Vencendo a falta de iniciativa
Publicado por Bruno Biscaia em 25.3.2009 na seção Empreendedorismo
Iniciarei meu artigo de hoje citando algo que muitos leitores já comentaram aqui no Dinheirama: “a atitude mais arriscada que você pode adotar em sua vida profissional (e pessoal) é a de simplesmente se acomodar”. Vou dividir com você uma parte da minha história para que este conceito fique um pouco mais claro. Tudo começa quando, ainda pequeno, eu era um garoto tímido que passava, em muitos momentos, despercebido em relação às outras pessoas.
Embora hoje eu já tenha alterado essa característica, cresci um adolescente tímido – o que realmente me incomodava, simplesmente pelo fato de saber que perdia muito “ficando na minha”. E é isso que acontece com muita gente: oportunidades são perdidas porque elas simplesmente ficam inertes, paradas e sem atitude. Ah, sim, minha história...
A disciplina
Com consciência disso, quando adolescente passei a me disciplinar para que a todo momento em que eu percebesse que estava tímido, tentasse me comportar de forma diferente, falando e interagindo mais com as pessoas. Pensando no lado profissional, sempre me questionava: como é que eu conseguirei negociar bem se não sei nem conversar direito com um desconhecido? Aprendi que uma boa negociação exige treino – ou, no mínimo, observação.
Agora pensando em algo mais abrangente: imagine-se em uma entrevista profissional; como mostrar a um headhunter que você é comunicativo e que sabe liderar uma equipe, se você não sabe se expressar nem mesmo em sua vida cotidiana? Ah, estas perguntas martelavam minha cabeça. Disciplinar-se a mudar e a ser melhor realmente exige dedicação, como relatou um de nossos leitores, com o seguinte comentário:
“Acho a disciplina a maior dificuldade no crescimento profissional. Mesmo sabendo o que é necessário fazer para podermos crescer, se não entrarmos de cabeça e, assim, não desistirmos, nunca alcançaremos nossos objetivos”
E você, concorda com isso? Como você se disciplina a alcançar os seus objetivos?
Acredito que somos o resultado de uma sucessão de acontecimentos e de escolhas, feitas ao longo de nossas vida. Portanto, se ainda dá para escolher – e sempre dá –, faça escolha e mude para melhor. Não se acomode ou apenas aceite a vida seguindo o lema “eu sou assim e esse é o meu jeito”. Você não é vítima. Não pode ser.
Em nossa vida profissional e pessoal nos deparamos, com certa normalidade e freqüência, com a clássica questão filosofal: “e agora, o que fazer?”. Isso geralmente acontece por distintos e infinitos motivos - quer por falta de pessoal competente, quer por uma falha de procedimento, baixa auto-estima etc. Esse é justamente o momento em que a sua disciplina tem de começar a aparecer. Que atitude você esperaria de um empreendedor nesse momento?
Discipline-se a agir em todo o momento em que alguém estiver sem uma solução. Claro que a solução não precisa ser você. Apenas agindo, isto é, se esforçando, a solução pode vir também de você, através de um contato que você tenha ou pelas dicas extraídas de uma matéria que você leu na internet. Ou, porque não, de uma rápida e simples pesquisa no Google que você se prontificou a realizar. Então, conclui-se, para empreender e ir além da expectativa você tem que se testar e “dar a cara a tapa”! Vou ilustrar essa situação com uma história, ok?
Organizar eventos foi uma das minhas atividades no ano de 2008. Especialmente em um deles tivemos a idéia de fazer um debate entre empreendedores da região, de segmentos de atuação distintos, que foram bem sucedidos ao acreditarem em suas idéias. Às vésperas do evento, recebi a noticia de que o moderador do debate não poderia comparecer. Posteriormente, durante a reunião, ouvi aquela famosa frase ecoando pelo escritório: “E agora?”.
Seja sincero e reflita: qual seria a sua reação neste momento, realizando um evento de grande importância para você? Você tem poucas horas para o debate e está aparentemente sem alguém para decidir a situação. Ao ouvir isso, meu detector de “E agora?” foi ativado. Vislumbrei que essa era uma ótima oportunidade para continuar vencendo a minha timidez, para melhorar a minha fala em público, além de eu ter a chance de discutir sobre inovação e empreendedorismo com dois amantes dessas realidades.
