Falta menos de um mês para a data mais esperada pelo consumidor: a Black Friday. As grandes redes já estão se organizando para o evento, que será realizado no dia 27 de novembro.

Ter a possibilidade de antecipar as compras de Natal é sempre positivo, ainda mais se for possível comprar em uma promoção. Mas, apesar da boa oportunidade de conseguir bons descontos, é preciso ter cuidado para não cair em armadilhas. Muitas vezes em promoções compramos mais do que deveríamos ou do que precisamos.

Veja como aproveitar a Black Friday da melhor forma:

  1. Avalie as obrigações financeiras que você terá ao longo dos próximos meses e veja se este dinheiro usado agora não fará falta no futuro;
  2. Faça uma lista de necessidades e cadastre alerta de preços nos produtos antes do evento. Além disso, estipule quanto pretende gastar com cada item que deseja;
  3. Analise o produto que deseja e compare-o com outras marcas para certificar-se de que ele supre suas necessidades;
  4. Não compre se para isso precisar se endividar. Lembre-se que parcelamento também é uma forma de dívida. Se for inevitável, tenha certeza de que cabe no orçamento;
  5. Cheque a credibilidade da loja que você está comprando. Para isso, procure no site a identificação da loja (razão social, CNPJ, endereço e formas de contato). Caso o fornecedor não possua essas informações, escolha outro;
  6. Faça uma pesquisa histórica dos preços dos itens desejados. Fique atento se realmente a oferta representa um desconto relevante, ou se não se trata de uma estratégia de marketing alterando o preço mental de referência do consumidor.

Leitura recomendada: 5 Dicas para manter seu dinheiro blindado

Conheça os direitos do consumidor na hora da compra

Estar atento aos seus direitos pode evitar transtornos na hora das compras. De acordo com a advogada Patrícia Peck, especializada em Direito Digital, as principais reclamações estão relacionadas a:

  • Cobrança de valor diferente do anunciado, onde depois na fatura do cartão vem uma cobrança de outro preço;
  • Entrega de produto diferente do anunciado (outras características, tais como tamanho, cor, tipo de voltagem);
  • Atraso na entrega;
  • Defeito;
  • Problema para realizar troca, cancelamento ou devolução.

“Quando a aquisição de produto ocorrer fora do estabelecimento comercial (por telefone, em domicílio, através de internet ou por outro meio similar) o consumidor tem o prazo de reflexão de 7 dias corridos, a contar da data do recebimento do produto ou assinatura do contrato, para desistência, de acordo com o artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor”, explica Patrícia.

A especialista também recomenda ter cuidado com segurança da informação, principalmente nas transações pela internet. “Sempre verifique se a loja possui ferramentas para garantir a proteção da operação e evitar uma fraude com dados de cartão de crédito ou financeiros”, diz.

Ela conta que no Brasil, ainda acontece muito o golpe da loja fantasma, em que as quadrilhas de criminosos se aproveitam desta época em que todos buscam um desconto, para oferecer algo imperdível, mas que na verdade é uma arapuca para pegar os dados do cliente e dar golpe na praça.

Leitura recomendada: 7 Dicas para sair do vermelho de forma definitiva (dica: só depende de você)

Segundo o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), toda informação transmitida ao consumidor – por meio de publicidade, embalagens ou mesmo declarações dos vendedores – torna-se uma cláusula contratual a ser cumprida pelos lojistas e fabricantes.

De acordo com essa regra, o consumidor tem o direito de exigir que os produtos lhe sejam vendidos exatamente pelos preços e condições anunciados na mídia, cartazes ou outros meios.

Havendo algum problema, o cliente deve primeiro entrar em contato com a loja. Não conseguindo resolver a questão, a pessoa pode buscar o PROCON, o Juizado Especial de Pequenas Causas, bem como também fazer a denúncia no Portal do Consumidor.

Foto “Black Friday”, Shutterstock.

Isabella Abreu
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários