Não existe uma fórmula mágica e transformadora que permita, do dia para a noite, deixar as pessoas mais ricas (ou menos pobres), mas posso afirmar categoricamente que é possível identificar caminhos que conduzem a uma vida mais próspera e feliz.

A frase de Machado de Assis, “O dinheiro não traz felicidade para quem não sabe fazer com ele”, retrata bem a relação que o brasileiro tem com o dinheiro. A felicidade não está no dinheiro em si, mas na relação que mantemos com ele, que nem sempre é transparente e sadia.

Depois de um ano cheio de denúncias de corrupção, onde o cerne do problema foi (e ainda é) a má utilização de recursos públicos (dinheiro na cueca, na mala, em sacos pretos transportados por lá e acolá), fica a impressão de que ser bem-sucedido financeiramente é um pecado mortal.

Para refinar esse sentimento, mostrando que a relação com o dinheiro não precisa ser baseada em falcatruas e sim em perspectivas reais e boas decisões, preparei esse texto em que procuro discutir oportunidades e caminhos de transformar sua vida para melhor, fazendo do dinheiro uma ferramenta que potencializará suas possibilidades de ser feliz.

Leia também:

Educação financeira: proporcionando as melhores coisas da vida

Educação financeira no ambiente de trabalho: enriquecimento para todos!

10 dicas para alcançarmos educação financeira e qualidade de vida

3 decisões para transformar o dinheiro em ferramenta de felicidade

Imagine que todos os dias temos a responsabilidade de escolher caminhos que nos façam seguir rumo a um futuro melhor. Certo, a escolha nem sempre é fácil porque quase sempre o que é melhor para o nosso futuro torna o presente um momento de mais privações, e o poder da felicidade e bem-estar imediatos são forças extremamente poderosas.

O texto de hoje nasceu justamente com a perspectiva de trazer esse debate sincero e importante sobre os melhores caminhos que podem nos deixar mais ricos, mas principalmente mais felizes, já que a ferramenta “dinheiro” quando bem utilizada pode abrir diversas possibilidades neste sentido.

1. Faça de sua vida um eterno aprendizado

Vivemos em um mundo cheio de oportunidades e nunca foi tão fácil aprender
não só sobre finanças, mas sobre tudo. A internet democratizou o aprendizado e hoje existe conteúdo de sobra, com milhares de horas de estudo, e boa parte disso distribuída de forma gratuita.

Nós, mesmo aqui no Dinheirama, já desenvolvemos em parceria com empresas parceiras material de qualidade, criados com a simples perspectiva de oferecer a chance de elevar o conhecimento de educação financeira nas pessoas.

Quero destacar dois eBooks que abordam temas extremamente interessantes:

  • eBook “Educação Financeira: Investindo em uma vida feliz” (clique para baixar gratuitamente). Como educador financeiro, defendo que a educação financeira é antes de tudo um estilo de vida. Decisões que tomamos em relação ao que fazer com o nosso dinheiro precisam ser pensadas levando em consideração nosso bem-estar. O material é rico em depoimentos de leitores que separaram um pouco do tempo para mostrar como inserir esse pensamento nas suas vidas foi transformador;
  • eBook “Pais Presentes, Filhos Ricos” (clique para baixar gratuitamente). Como falar sobre dinheiro em casa com as crianças? O assunto é delicado, principalmente porque as últimas gerações não tiveram (em sua maioria) um diálogo aberto sobre o tema em casa. No material, temos o cuidado de abordar temas interessantes e fundamentais para transformar a vida da família e quebrar o tabu que envolve as finanças.

Esses foram só dois exemplos de como existem ótimas possibilidades para quem busca conhecimento na internet. Quem gosta de vídeos pode passar um tempinho no Canal do Dinheirama no youtube, temos muito material por lá que certamente enriquecerá ainda mais seu conhecimento.

Aprenda! Aprenda buscando, errando e experimentando; aprenda com os outros; aprenda com a família. Aprenda!

2. Torne mais sadia sua relação com o consumo e o crédito

Depois de anos de superinflação, o Brasil encontrou, há duas décadas, a estabilização econômica através do Plano Real. É verdade que estamos passando por um momento especialmente delicado, mas o que acontece agora (apesar de ser preocupante) não chega nem perto do que acontecia nas décadas de 80 e boa parte dos anos 90.

Naquele tempo, o medo da desvalorização do dinheiro da noite para o dia fazia com que as famílias corressem para gastar o dinheiro rapidamente. Guardar dinheiro naquela época e falar sobre educação financeira era uma verdadeira utopia.

O Conrado Navarro, aqui mesmo no Dinheirama fez uma resenha do livro “Saga Brasileira” (clique para ler), escrito pela jornalista Miriam Leitão, que conta em detalhes a realidade daquele triste período:

“As estatísticas do IBGE registram o tamanho da saga brasileira: nos 15 anos anteriores ao Plano Real (jan/1980 a dez/1994), a inflação acumulada foi de 13.342.346.717.617,70%, em resumo, 13 trilhões e 342 bilhões por cento. Nos 15 anos posteriores ao Real (jan/1995 a dez/2009), a inflação acumulada foi de 196,87%” (Miriam Leitão – A Saga Brasileira)

Os anos foram passando e o país foi se transformando. Nosso sistema financeiro se tornou mais complexo e foram surgindo oportunidades de investir e, sobretudo com a inflação controlada (de forma minimamente aceitável), realizar algum planejamento financeiro.