No mesmo momento, apertei os cintos e afirmei que seria eu o moderador. Obviamente que ficar ao púlpito do auditório, com dezenas de pessoas assistindo por algumas horas, não seria fácil para alguém que ainda estava deixando a timidez de lado. Pensei em desistir, mas segui em frente com a minha decisão. Afinal, quem não pensa duas vezes quando está com o “pé atrás”? Mas o importante era acreditar. E acreditei.
“Se você pode sonhar com algo, pode fazê-lo”
E, assim, tudo se sucedeu muito bem, os empresários agradeceram a oportunidade e elogiaram a nossa organização. A equipe me parabenizou pelo meu comportamento durante o debate e pela minha iniciativa. Por fim, fiquei muito grato com a oportunidade que a equipe de eventos me concedeu e também porque estava conseguindo vencer a minha timidez e praticar a pró-atividade. O que quero dizer com tudo isso é que, diante de qualquer problema, você pode mesmo ser a solução.
“Se você quer ser um empreendedor, primeiro aprenda a pensar como um”
Aguardo sua crítica ou comentário. Quer compartilhar conosco algum momento em que se considerou reativo ou pró-ativo, e como isso fez diferença em sua vida? O espaço de comentários está aberto e pronto para o debate. Até a próxima.
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Bruno Biscaia já atuou nos setores de Marketing de Eventos e de Planejamento e Controle da Produção. É estudante de Engenharia de Produção Mecânica na Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) e edita a seção de Empreendedorismo do Dinheirama.
Crédito da foto para stock.xchng.
Bruno Biscaia
Atuou nos setores de Marketing, de Eventos e de Planejamento e Controle da Produção. É estudante de Engenharia de Produção Mecânica na Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks) e edita a seção de Empreendedorismo do Dinheirama. No Twitter: twitter.com/BrunoBiscaia
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Excelente texto.
Já me vi assim várias vezes na vida e ando meio assim agora.
Muito bom para refletir.
abs
Oi Bruno.
É isso mesmo. A síndrome de Gabriela (Eu nascí assim. eu crescí assim, vou ser sempre assim...Gabriela!) tem impedido muita gente de atingir o pleno potencial.
Isso pode mudar a partir da construção de uma nova postura diante das dificuldades, o que só é possível através de atitudes conscientes, como você está nos ensinando a fazer.
O Conrado já me falou do sucesso total que você é e eu estou cada vez mais encantada com seus artigos.
Parabéns.
Parabens pelo artigo muito, "Atitude é tudo".
Abraços
Jailton
Ter idéias é fácil. A disciplina que é complicado... e que faz a diferença.
Parabéns Bruno,
Gostei do texto, realmente a iniciativa é a única forma de mudar alguma coisa, seja ela física ou intelectual, o importante é agir.
abraços
Olá Bruno, achei o artigo muito bom e é uma questão q as vezes eu tb coloco para mim: Eu olho a minha volta e me pergunto se não poderia estar em um lugar melhor (falo no geral), e me questiono o q posso fazer para isso.
Abraço
Excelente artigo,eu luto até hoje com esse problema e confesso que desperdicei várias oportunidades por não conseguir dar aquele passo a mais e enfrentar as dificuldades que poderiam sugir.
Olá, Bruno.
Gostei do seu artigo. Estar de parabéns.
Eu acho que uma parte da "nova geração" já vem com um deficit de auto-estima que é agravado pelo mundo corporativo.
Todos queremos ser melhores mas não sabemos como.
Temos que por mais dificil que seja, começar a nos mexer. Seja em trocar de trabalho, guardar 100 reais a mais por mes.... e assim tornar um hábito e mais ainda, um incentivador.
Achei esse texto cheio de lugar-comum, muito auto-ajuda pro meu gosto! Sem novidades, aguardo o próximo com expectativa!
Gostei do artigo. Já escrevi acerca de temas parecidos no meu blog. Abraço!
Realmente é muito difícil vencer a falta de iniciativa. Digo por mim mesma. Estou enfrentando o inicio de uma carreira autonoma como arquiteta e tem sido muito difícil, o que desanima. AS vezes me sinto até meio (meio não, completamente) perdida em o que fazer.... Ah, sim existem os concursos públicos... Mas eu definitivamente sou o tipo de pessoa que não consigo me imagina presa em uma empresa fazendo algo que não me agrada (que não me satisfaz nem estimula) só por segurança!
