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Blue Origin de Bezos lança primeira tripulação pós falha de 2022

Os passageiros, incluindo um investidor de risco e um piloto, eram clientes pagantes do negócio de turismo espacial da Blue Origin

por Reuters
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A empresa espacial de Jeff Bezos, Blue Origin, lançou neste domingo sua primeira tripulação a partir de um local no Texas até a borda do espaço desde que o foguete suborbital New Shepard teve uma falha em 2022, retomando assim seu negócio de turismo espacial.

Seis pessoas sentadas em uma cápsula do foguete New Shepard da Blue Origin foram lançadas das remotas instalações de lançamento da empresa em Van Horn, no Texas.

O foguete separou-se da cápsula, que então subiu ainda mais além dos limites da atmosfera da Terra, para uma altitude de 105,7 quilômetros.

A cápsula depois retornou à Terra sob paraquedas, coroando a missão que durou cerca de 10 minutos. Um dos três paraquedas da cápsula não se inflou completamente, contratempo que pode atrair atenção antes do próximo voo do foguete.

Após tocar o solo, a tripulação desprendeu os cintos de segurança e saiu da cápsula um por um.

A tripulação do New Shepard incluiu Ed Dwight, o primeiro candidato negro a astronauta que chegou a ser selecionado pelo ex-presidente dos Estados Unidos John Kennedy em 1961 para treinar como astronauta, mas até então nunca havia voado para o espaço.

“Estou extasiado”, disse Dwight, que aos 90 anos e oito meses se tornou a pessoa mais velha no espaço, ao pousar.

A Blue Origin agora já transportou 37 clientes particulares, incluindo em 2021 o astro de “Star Trek” William Shatner, que na época tinha 90 anos e seis meses.

Os passageiros, incluindo um investidor de risco e um piloto, eram clientes pagantes do negócio de turismo espacial da Blue Origin, embora o assento de Dwight tenha sido patrocinado por uma organização sem fins lucrativos com foco no espaço e por uma fundação privada.

A Blue Origin não divulgou quanto cobra dos clientes.

O New Shepard, o único foguete ativo da Blue Origin, estava estacionado e sem uso devido a uma falha no meio de um voo em setembro de 2022, durante uma missão de pesquisa não tripulada.

Uma falha estrutural no bocal do motor do foguete, segundo concluiu a empresa, forçou a cápsula cheia de experimentos científicos a abortar a missão.

A Administração Federal de Aviação dos EUA, que supervisiona a segurança do local de lançamento e acidentes com foguetes comerciais, examinou a investigação da Blue Origin sobre a falha e exigiu que a empresa tomasse 21 ações corretivas, incluindo um redesenho do motor e “mudanças organizacionais”.

O New Shepard voltou a voar em dezembro de 2023 com uma missão não tripulada, transportando 33 cargas úteis de ciência e pesquisa até o espaço.

A retomada das missões de rotina da New Shepard era uma prioridade para o novo CEO da Blue Origin, Dave Limp, retirado da unidade de dispositivos da Amazon.com no final do ano passado por Bezos, o bilionário fundador de ambas as empresas. Bezos está trabalhando para aumentar a competitividade de sua empresa espacial com a SpaceX, de Elon Musk.

Embora o New Shepard esteja novamente voando com tripulação, existem outras prioridades urgentes na empresa.

A principal delas é o lançamento de um foguete bem maior, o New Glenn, um foguete reutilizável de carga pesada projetado para competir com o Falcon 9, da SpaceX, no negócio de lançamento de satélites comerciais e governamentais na órbita da Terra e no espaço.

O desenvolvimento do New Glenn e de seus motores BE-4 foi adiado por anos, embora a Blue Origin espere um lançamento de estreia na Flórida até o final deste ano.

Limp, que começou como CEO em dezembro, tem procurado acelerar a linha de produção da empresa para o BE-4, que também é usado pelo novo foguete Vulcan da joint venture Boeing-Lockheed United Launch Alliance.

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