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Cacau toca recorde na ICE com busca por pechinchas e escassez de oferta

O contrato maio do cacau em Nova York subiu 5,3%, para 5.629 dólares a tonelada

por Reuters
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(Imagem: Reprodução/Freepik/@wirestock)

Os contratos futuros do cacau negociados na ICE, em Londres, subiram para recordes nesta terça-feira, com investidores, sempre atentos à grande escassez de oferta do mercado, procurando pechinchas depois que os preços caíram ligeiramente na semana passada.

Enquanto isso, o açúcar bruto atingiu seu nível mais baixo em um mês.

Cacau

O contrato maio do cacau em Londres subiu 2,8%, para 4.729 libras por tonelada, tendo atingido um recorde de 4.819 libras por tonelada.

As perspectivas para as safras da África Ocidental, a principal região produtora, continuam a se deteriorar, aumentando potencialmente o tamanho de um déficit global já grande na temporada 2023/24.

As preocupações com a safra da próxima temporada também estão aumentando, com muitos adotando a opinião de que o mercado poderia registrar um quarto déficit consecutivo na próxima temporada.

(Imagem: Reprodução/fabriciosena2020/PIxabay)
(Imagem: Reprodução/fabriciosena2020/PIxabay)

O calor excessivo e a falta de chuva na semana passada na maioria das regiões de cultivo de cacau da Costa do Marfim podem retardar o início e reduzir o tamanho da safra intermediária de abril a setembro, disseram os agricultores.

Os executivos da fabricante norte-americana de chocolate Hershey disseram nesta terça-feira, durante a Conferência Cagny, que estão comprometidos com estratégias de preços para cobrir a inflação de custos.

O contrato maio do cacau em Nova York subiu 5,3%, para 5.629 dólares a tonelada.

Açúcar

O contrato março do açúcar bruto caiu 1,4%, para 22,75 centavos de dólar por libra-peso, tendo anteriormente atingido seu nível mais baixo desde meados de janeiro, de 22,49 centavos de dólar. Ele perdeu 3,9% na semana passada.

A expectativa é de que a produção no Brasil, o maior produtor, permaneça forte na próxima temporada, mesmo que não seja recorde, com a probabilidade de chuvas constantes nas regiões de cana-de-açúcar do país neste mês, o que é um bom presságio para o desenvolvimento da safra.

(Imagem: Reprodução/Freepik/@tawatchai07)
(Imagem: Reprodução/Freepik/@tawatchai07)

As usinas no Brasil já fizeram o hedge de 72% das exportações esperadas da nova safra, segundo um relatório nesta terça-feira.

Também pesou sobre os preços do açúcar discussões entre operadores sobre a possibilidade de o segundo maior produtor, a Índia, permitir exportações limitadas.

O açúcar branco de maio caiu 1,1%, para 624,90 dólares a tonelada.

Café

O café arábica de maio caiu 0,2%, para 1,8625 dólares por libra-peso, tendo perdido 2,5% na semana passada.

A Cooxupé, a maior exportadora de café do Brasil, disse que os rendimentos nas áreas onde opera provavelmente serão maiores do que o inicialmente esperado.

O café robusta de maio caiu 0,8%, para 3.146 dólares a tonelada.

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