O final de ano está chegando. Aquela sensação amarga de que poderíamos ter feito mais e melhor começa a aparecer. Mais um ano e eu continuo com saúde mais ou menos, finanças péssimas, relacionamentos mornos. Pouco do que sonhei em janeiro foi realmente colocado em prática. E o motivo pelo qual isso costuma se repetir, qual será?

Todos buscamos bons hábitos. Segundas-feiras e viradas de ano nos parecem momentos mágicos, em que nos tornaremos as pessoas que sempre sonhamos. Enchendo a cara e gastando o que não temos, pulamos sete ondas e anotamos tudo o que queremos para o ano que se inicia. Que tudo se realize, no ano que vai nascer: muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender!

Que tudo se realize é uma frase bastante vaga, concorda? “Tudo” é muita coisa, deveríamos ser mais específicos. Muito dinheiro no bolso? Como, se o ano já se inicia com dívidas dos presentes, espumantes, dias em praias lotadas, combustível, roupas e sapatos que nem vamos mais usar?

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Final de ano: O que estamos fazendo de bom

Saúde pra dar e vender? Consumindo álcool além do recomendado, comendo como se o mundo fosse acabar, convivendo com pessoas tóxicas e parentes que, por vezes, detestamos?

A saúde física e mental ficou esquecida, já em janeiro, essa é a verdade.

Temos um comportamento bastante infantil quando o assunto são metas e planos. Achamos que poderemos ganhar o mundo em um ano, mas não conseguimos nem sair da cama mais cedo e tomar um banho para irmos trabalhar nos sentindo bem. Uma caminhada, uma refeição melhor, uma leitura, um tempo dedicado ao parceiro ou aos filhos viram tarefas gigantescas, procrastinadas sempre para um futuro ideal.  Que, obviamente, nunca chega.

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Final de ano: Força de vontade não é o suficiente

A verdade é que só força de vontade é muito pouco. Não conte com ela. Quando o ambiente em que vivemos é ruim, a força de vontade logo se esgota. Gente negativa faz com que tenhamos uma percepção de cansaço prematuro.

Temos de nos esforçar demais para pequenas realizações. Do contrário, quando convivemos com pessoas positivas e mais interessantes, o ambiente nos empurra em direção à hábitos melhores. E isso tem tudo a ver com educação financeira.

Quem nunca se viu impelido a gastar no cartão de crédito só para não ter de contrariar os amigos? Sem falar no tempo perdido fofocando, reclamando, discutindo sobre assuntos que não levam a nada. Tempo que poderia ser usado para investir em conhecimento ou em saúde. Ou ao menos para simplesmente dormir, curtir os filhos ou cuidar da casa.

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Final de ano: A busca por uma vida melhor

Quando entramos nessa busca por uma vida melhor, algumas pessoas vão se afastar. Vão dizer que viramos pedantes, metidos. Que vamos morrer antes de acumular riqueza, que a vida deve ser curtida hoje e não planejada, que vamos ficar doentes de tanto buscar. Que nunca vamos ser capazes, que somos ridículos. Faça como eu, abrace o ridículo que todo o humano é. Todos somos humanos falhos, bobos e feios em alguns momentos. E tudo bem.  Importa é o que fazemos com isso. Preferimos morrer lutando e crescendo ou nos acomodarmos?

A idiotice é altamente contagiosa. Ambientes extraordinários, por sua vez, geram pessoas extraordinárias. Aprendi com o Joel Moraes. Aliás, isso serve para quem você segue nas redes sociais.

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Final de ano: hora de parar de seguir a maior parte das pessoas

Quer gerar riqueza e inteligência? Pare de seguir a maior parte das pessoas. Ser bombardeado por fotos dos conhecidos viajando, sorridentes, magros e sempre maravilhosos não vai te fazer bem.

Começamos a achar que só nossos filhos têm dias ruins, só nós não temos tudo o que os outros têm. Nosso inconsciente, coitado, bombardeado por isso, nos faz eternos insatisfeitos.

Tenho dito aos meus filhos que jogos eletrônicos são divertidos, mas quando usados exageradamente tornam nosso sistema de recompensa constantemente super estimulado. Isso serve para nós, adultos também. Nada é tão eletrizante e aparentemente fácil na vida real quanto na virtual.

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Final de ano: hora de assumir e conviver com os erros

Na vida real precisamos arrumar a mala, fazer check-in, parar no congestionamento de trânsito, dividir as despesas, lidar com imprevistos.  E tudo bem, isso se chama VIDA. Não podemos, nos primeiros dias do ano, na volta ao trabalho já nos sentirmos derrotados. Gastou, engordou, viajou com um pessoal chato? Aprenda e não repita os mesmos erros. Evolua.

Vou te contar um segredo: as pessoas mentem muito nas redes sociais. Vendem uma vida que, na prática, nunca existiu. Têm ganhos irreais nos seus investimentos. Compram livros que nunca leem. Te convido a fazer um pouco a cada dia para que ainda esse ano possa terminar bem. Não precisamos que TUDO dê certo. Um pouco já é melhor do que nada. Vamos começar a planejar um bom final de ano, coerente com nossos planos para a vida?

Cristina Pizarro
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