dinheirama-post-voce-sua-vida-direitosDar preferência para os mais velhos, ser gentil e cordial para com os mais experientes, agir com bom senso nas relações familiares e outras deferências criam um espaço de civilidade e apoio mútuo que servem de base para o amadurecimento verdadeiro e para o bom convívio social.

A educação é o que nos diferencia de outros animais. Perdendo isso, perdemos tudo! Infelizmente, vejo jovens muito egoístas e certos de direitos que eles não possuem. Não porque não os tem garantidos por lei ou constituição, mas por que não os tem com base no dia a dia familiar e no merecimento por seus atos irresponsáveis e egoístas.

Quer alguns exemplos:

  • Não se come sem que todos estejam à mesa;
  • Não se ocupa uma vaga quando há alguém que precise mais dela;
  • Não se joga lixo no chão;
  • Não se agride outra pessoa por simples discordância de credo, cor, raça ou time de futebol.
  • Complete a lista…

“Não são só os jovens”, você dirá! Pois é, e isso torna o cenário ainda pior, uma vez que cidadania é muito mais uma questão de “Fazer bem feito e com bom senso, valores e princípios quando ninguém está vendo” do que “Ele está na escola para aprender essas coisas”. Cidadania é exemplo e para ser exemplo precisamos fazer, nós mesmos, o que é certo (ainda que o conceito de certo não exista).

Sim, eu acredito que certos direitos devem ser abdicados temporariamente para o bem comum. Pense na sua relação com os mais velhos, por exemplo. Ora, não se trata de “estar escrito” ou de ter leis garantindo isso ou aquilo; algumas coisas grandes só são conquistadas quando escolhemos ceder e dar lugar ao outro, independente do que diz o “livro de regras”.

O texto soa inocente, simplista e utópico? Eu sou assim, um apaixonado pelas pessoas, pelas relações entre elas e alguém que sempre olhará o outro com otimismo, com o pensamento de que ele é alguém bom e que quer contribuir com a sociedade (e, assim, comigo).

Eu penso assim porque entendo que qualquer retribuição é consequência de doação. E temos nos doado pouco, muito pouco. Sugiro que antes de cobrar de alguém alguma mudança, sejamos nós os agentes de transformação.

Para começar, humildade. Ao permitir que qualquer situação seja uma escola, você passa a compreender que direitos são responsabilidades sérias, e não apenas mensagens escritas que você deve respeitar.

Para seguir, respeito. Olhe as pessoas como pessoas, não como zumbis (algo que está na moda justamente como uma representação da sociedade atual). Trate todos com cordialidade, gentileza e atenção. Sorria com mais frequência, agradeça sempre e desculpe-se sempre que precisar.

O que você pensa sobre isso? Use o espaço de comentários abaixo para deixar sua opinião. Abraços e até a próxima.

Foto “Human respect”, Shutterstock.

Conrado Navarro
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