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Dólar tem fraqueza em linha com exterior; Fed segue em foco

Na véspera, o dólar à vista encerrou o dia no Brasil cotado a 5,1532 reais na venda, em leve baixa de 0,05%

por Reuters
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 O dólar (USDBRL) alternava estabilidade e leves perdas frente ao real nesta sexta-feira, em linha com a fraqueza da divisa norte-americana no exterior, conforme investidores seguiam atentos nas expectativas para o momento de um primeiro corte de juros nos Estados Unidos.

Às 10h10 (de Brasília), o dólar à vista caía 0,09%, a 5,1485 reais na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,08%, a 5,140 reais.

“A pressão vista no dólar e nos rendimentos dos títulos norte-americanos deu uma acalmada em função das expectativas sobre a agenda do dia”, que está mais tranquila, disse Márcio Riauba, gerente da mesa de operações da StoneX.

Segundo ele, o principal ponto de atenção do dia para o mercado de câmbio é um dado de confiança do consumidor norte-americano, agendado para as 11h.

Nesse contexto pouco movimentado, “o índice do dólar está sendo favorável, o que dá um pouquinho de alívio e respiro, favorecendo principalmente a cesta emergentes”, disse Riauba.

A moeda norte-americana caía cerca de 0,25% contra uma cesta de pares fortes nesta manhã. Divisas emergentes pares do real também registravam ganhos frente ao dólar, com destaque para alta de 0,50% do peso chileno.

Nesta semana, o Federal Reserve mostrou cautela na condução da política monetária na ata de seu último encontro. A ata mostrou que algumas autoridades podem até considerar elevar os juros se a inflação não cair para a meta de 2%.

Esse tom, somado a dados desta semana que mostraram melhora na atividade empresarial dos EUA e preços mais altos de uma série de insumos, levaram operadores a adiar para dezembro a maioria das apostas sobre quando o banco central dos EUA cortará os juros.

Quanto mais duro for o Fed em sua postura de política monetária, mais o dólar tende a se beneficiar, já que os EUA passam a oferecer retornos mais atraentes para investidores globais, chamando dinheiro para seus mercados.

Enquanto isso, no Brasil, a Petrobras informou que seu conselho de administração aprovou nesta sexta-feira Magda Chambriard como nova presidente-executiva e conselheira da companhia.

Segundo fato relevante, Chambriard tomou posse em ambos os cargos nesta sexta-feira e passou a integrar o conselho imediatamente

Já na frente política, “em clima de fim de semana, a capital federal se esvazia e deve voltar à atividade de modo mais robusto apenas após o feriado de Corpus Christi –exemplo disso é a análise da desoneração da folha de setores da economia brasileira e de municípios, que foi postergada para junho”, disse a Levante Investimentos em relatório a clientes.

Na véspera, o dólar à vista encerrou o dia no Brasil cotado a 5,1532 reais na venda, em leve baixa de 0,05%.

A moeda norte-americana estava a caminho de encerrar a semana em alta de quase 0,9% frente ao real, principalmente devido a ruídos externos, mas também em reação a temores fiscais domésticos. Até agora em maio, no entanto, o dólar acumula queda de 0,85%.

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