texto-bernadette-postGostaria de começar com algumas perguntas: Como você reage internamente quando o assunto é o seu dinheiro? Você tem consciência de que uma vida financeira mal vivida traz danos para a sua saúde emocional e física?

Sempre falo que o dinheiro é uma energia neutra e somos nós que damos significado para ele. Nossa relação com esse recurso começa na infância, onde dentro do ambiente familiar e observando como nossos pais tratam essa questão vamos estabelecendo nosso sistema de crenças (clique aqui para ler um artigo meu sobre isso).

Isso é muito forte em nossa vida, tanto que muitas vezes tomamos algumas atitudes que nos assustam! O que é isso?  Geralmente é o nosso piloto automático, movido por nossas crenças.

E a saúde? O que é saúde? Por definição, esse termo se refere ao estado de normalidade de funcionamento do organismo humano; ter disposição física e mental. A OMS a define como   “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afecções e enfermidades”.

Cada um de nós acaba tendo sua maneira de compreender a saúde e cada um cuida da sua saúde de sua maneira. Uns exageram e outros, relapsos, deixam para depois. O bom mesmo seria o equilíbrio. Uma atenção equilibrada com todas as dimensões da nossa vida teria um impacto positivo em nossa saúde.

Saúde e dinheiro

Dentro da complexidade da vida e sendo o homem um ser integral, as questões ligadas ao dinheiro influenciam a saúde física e emocional. Questões na dimensão pessoal e social, cada uma delas encontra ressonância de forma particular dentro de nós. Isso por conta da nossa singularidade, da história pessoal e de como reagimos aos desafios diários.

O impacto negativo de uma conta mal administrada, do mau uso do cartão de crédito, da falta de diálogo familiar, da baixa remuneração pelo trabalho, dos juros abusivos, da abundância financeira, da falta de controle diante dos desejos de consumo, da baixa geração de renda e da péssima distribuição de renda e das injustas questões sociais nos afeta mais que imaginamos.

Atenção: é muito importante colocar as coisas em seu devido lugar! O dinheiro é necessário para que tenhamos qualidade de vida, acesso a educação, saúde, cultura, moradia dentre outros. Ter prosperidade é direito de todos. O que acaba acontecendo é que acabamos nos tornando reféns de uma vida de endividamento e insatisfações materiais.

Percebe que ficamos presos no universo limitado das reclamações ou conformismo e nos cegamos para nossas possibilidades de prosperar? Entendo que vivemos para evoluir, exercer nossos talentos e com isso melhorar nossa vida e da coletividade. A visão distorcida do uso do dinheiro leva as pessoas ao adoecimento direta ou indiretamente. Adoecimento físico, emocional e moral.

Perguntas incômodas para estimular mudanças

Para pensar melhor sobre como sua relação com o dinheiro afeta sua saúde, listo abaixo alguns questionamentos. Esses são alguns exemplos de desconfortos. Alguns eu já vivi, outros as pessoas partilham comigo.

Você se identificará com alguns ou lembrará outros. Procure pensar em sua vida buscando construir novas maneiras de agir e reagir para que esses incômodos cedam lugar para a prosperidade! Sim, tudo começa na forma como sentimos e pensamos. Pense nas perguntas:

  • Você consegue perceber se o dinheiro tem um custo alto para sua saúde?
  • Já chegou a perder noites de sono por causa de alguma dívida?
  • Sentiu calafrios quando recebeu uma ligação do gerente do seu banco?
  • Ficou apreensivo com o reajuste do aluguel ou da mensalidade da escola do filho?
  • Desistiu de uma carreira que amava porque te falaram que não era rentável?
  • Brigou com quem ama por maneiras diferentes de lidar com o dinheiro?
  • Tem medo de ficar doente e não ter como pagar um médico?
  • Adiou sonhos, perdeu oportunidades, desistiu por achar que era demais para você?
  • Dores de cabeça, de estomago, na coluna, tensão no ombro quando pensa em seu financeiro?
  • O que é prosperidade para você? Você tem sente-se merecedor de obtê-la?

O que fazer? Os desafios estão presentes em nosso dia a dia. Não podemos e nem devemos fugir deles, mas podemos decidir lidar com eles de maneira diferente!

Interrompa o ciclo vicioso da escassez

Um ótimo começo para promover a saúde integral é um bom planejamento financeiro. Ele promove melhorias incríveis. Nós, aqui do Dinheirama, falamos muito sobre isso. Uma planilha bem feita, uma conversa sincera sobre gastos, sonhos, supérfluo e necessário são importantes para colocar a vida no eixo. Quem aceita o desafio?

Saiba também sobre a importância do autoconhecimento. Busque entender você, sua história e suas reações perante aos fatos que acontecem durante seu dia. Como reage a eles? O que o dinheiro representa para você? Qual seu nível de satisfação pessoal? Não tem jeito, precisamos assumir a responsabilidade por nosso bem-estar e não delegar isso para o outro.

Em muitos momentos precisamos romper com o ciclo vicioso da escassez, buscar a ascensão e a prosperidade. Isso é sério: condicionamentos nos cegam e impedem de construir uma vida mais saudável. Preste atenção! O mundo insiste em nos fazer acreditar que a vida é luta. Será mesmo?

Será que o estímulo a competitividade é saudável como querem nos convencer? Acho que o melhor é cooperar! Estabeleça metas prósperas, insista. Rompa com velhas formas de ver a vida, o dinheiro e a saúde. Reclame menos e empreenda mais. Construa um novo itinerário!

A proposta aqui é relembrar que podemos funcionar em um modo mais leve, mais próspero e mais saudável. A gratidão por tudo é um bom começo para serenar a mente e começar a olhar a vida de um modo mais rico; rico de verdade, como diz o educador Roberto Tranjan.

A aprendizagem de novos conceitos, através do conhecimento de outras formas de olhar a vida, estimula a mudança. Assim, se você deseja saber mais sobre abundância, prosperidade e conseqüentemente saúde, o meu amigo Marcelo Dalla fez um estudo profundo sobre o tema (clique para ler) em seu blog pessoal. Recomendo a leitura.

Para finalizar, um pensamento conhecido atribuído a Buda nos ajudará a pensar melhor sobre como o dinheiro visto equivocadamente compromete nossa saúde integral:

“Os homens que perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde; Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro; Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido.”

E você? Como entende a relação saúde e dinheiro? Quer dividir conosco seu ponto de vista e inspirar mais pessoas? Use o espaço de comentários abaixo e participe. Abraço grande e dias prósperos para todos nós em 2014.

Foto: Shutterstock, Checking open wallet with stethoscope. Concept of financial.

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