Nesta semana comemora-se o Dia das Crianças, portanto você já deve estar sendo bombardeado há algum tempo pelas diversas campanhas midiáticas tentando te convencer da necessidade de comprar isso ou aquilo para os pequenos ao seu redor. Mas eu sugeriria que, neste exato momento em que parou para ler este texto, você pudesse avaliar com calma e sabedoria o que realmente pode dar de mais precioso aos seus filhos, sobrinhos ou crianças com quem convive. Vamos lá?

Primeiramente, quero propor que você se lembre de quando era criança. Cada um de nós teve uma infância diferente obviamente. Alguns certamente tiveram mais oportunidades e mimos, outros mais dificuldades e desafios. Ainda assim, certamente todos nós nos lembramos de momentos bons e ruins, e os ruins provavelmente também nos ensinaram alguma coisa, certo?

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Como foi a sua infância?

Muitos dos adultos com infâncias financeiramente difíceis que conheço se tornaram pessoas que sabem valorizar muito mais o que têm. Isso não quer dizer que, se você pode, deve fazer as crianças passarem dificuldade, não é isso.

O que quero dizer é que, para começar o assunto, nem sempre dar demais significa tornar a criança um adulto melhor. Muitas vezes é a privação que leva alguém a correr atrás do que precisa ou ensina o valor do que realmente importa, especialmente se estivermos falando de coisas supérfluas.

Quem tem tudo que quer o tempo todo muitas vezes não valoriza o que possui e ainda cresce achando que o mundo tem a obrigação de lhe dar tudo nas mãos, sem esforço. São aquelas pessoas para as quais parece que todos ao redor são devedores. Elas só querem receber. Já conheceu alguém assim?

Mas a verdade é que o mundo não funciona dessa forma, e dificilmente alguém encontrará fora de casa pessoas tão dispostas a servir-lhes. Para quê estimular este tipo de comportamento então?

Educação como princípio de tudo

Além disso, precisamos falar sobre educação. No lugar de se preocupar em dar um brinquedo novo, que tal focar sua atenção em preparar as crianças para serem independentes financeiramente no futuro?

Através de exemplos, procure ensinar o valor das coisas; mostre que o dinheiro pode ser algo muito positivo, mas precisa de cuidados para não evaporar;  ensine os pequenos a guardarem um pouquinho por vez e pensarem em metas de uso para o total guardado; e proponha começarem juntos uma jornada com mais experiências e menos coisas.

Muitas pesquisas já mostraram que quem quer felicidade de forma mais duradoura deve investir mais em experiências. Mas é preciso que adultos estimulem este tipo de comportamento nas crianças. Se você associa felicidade ao consumo, como quer que as crianças ao seu redor cresçam pensando diferente?

Não seria muito mais proveitoso começar a mostrar na rotina diária que uma boa caminhada no parque, um lanche com os amigos ou uma conversa com os avós podem gerar sensações de alegria tão boas ou melhores do que ir ao shopping comprar um brinquedo?

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Felicidade duradoura não é só Dia das Crianças

Além disso, existe a questão de crianças normalmente enjoarem muito fácil de qualquer coisa. Nós, como adultos, muitas vezes também enjoamos. Se nos sentimos tristes, às vezes jogamos nas compras as frustrações emocionais para compensar a tristeza, afinal “merecemos”, não é verdade?

Mas quanto tempo dura a sensação de felicidade causada por aquela bolsa ou sapato novo? Provavelmente não muito, certo? Na semana seguinte já é preciso pensar em novas formas de compensação. É um ciclo vicioso para quem costuma agir desta forma. E com isso chega o descontrole financeiro, o uso desequilibrado do cartão de crédito, as dívidas…

Quando falamos em experiências, porém, estamos falando de sensações que podem se prolongar por toda a vida. Quem não fica feliz quando lembra de momentos de carinho e união que teve na infância? Ou quando sente o cheirinho do bolo que por coincidência a mãe costumava fazer? Estas coisas não têm preço, e são as mais preciosas que alguém pode ganhar!

No Dia das Crianças deixe a publicidade de lado

Neste Dia das crianças, portanto, te proponho deixar de lado a publicidade que só estimula a compra e usar o momento para refletir sobre os valores que você tem repassado às crianças que convivem com você.

Pense em si mesmo, nas pessoas que conhece, e avalie o que realmente tem importância hoje quando você lembra do que recebeu lá atrás quando também era criança. Sempre é tempo de dar um primeiro passo para tentar acertar os ponteiros e estimular a criação de cidadãos mais conscientes e felizes no futuro. Feliz Dia das Crianças!

Janaína Gimael
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