conta da busca pelo contato com a natureza através de novas experiências e também pelo processo de conscientização sobre a necessidade de preservação e valorização do céu estrelado como patrimônio da humanidade.

(Imagem: Freepik/ @
wirestock)
(Imagem: Freepik/ @ wirestock)

“Repleto de simbologia, cultura, mitologia e de vital importância para o desenvolvimento das civilizações, o céu noturno tem captado a atenção das pessoas para além do interesse da ciência. Dessa forma, o crescimento recente do astroturismo está intrinsecamente relacionado à necessidade do resgate do contato do homem com o céu noturno, inviabilizado com o uso excessivo da iluminação artificial nas cidades”, afirma o astrólogo.

O especialista enumera alguns parques brasileiros já oferecem o astroturismo, são eles: os Parques Nacionais das Emas e o da Chapada dos Veadeiros, ambos em Goiás, o da Serra da Canastra e o da Serra do Brigadeiro, em Minas Gerais, os Lençóis Maranhenses (MA) e a Chapada Diamantina (BA).

No estado do Rio de Janeiro, o astroturismo já acontece nos parques do Itatiaia, dos Três Picos, da Serra da Tiririca, da Lagoa do Açu e no do Desengano, que possui o primeiro parque de Céu Escuro da América Latina, certificado internacionalmente pela Dark Sky International.

Trabalho e lazer

Você já ouviu falar do movimento bleisure? A sigla, em inglês, é uma mistura de business (negócios) e leisure (lazer). Este modelo vem crescendo no mundo e também é uma das apostas do MTur para este ano no Brasil.

Na prática, as empresas permitem aos seus funcionários uma agenda menos rígida quando estão viajando a trabalho. O objetivo é que a pessoa tenha tempo para turistar após ou entre os compromissos.

Já pensou, ter uma reunião profissional no Rio de Janeiro e não poder tirar uma foto no Cristo ou andar pelo calçadão de Copacabana? Pois é, é isso que o bleisure faz.

A agente de viagens corporativas, Andressa Sattler, enfatiza que este modelo é vantajoso tanto para a empresa, quanto para o empregado.

“Se o retorno de um funcionário está programado para sexta-feira e ele quiser passar o fim de semana no destino, ele pode fazer um acordo com a empresa para que a passagem de retorno seja no domingo e ele complete a diferença. Este movimento é a possibilidade de empresas e funcionários fazerem acordos neste sentido para que o ambiente de trabalho seja mais agradável”, disse.

O agroturismo diversifica a obtenção de renda de forma sustentável no meio rural (Pablo Valadares / Câmara dos Deputados)
(Pablo Valadares / Câmara dos Deputados)

Porém, de acordo com a especialista, o desafio ainda são as políticas de viagens das empresas, que são muito duras quando o tema é viagem de trabalho. Segundo Andressa Sattler, as empresas precisam mudar a forma de conduzir essas políticas.

“No mundo de hoje, as relações de trabalho são completamente diferentes de 20, 30 anos atrás. O gestor atual precisa entender que um trabalhador feliz rende mais que um triste. Ter este espaço para promover este diálogo dentro da empresa não custa mais do que levar um funcionário para um evento ou para atendimento de um cliente em um local turístico. Acredito que em situações onde o trabalhador lida diretamente com pessoas e tem essa necessidade de ir até outro destino para realizar um determinado serviço é primordial que exista mais humanização nas relações”, pontuou a agente de viagens.

Nomadismo digital

Poder trabalhar em qualquer lugar do mundo usando apenas um computador e um bom sinal de internet. Este é o sonho de boa parte da geração que compõe a força de trabalho hoje no mundo.

O Brasil tem se tornado um dos principais destinos para os chamados nômades digitais. Para se ter uma ideia, só nos dois primeiros meses deste ano foram analisados mais de 120 pedidos de residência com base em uma resolução do Conselho Nacional de Imigração, órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, que concede o visto para este fim no país.

A maior parte dos pedidos são de europeus, seguidos por norte-americanos e canadenses.

Essa mega tendência, apontada pela revista do MTur como uma das apostas para 2024, tem tudo para continuar crescendo.

Primeiro pela evolução das profissões, que cada vez mais permite que as pessoas possam trabalhar remotamente.

Depois, o avanço da tecnologia e da internet fizeram com que, em qualquer lugar do mundo fosse possível realizar reuniões, ter conversas em vídeo e se comunicar de forma instantânea.

De acordo com Andressa Sattler, esta tendência é uma realidade que deve ser vista com atenção pelo setor do turismo.

“O nômade digital busca um lugar não apenas para morar, mas para ter experiências diferentes daquelas que ele tinha quando morava no seu país de origem. O Brasil, com as suas praias lindas e seu turismo ecológico e gastronômico, é um atrativo para o mundo. Mesmo que essas pessoas fiquem apenas por um período, é preciso promover para este público um acolhimento diferenciado para que cada vez mais o país possa atrair novos nômades digitais”.

Revista

Produzida pelo MTur, a revista “Tendências do Turismo” apresenta um panorama detalhado do setor no Brasil. Com base em pesquisas e relatórios, a publicação fala sobre o comportamento dos turistas a curto e longo prazo e apresenta as apostas do Ministério para o ano de 2024.

Os destinos mais premiados do Brasil também estão listados pela revista como indicações do que estará em alta. As informações reveladas pela “Tendências do Turismo” servem também para fomentar estratégias de mercado no trade turístico nacional.

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