Disciplina é um assunto realmente interessante, aliás, tão interessante que ao analisar de perto percebo o quanto ele é importante e ao mesmo tempo raro para boa parte das pessoas.

Sempre fui uma observadora. Criança calma e quieta, nunca gostei de agitação, correria e das tais brincadeiras com turmas na rua, tão faladas pelos da minha idade. Hoje, adulta, sigo gostando de observar comportamentos. Às vezes, escorrego para o julgamento, condenando aqueles que não agem conforme acho correto no momento, mas me esforço para captar o melhor, principalmente daqueles a quem admiro.

O que isso tem a ver com educação financeira, afinal?

Percebi que as pessoas bem-sucedidas financeiramente em geral têm alguns pontos em comum: fazem exercícios físicos, têm relacionamentos duradouros, cultivam alguma forma de espiritualidade e o hábito de ler muito. Curioso, não? Creio que a disciplina, uma vez colocada em prática em alguma área, pode ser repetida em várias outras. Não como uma fórmula mágica, mas como um hábito poderoso que transforma sonhos em metas realizáveis.

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Um mundo imediatista

Nosso mundo anda muito imediatista. Queremos tudo mastigado, digerido e entregue de bandeja, como no Google. A informação pode até vir fácil e rapidamente, mas para nos aprofundarmos em algo é inevitável algum silêncio, isolamento e reflexão. Quer forma melhor de conseguir isto do que a leitura?

A habilidade de ficar quieto, imune à tentação de compartilhar imediatamente com os amigos nos stories pode ser comparada àquela do famoso Marshmallow test, estudo em que as criancinhas que esperassem ganhariam dois doces ao invés de somente um.

Captar o pensamento do escritor e pensar criticamente para, só bem depois, se houver oportunidade, comentar com algum amigo, escrever um artigo, dar uma aula, fazer um post. Capacidade que os leitores desenvolvem.

Se quisermos ter um corpo saudável, mais energia e disposição, também é impossível pegarmos atalhos. É repetir a corrida, a musculação, a alimentação correta por meses, anos até.

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Disciplina, fé … resistência

Relacionamentos verdadeiros, seja com amigos ou cônjuge, não são conquistados com um clique. É preciso resistência, disciplina, fé. Silêncio, observação, planejamento em conjunto.

Pessoas ricas, no sentido amplo da palavra, compreendem e aplicam isso às suas vidas. E isso inclui também o dinheiro.

Para ter a tão sonhada independência financeira, precisamos em primeiro lugar ganhar mais. Investir em nós mesmos através de cursos, livros, vídeos e conteúdo que nos faça ter mais valor.

Precisamos também saber adiar o consumo, o que está diretamente ligado a frustração das vontades de hoje em vista de um objetivo muito maior no futuro. Capacidade de planejamento, abstração e criatividade nos levam muito além da escravidão do imediatismo. Precisamos também saber acolher nossas fraquezas e fracassos.

A literatura é o mais antigo ensino à distância. Temos acesso às experiências de mentes das mais variadas épocas e partes do mundo, de forma prática e, sim, barata. Não precisamos cometer os mesmos erros que nossos antepassados. Eles fizeram isso por nós e oferecem os exemplos para quem quiser embarcar na leitura.

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Disciplina para ler e criar um hábito importante

Precisamos saber investir o dinheiro ganho e economizado. Além de todos os livros técnicos disponíveis, o hábito de ler nos deixa permanentemente abertos a novos conhecimentos e experiências. Quanto mais lê, mais percebe o quanto há para aprender. É como diz a célebre frase de Faulkner: “O que a literatura faz é o mesmo que acender um fósforo no campo no meio da noite. Um fósforo não ilumina quase nada, mas nos permite ver quanta escuridão existe ao redor”.

Acredito que o fato de tantas personalidades bem-sucedidas serem leitores vorazes não é simples coincidência. Eles buscam ativamente o sucesso em tudo o que fazem. Sabem que o dinheiro é um instrumento que potencializa aquilo que somos. Se somos bons, produtivos, generosos, ativos, curiosos e também humildes para aprender com os erros e fracassos queremos potencializar e dividir isso.

Silêncio, pensamento crítico, capacidade de ficar sozinho, persistência e coragem em ser quem realmente é nunca foram tão importantes quanto no mundo de hoje. O comportamento de manada nos chama a cada minuto.  A satisfação imediata, a opinião facilmente aprovada pelo pessoal da mesa do bar, aplaudida pelas redes sociais pode estar nos transformando no “idiota da aldeia” citado por Umberto Eco. E provavelmente está nos mantendo na pobreza material. Escravos de um consumismo impensado, sem planos concretos que nos levem a ser quem sempre almejamos.

Nunca é tarde. Abra os olhos e observe, a pessoa inspiradora pode estar bem perto. Nas estradas da vida ou na estante mais próxima.

Cristina Pizarro
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