Cozinhar para fora e ganhar dinheiro com isso. Quantas pessoas você conhece e poderiam aproveitar os dotes culinários para aumentar o orçamento? A economia criativa em que vivemos também tem oportunidades nesta área.

Uma delas foi criada pela foodtech Eats for You.  A startup criou uma plataforma digital que conecta donas ou donos de casa que amam cozinhar para fora e clientes que buscam uma alimentação caseira a preços justo. 

A Eats for you foi lançada em 2018 e já gerou mais de R$ 700 mil em renda formal para quem é cadastrado. O detalhe é que quem manda bem na cozinha pode fazer tudo de casa, produzir o cardápio de sua preferência, e toda a logística é organizada pela startup. 

O Dinheirama conversou com o empreendedor Nelson Andreatta, fundador da foodtech, para entender melhor o negócio. Quem sabe você já não consegue estimular algumas pessoas ao redor para ganharem dinheiro fazendo o que sabem e gostam de fazer: cozinhar.

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Quando surgiu a Eats for You e de onde surgiu a ideia de criar a empresa?

Nelson Andreatta:  O primeiro insight aconteceu no final de 2016, mas a operação só foi iniciada em 27 fevereiro de 2018. A ideia surgiu de uma dor pessoal. Meu escritório estava no mesmo lugar há 8 anos, ou seja, já conhecia todos os restaurantes da região: os bons, os ruins, os mais caros e os mais baratos e não aguentava mais, queria uma comida feita em casa, com aquele tempero caseiro, sabe? 

Neste momento olhei pela janela e vi vários prédios residenciais e casas no entorno do centro empresarial em que estava e imaginei o número de pessoas que estavam fazendo o almoço aquela hora. E se eu pudesse comprar a comida dos meus vizinhos? Foi assim que nasceu a Eats for You, um modelo de negócio de alto impacto social que conecta duas pontas, trabalhadores e donos (as) de casa. 

Hoje a Eats for You atende apenas algumas regiões, certo? Há planos de expandir a atuação?

N. A.:  Em 19 meses de operação, já atuamos em São Paulo, nas regiões de Alphaville, Av Paulista, Av Berrini, Vila Olímpia entre outros, além de Cuiabá e Curitiba, dando início a nossa expansão nacional.

Como vocês aprovam as famílias que querem cozinhar para fora e ganhar com isso? E como é o processo até a comida chegar a quem pediu?

N. A.: O processo vai desde o cadastro na plataforma até uma visita técnica para verificar o local de produção e degustação dos pratos. Após a validação, as donas e donos de casa recebem as embalagens padronizadas e podem ofertar os seus pratos na Eats for You, onde os consumidores escolhem, pagam pelo app e nossa logística leva até os PDRs – pontos de retirada – que ficam instalados em centros empresariais.

Como vocês garantem a qualidade do que é vendido?

N. A.: Além da curadoria citada acima para validação, fazemos o controle de qualidade pelas avaliações dos usuários. Diariamente as donas e donos e casa e nós temos um painel com os indicadores sobre os pratos que foram produzidos.

É preciso ter uma cozinha profissional para se cadastrar e participar da plataforma?

N. A.: Não, buscamos refeições caseiras, feitas com o mesmo cuidado e carinho onde são  produzidas as comidas para as famílias dos nossos tios e tias – como chamamos os cozinheiros cadastrados. 

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Quais as vantagens para quem pede?

N. A.: Ter acesso a uma alimentação feita artesanalmente, com muito cuidado e carinho, mais saudável, saborosa, preço justo e comodidade de pedir pelo app e retirar, muitas vezes, no saguão dos prédios onde trabalham. Além de estar ajudando pessoas, gerando renda formal para donas e donos de casa da região. 

Vocês conhecem o perfil dos clientes?

N. A.: As definições de perfis de clientes tem mudado muito, não é mais simplesmente definir classe social, faixa etária e gênero. Temos uma base grande e os conhecemos, mas é um desafio constante identifica-los e buscar oferecer a melhor experiência. 

Quantas marmitas são vendidas por mês e qual o valor?

Nelson – Hoje são mais de 6.000 pedidos mês, o ticket médio gira em torno de R$16,50.

Como a Eats for You ganha?

N. A.: Temos um percentual sobre cada venda transacionada na plataforma.

Vocês acreditam que a economia colaborativa é a tendência do futuro? Como enxergam a Eats for You em 5 anos? 

N. A.: Sem dúvida a economia colaborativa é o futuro. O o ser humano faz parte de um ecossistema orgânico e qualquer processo que fuja disso é contraproducente a médio, longo prazo. A Eats for You tem o propósito de revolucionar o sistema de produção de alimentos do mundo. Queremos promover a geração de renda por meio da inclusão produtiva, otimização de logística e oferecimento de alimentação de qualidade a preço justo para o maior número de pessoas possível. Por isso, em 5 anos, acreditamos já termos cruzado várias fronteiras. 

Janaína Gimael
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