A sede de consumo e o costume de consumir rapidamente (característica que ficou no DNA do povo desde aquele período de superinflação), somados ao crédito fácil que começou a ser disponibilizado também após o Plano Real, criaram no brasileiro a “vítima” perfeita para os bancos e financeiras.

A facilidade e a sensação de ter cada vez mais escondem uma grande cilada para as pessoas: os altos juros do crédito no Brasil – no decorrer dos anos, cada vez mais encontramos pessoas que se afundaram com a mistura perigosa de crédito fácil e juros elevados.

O cheque especial e o rotativo de cartão de crédito passaram de ferramentas de realização de sonhos a verdadeiras armas de destruição em massa, afetando a vida das pessoas no trabalho e em casa.

No nosso atual cenário (2015), olhamos a tendência do crédito se tornar ainda mais caro, portanto é indispensável que passemos a adotar uma postura mais conservadora e franca com o dinheiro, apostando definitivamente no “consumo consciente” e no pagamento à vista.

Chega de dinheiro emprestado, tanta dívida e financiamento para tudo! O caminho agora deve ser outro, mais focado em você e em suas prioridades: defina melhor seus objetivos e passe a economizar/poupar para conquistá-los, apostando sempre em uma boa negociação.

3. Invista, invista e invista!

É difícil encontrar alguém que não concorde com o discurso de que “é importante poupar para o futuro”. O discurso, como já sabemos, nem sempre condiz com a prática, por isso temos no país uma realidade triste, principalmente quando o tempo passa e as pessoas chegam no momento da aposentadoria.

Hoje, posso afirmar sem medo de errar que grande parte dos aposentados no país acaba vivendo com o amparo financeiro dos familiares e amigos (e da caridade de estranhos), já que o que suas aposentadorias e pensões não garantem muitas vezes nem a compra dos remédios.

Já sabemos que a expectativa de vida do brasileiro está crescendo cada vez mais. Viveremos mais, que bom! Acontece que também existe boa dose de realidade neste fato: para desfrutar com mais qualidade deste tempo maior de vida é fundamental que comecemos a preparar o bolso.

A análise fria do assunto faz com que fique claro que o atual sistema previdenciário não conseguirá oferecer às pessoas nem mesmo o pouco que já oferece hoje, afinal se viveremos mais, passaremos mais tempo como beneficiários e sem contribuir para o sistema. O colapso está a caminho.

É claro que mais cedo ou mais tarde uma reforma na Previdência acontecerá e precisará cortar o tamanho dos benefícios e elevar o tempo de contribuição no sistema para concessão das aposentadorias, mas quando isso acontecerá? Quem pagará a conta até que isso seja alterado? Existem especialistas que julgam necessário que mesmo os aposentados (no futuro) precisarão continuar contribuindo com a previdência.

A realidade é uma só: para garantir o futuro, não podemos esperar mais nada. Comece o seu planejamento considerando como será sua realidade, desejos, vontades e necessidades lá na frente. Aprenda que quanto maior o tempo até lá, mais oportunidades e menores quantidades de dinheiro serão necessárias para construir seu futuro ideal.

Aqui o recado é claro: invista, invista e invista! Ou você prepara o próprio futuro ou terá que depender de muitas outras coisas e pessoas para vivê-lo com alguma dignidade. Não pague nem espere para ver, isso pode ser ainda pior.

“As pessoas dividem-se entre aquelas que poupam como se vivessem para sempre e aquelas que gastam como se fossem morrer amanhã” (Aristóteles)

Conclusão

Espero sinceramente que você tenha gostado do artigo, não apenas pelas palavras, mas pela importância do tema “dinheiro e felicidade”, que com a devida atenção pode levá-los a caminhos mais interessantes.

Um exercício bacana é olhar com cuidado o atual cenário do país e imaginar seu futuro diante dos acontecimentos. Como você se enxerga daqui 10, 20 anos a julgar pelos rumos do país? O que você pode fazer para mudar o quadro, se ele não te agradar?

Tenho certeza que para todos é possível melhorar a cada dia ouvindo conselhos de gente que possui conhecimentos sobre os mais diversos assuntos, mas acredito mesmo é na mudança de postura. Se o futuro que você viu não está legal, é hora de mudar as coisas neste sentido.

Para finalizar, compartilho abaixo um vídeo bem interessante que trata de nosso comportamento, e como ele pode atrapalhar de diversas maneiras o sonho de uma vida mais rica. Assista com atenção e compartilhe com quem puder, ele complementa o nosso tema de hoje:

Um grande abraço e até a próxima.

Avatar
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários