Caro leitor, nestes dias de extrema correria e estresse constante, vou convidá-lo ao exercício de abrir mão sem culpa. Sabe que exercício é esse?

A intenção é que você deixe para lá, sem qualquer tipo de culpa, ao menos uma atividade ou atitude que se sinta obrigado a fazer ou tomar no dia de hoje. Somente uma, hein? Veja que é muito pouco para uma série de coisas sem muito sentido que acabamos tendo que fazer no dia a dia!

Vamos lá a um exemplo: você trabalhou o dia inteiro, chegou em casa cheio de cansaço, e aí aquele amigo que não o vê há tempos resolve ligar para por a conversa em dia. Opa!

A gente sempre estimula a boa conversa entre amigos, é uma das melhores coisas da vida, mas no dia de hoje tudo que você gostaria é tomar um bom banho e encontrar sua cama, certo? Então abra mão desta conversa e a deixe para o dia seguinte.

Outro exemplo: Ainda no trabalho, os colegas de departamento decidem almoçar juntos naquele restaurante próximo. Porém, você já tinha decidido usar sua hora de almoço para dar uma caminhada, espairecer, tomar um pouco de sol, afinal não aguenta mais o ar-condicionado do escritório. Sabe o que deveria fazer então? Abrir mão do almoço e ir da próxima vez.

É claro que esse tipo de coisa volta e meia acontece e muitas delas são muito positivas para os resultados que queremos alcançar. É inegável que fazer networking, conversar com um amigo, conhecer um lugar novo, e etc. são coisas legais.

Há dias, porém, em que dizer “sim” quando tudo que queremos intimamente é dizer “não” pode proporcionar resultados totalmente contrários. No fim das contas, nos sentimos sugados e desrespeitados em nossa própria vontade, percebe?

É importante, portanto, que a gente saiba reconhecer quando algo é necessário e se nos fará bem ou mal em determinado momento.

Há dias em que é preciso sim abrir mão de algumas coisas externas visando ao nosso próprio bem-estar interno, entende? E sem culpa! Isso também pode acontecer quando falamos em situações que nos deixam meio sem saber o que fazer, como receber alguém em casa quando você precisa desesperadamente de privacidade, emprestar dinheiro, talvez até emprestar um livro. Será que estamos sabendo falar não quando este não fará toda diferença na forma como respeitamos nossos próprios desejos?

Nada de culpa!

Sentir culpa ao dizer “não” é algo absolutamente normal para o ser humano, mas lembre-se que em nenhum momento você vai conseguir agradar a todos! E se agradar ao colega ao lado, talvez não agrade a si mesmo.

O que é pior? Algumas situações, inclusive, são tão desagradáveis que se nem o próprio agente que as causou se dá conta disso, quem somos nós para reagir positivamente?

Separei algumas situações pelas quais você não deveria se sentir culpado se tiver que dizer não. E se for necessário, simplesmente abra mão e siga em frente.

Quando o seu reconhecimento depender unicamente das respostas positivas que dá para alguém é porque tem algo errado nesta relação, concorda? Vamos juntos! E sem culpa!

Quando você pode dizer não sem medo:

  1. Emprestar dinheiro quando não puder ou quiser – Se alguém nos pede dinheiro emprestado, mas não temos, ou se até o temos, mas este dinheiro já estava no planejamento para fazer outra coisa, não há porque ter medo em dizer não. Obviamente há situações emergenciais, e cabe a você julgar, mas em situações habituais, não se sinta culpado se não puder fazer um empréstimo naquele momento.
  2. Receber alguém em casa se não há espaço – Muitas vezes se autoconvidam ou até aparecem para hospedagem sem sequer cogitar perguntar se estaria OK para o anfitrião recebê-los. Por esta razão, caso não possa ou não queira receber alguém em algum momento, não se sinta culpado em dizer não. Seja sincero e diga que precisa de privacidade. Você até pode ajudar a pessoa a encontrar um Airbnb ou um hotel que caiba no orçamento.
  3. Pegar empréstimo no seu nome – Essa é o tipo de situação que merece muita atenção. Pegar empréstimo no nome de alguém é algo que só deveria ser cogitado se a intimidade é enorme e a necessidade idem. Muitas vezes não é nenhuma dessas coisas. Neste caso, não se sinta constrangido. Muita gente fica com o nome sujo por conta disso, e acontece até entre familiares, acredite. Portanto, se for necessário realmente realizar um empréstimo para algo importante e a pessoa não tem como fazê-lo, avalie se você pode pedir esse empréstimo já considerando que pode não ter retorno, combinado?
  4. Se sentir obrigado a ir a um evento social – Networking é algo excelente que sempre recomendamos aqui, mas para fazer parte desses eventos é preciso ir com a energia boa, disposto a aproveitar os benefícios de encontrar pessoas novas, trocar ideias, e etc. Se você não está em um desses dias, considere que não é obrigada a ir. Deixe para uma próxima ocasião onde poderá aproveitar melhor.
  5. Se sentir obrigado a dar satisfação da sua vida – Ah, como as pessoas adoram pedir satisfação da vida dos outros, não é verdade? Neste caso, jamais sinta culpa se não quiser comentar sobre algo que acontece com você e que prefere guardar em segredo por enquanto. Nem nossos melhores amigos precisam saber de tudo em determinados momentos. Aliás, se forem realmente amigos eles entenderão. Portanto, muita calma nesta hora e nada de se sentir obrigada a dar satisfação, OK? Boa sorte, menos culpa e mais foco nas atitudes que te fazem viver melhor! Vamos juntos!
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