Enfim, eu estou perdida... não sei se é falta de iniciativa (não acho que seja, pq contratei uma amiga Designer para fazer o meu folder de divulgação local... Acho que é alguma coisa...)
É isso aí...
Mais um post maravilhoso. Parabéns, Bruno!
Oi Lílian.
Tudo na vida tem um começo e todo começo é muito difícil.
Tente focar seu objetivo na profissão e na vida e direcione seu talento e sua energia exatamente para onde quer chegar.
Que tal disponibilizar através da internet partes de um belo projeto de sua autoria?
Se o seu impulso para vencer for tão forte quanto o seu desejo, seu sucesso será inivetável. Nunca duvide disso.
Boa sorte.
Grande texto.
Falo especialmente porque eu sou estudante de administração e no decorrer do curso a gente precisa trabalhar muito essa parte da comunicação. É preciso saber se expressar, é preciso ter coragem pra ousar e acreditar que pode resolver o problema. Porque não?
Sucesso pra você e pra toda essa equipe que fazem desse blog o grande sucesso que é.
Wagner
Olá amigo!
Tudo que foi dito, é a realidade, tamben passei por isto, pois quando cursava a Universidade eu era o garoto fantasma, so gostava de ficar escondido, morria de vergonha de tudo, até pra falar presente, na hora da chamada.
Na hora de apresentação de trabalho em grupo então, era um tensão imensa, eu sempre ero primeiro para fazer abertura do trabalho que era mais rápido ou o ultimo pra concluir o trabalho pois estes dois sempre nao falam quase nada.
Porem quando me formei tive um proposta boa de emprego,e pra não ser diferente, foi um proposta paralecionar, " Professor", pressão total.
Eu que morria de vergonha, dar aula? rsrsrs sem perigo.
Mas eu precisava de trabalhar e não tinha muita opçao; em um momento meio que de aperto, pensei, vou la pra ver o que que dá, se eu ganhar pelo ou menos um salário já é alguma coisa, pelo menos eu salvo este mês.
E comecei a lecionar pel aprimeira vez na vida morrendo de vergonha; lecionava com praticamente tudo quase decorado e sempre com o olho cravado no relógio, quando terminava as aulas era mesma emoção de ver seu time ganhar a copa com a diferença de 1 gol apenas e com acrescimo de 3 minutos.
Que alivio !
Com o tempo fui trabalhando esta vergonha pois fui notando que nem todos estão preparados , então precisa de alguem apenas para tomar a frente e começar a desenrolar o caminho, ai fui pegando confiança, e pronto, atualmente tem 5 anos que leciono em Universidades. e modesta parte, eu falo demais, passei até brincar com os outros, improvisar aulas e tudo mais.
Com o tempo aprendi que o aperto nada mais é que uma oportunidade para voce trabalhar um ponto fraco seu, pois logo logo , voce nao passa mais aperto, ou seja, seu problema foi resolvido..
abraços
Olá Bruno
Ah... essa maldita timidez !!! Eu já perdi inúmeras e inúmeras oportunidades por causa dela, agora depois de tanto apanhar é que estou tentando deixá-la de lado, mas é muito difícil depois de longa companhia.... hehehe
Gostei muito do seu texto, até imprimi para ter sempre por perto qdo precisar de uma força!
Parabéns Bruno.
OLá..bruno...
Amei seu texto vai me ajuda muito...
Eu tenho 36 anos, agora que começei estuda, estou tendo muito problema..com minha timidez...era uma mulher casada, não trabalhava, nunca trabalhei..agora faz dois anos que meu marido morreu..tenho que trabalha, estuda..tenho q te corangem perde o medo...estou com muita dificuldade...mas chego la...Obrigada, vc me ajudou muito..sil
Interessante o artigo sobre empreendedorismo. A timidez derruba qualquer possibilidade de crescimento, seja profissional ou social.
Sempre tive dificuldade de me apresentar em publico.
Ao longo dos anos tenho enfrentado situações que colocaram à prova a minha capacidade de superar barreiras impostas pela minha própria mente.
Acredito que a dificuldade de se apresentar em público pode ser minimizada pela leitura de livros que apresentem técnicas de oratória.
Isto trará maior segurança ao palestrante. Assim, passado o período inicial de nervosismo, a capacidade intelectual do orador se mostrará mais evidente e clara.
Dessa forma, tento superar mais um obstáculo: iniciar o trabalho de palestrante e professor de Direito.
Parabéns pelo artigo.
Fico muito grato com a quantidade de comentários nesse post. Só dessa forma é que conseguimos fazer um bom debate.
Felizmente este texto serviu de estímulo para muitas pessoas, que aqui comentaram, porém, a palavra chave nesse momento, para nós, é a disciplina.
A motivação vem de diversas fontes: textos, slides, livros, vídeos etc; e ela deve ser buscada a todo o momento mesmo, mas cabe a nós traçar as nossas metas de superar os nosso próprios limites momentâneos e ir em busca de uma nova realidade.
Para os que se sentem um pouco indisciplinados e pensam que não conseguem atingir o equilíbrio, que tal repensar sobre o assunto?!
Aconselho a obra "O Sucesso está no Equilíbrio", do headhunter Robert Wong. É um ótimo livro de desenvolvimento pessoal e pode ser adquirido em sua versão normal ou em sua versão compacta!
Bom, fica aí a sugestão. Estou a disposição para o que precisarem. Obrigado pela interação e até a próxima.
Me identifiquei bastante com esse texto.
Ha 03 anos atrás tive a oportunidade de ser apresentadora na minha aula da saudade na faculdade, foi um momento muito importante, pois tive que colocar minha timidez de lado.
Infelizmente foi só naquele momento, não cosegui aproveitar a oportunidade e continuar praticando.
A timidez ainda toma conta de mim, mas ouvir experiências que deram certo, é sempre bom para iniciar mudanças.
Obrigado!
Opa, primeira vez que eu me furto a fazer um comentário nas dezenas de blogs que eu leio cara. Achei muito boa sua tecnica de anailisar o comportamento tímido e na hora (que perceber o comportamento errrado) fazer algo para corrigi-lo. vou terntar ser disciplinado assim.
Essa questão da pró-atividade, de se responsabilizar pelas soluções e assumir broncas me lembrou as dicas do Mark Hurd (atual CEO da HP). Ele tinha esse tipo de pensamento e olha onde chegou. É uma questão de vestir a camiseta, se sentir o responsável pelo bom resultado de alguma coisa, daí entramos de cabeça e fazemos de tudo pra que dê certo. Eu costumo fazer isso, me sinto a responsável por fazer as coisas darem certo e assim faço mais esforço pra que isso ocorra.
Acho que não é só disciplina que falta para levar as coisas a frente, mas também organização. A pessoa tem que ser capaz de ter um plano bem definido e realista, com todos os passos para que seja capaz de executá-lo (como no caso de abrir um negócio).
Pessoal,estou passando por isso agora,sabe ja estou fora do pais ha 13 anos,estou paralizada,dona de casa,cuidando os filhos o que me deixa muito mal pq deixei de crescer e pior nao vejo saida........
Bruno, seus artigos são muito bons. Parabéns!
Eu também sou bastante timido mas estou mudando isso á cada dia. As vezes fico com medo de me espor e com o que as pessoas irão pensar. Esse ano de 2009 começei a fazer faculdade e coloquei como meta o desenvolvimento disso. Houve uma dinamica de grupo para discuções e no meu grupo eu fui o que mais falei e acabei abocanhando pessoas do ‘rival’ e vencendo a dinamica. Esse foi meu ponto alto e a partir dai eu vi do que sou capaz de fazer.
Detectar o medo e o momento da baixa estima é essencial para vence-los. Ter coragem e enfrentar a situação e imaginar que ninguem sabe que você esta timido até você demostrar isso. Muita gente na plateia devia estar mais timida do que eu.
Bruno, seus artigos são muito bons. Parabéns!
Eu também sou bastante timido mas estou mudando isso á cada dia. As vezes fico com medo de me espor e com o que as pessoas irão pensar. Esse ano de 2009 começei a fazer faculdade e coloquei como meta o desenvolvimento disso. Houve uma dinamica de grupo para discuções e no meu grupo eu fui o que mais falei e acabei abocanhando pessoas do ‘rival’ e vencendo a dinamica. Esse foi meu ponto alto e a partir dai eu vi do que sou capaz de fazer.
É Bruno, acho que se for ter que comentar todo texto que achar muito bom eu passarei sempre por aqui.
Em relação ao tema do texto, é o que digo, o importante para um empreendedor é que ele Saia do Lugar, parece até que existe um blog muito bom com esse nome. :)
Abração e parabéns pelo trabalho!
Millor