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Fitch eleva nota de crédito do Brasil para BB

Desempenho macroeconĂŽmico e fiscal justificaram medida da Fitch

por AgĂȘncia Brasil
3 min leitura

A agĂȘncia de classificação de risco Fitch elevou, nesta quarta-feira (26), a nota de crĂ©dito do Brasil de BB- para BB, com perspectiva estĂĄvel.

No anĂșncio, a agĂȘncia justificou a nova classificação como reflexo de “um desempenho macroeconĂŽmico e fiscal melhor do que o esperado, em meio a sucessivos choques nos Ășltimos anos, polĂ­ticas proativas e reformas que apoiaram isso e a expectativa da Fitch de que o novo governo trabalharĂĄ para melhorias adicionais”.

A avaliação do Brasil tinha sido rebaixada para o patamar BB- em 2018. Mas, ao analisar o risco vigente, a AgĂȘncia Fitch entende agora que “o Brasil alcançou progresso em importantes reformas para enfrentar os desafios econĂŽmicos e fiscais”.

Em entrevista coletiva à imprensa, na manhã desta quarta-feira (26), para comentar a mudança da nota do Brasil, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliou que para obter o grau de investimento o país recebeu o apoio do Congresso Nacional, por meio dos presidentes das duas casas legislativas: Arthur Lira, na Cùmara, e Rodrigo Pacheco, no Senado.

Haddad acrescentou os desafios para os prĂłximos meses. “Temos tudo para vencer este jogo, mas temos muito trabalho pela frente e o prĂłximo ano serĂĄ chave, nĂŁo sĂł para atingir as metas previstas, mas tambĂ©m para regulamentar o que for aprovado este ano”.

“Um paĂ­s do tamanho do Brasil nĂŁo tem sentido nĂŁo ter grau de investimento. Temos um potencial de recursos naturais e humanos, reservas cambiais, tecnologia, parque industrial. NĂŁo tem cabimento este paĂ­s viver o que viveu nos Ășltimos dez anos. Fico muito feliz de, em seis meses de trabalho, termos conseguido sinalizar para o mundo que o Brasil Ă© o paĂ­s das oportunidades, de geração de bem-estar, emprego e renda. Tenho certeza de que este caminho vai ser seguido”, comemorou Haddad.

A nota da Fitch diz ainda que apesar de o novo governo do presidente Luiz InĂĄcio Lula da Silva defender um afastamento da agenda econĂŽmica liberal dos governos anteriores, “a Fitch espera que o pragmatismo e os freios e contrapesos institucionais mais amplos evitem desvios radicais de macro ou micropolĂ­tica, enquanto o governo tambĂ©m estĂĄ buscando iniciativas para apoiar o setor privado (por exemplo, a reforma tributĂĄria).”

A agĂȘncia de classificação de risco projeta, ainda, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) real em 2,3% em 2023 (antes se esperava 0,7%) e a convergĂȘncia para um ritmo de tendĂȘncia de 2% ao ano, a mĂ©dio prazo. A projeção da Fitch Ă© menor do que a esperada pelas autoridades brasileiras (2,6%). A Fitch justifica a projeção menor por “ainda nĂŁo estar claro se eles podem avançar uma agenda econĂŽmica forte o suficiente para conseguir isso”.

A Fitch Ratings ainda avaliou o atual cenĂĄrio de reformas, no paĂ­s.

Ministério da Fazenda

Em um comunicado, divulgado tambĂ©m nesta manhĂŁ, o MinistĂ©rio da Fazenda fundamentou a posição do governo. “A melhora no rating leva em consideração nĂŁo apenas açÔes jĂĄ ocorridas, mas tambĂ©m a expectativa quanto Ă  capacidade e vontade do paĂ­s em prosseguir com a agenda de reformas econĂŽmicas”, consideradas pela pasta como essenciais para elevar o crescimento e aperfeiçoar as finanças pĂșblicas.

Por fim, o MinistĂ©rio da Fazenda “reitera seu compromisso com a agenda de reformas em curso, que contribuirĂĄ nĂŁo apenas para o melhor balanço fiscal do governo, mas tambĂ©m levarĂĄ Ă  redução das taxas de juros e Ă  melhoria das condiçÔes de crĂ©dito, ao mesmo tempo em que assegurarĂĄ a estabilidade dos preços”.

De acordo com a pasta, o Brasil criarĂĄ condiçÔes “para a ampliação dos investimentos pĂșblicos e privados e a geração de empregos, aumento da renda e maior eficiĂȘncia econĂŽmica, elementos essenciais para o desenvolvimento econĂŽmico e social do paĂ­s”, prevĂȘ o MinistĂ©rio da Fazenda, no comunicado.

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