Já entramos na reta final de 2014, um ano muito movimentado e que ainda reserva muitas emoções para o brasileiro (principalmente agora que a campanha presidencial chega aos últimos dias).

No final de ano, é comum encontrarmos pessoas dispostas a gastar mais e a alegria de Natal, Festas e férias faz com que a compaixão e a preocupação com os outros cresçam, e com elas a pressão pela compra e oferta de um belo (e caro) presente.

Se queremos presentear as pessoas, o que é ótimo e desejável, não podemos nos esquecer que os gastos nessa época passam a ter um peso maior no orçamento. As despesas no final de ano costumam dar um salto, muitas vezes comprometendo o orçamento do ano que começará em breve.

Ainda tempos algum tempo até lá, você tem razão. É fundamental dedicar um pouco de energia e tempo para o planejamento financeiro do período, preparando o bolso da família para suportar o final de ano sem loucuras. Vale presentear e começar o ano mais endividado? Então preste atenção e valorize a educação financeira.

13º Salário: é preciso investir também

Muita gente aguarda ansiosamente pela chegada do 13º Salário. Fizemos uma enquete com alguns leitores e amigos do Dinheirama e mais de 90% das pessoas simplesmente gastam todo o 13º Salário. Mais da metade deste grupo diz já ter gasto o dinheiro antes de recebê-lo (ele vem para pagar dívidas contraídas).

Fica a triste constatação de que quase ninguém aproveita esse adicional para poupar e incrementar os investimentos. Esse hábito é terrível porque além de “torrar” toda grana do 13º Salário, as pessoas ainda costumam ir além e gastar ainda mais no calor da emoção de fim de ano, assumindo compromissos com cartão de crédito e cheque especial, por exemplo.

Por que não enxergar o final de ano também como uma época propícia para planejar o ano que logo vai chegar? Tenha em mente que mm mês de gastos fora do controle e excessos de consumo pode criar um grave problema financeiro para todo o ano seguinte – e isso é bem comum, infelizmente.

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Despesas com a escola dos filhos

Vale sempre a lembrança de que além das despesas adicionais com presentes, o final do ano traz à tona necessidade de ter dinheiro para as despesas com rematrícula e material escolar. Quem tem filho já está acostumado com essa questão, mas na hora que o novo boleto chega em casa e a lista de material aparece, todos se assustam.

Não existe maneira de fugir dessa responsabilidade e você que acompanha o Dinheirama já sabe que defendemos o planejamento antecipado e constante para que qualquer um possa se preparar, durante o ano todo, para ter valores suficientes e arcar com essas despesas sem que elas signifiquem um rombo no orçamento familiar.

A pesquisa de preços e também a escolha certa dos materiais podem significar uma redução significativa dos valores. Materiais com desenhos da moda e personalizados costumam ser muito mais caros, portanto atenção ao apelo de consumo.

Em contrapartida, produtos muito baratos podem se mostrar uma péssima aposta no decorrer do ano, já que muitos costumam estragar rapidamente fazendo com que em pouco tempo seja necessário sua reposição. Vale também a história de que “o barato muitas vezes sai caro”, portanto atenção ao custo-benefício na hora de comprar.

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Réveillon, IPVA, IPTU, renovação de seguro, férias…

Todo começo de ano é igual: siglas como IPVA e IPTU passam a fazer parte do noticiário e do radar das pessoas. Essas despesas são recorrentes e devem ser pagas sempre na mesma época, mas ainda assim muitos tratam tudo isso como uma surpresa. Interessante, não acha?

A ressaca do Réveillon costuma acertar em cheio as famílias financeiramente irresponsáveis. Depois de exagerar nas compras de Natal e nos gastos durante a passagem do ano, como arcar com as responsabilidades que sempre chegam em janeiro?

Preparar-se com antecedência para as despesas de início de ano pode, mais uma vez, garantir uma boa economia para você e sua família. Em alguns casos, o pagamento à vista pode representar uma boa redução no valor (sim, o desconto deve ser sempre valorizado!).

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Conclusão

A esta altura, você já percebeu que a única forma de não se atrapalhar com os gastos nesse período do ano é realmente se planejando com antecedência, certo? A ideia é bem simples: você deve fazer uma projeção de gastos e aproveitar os meses até lá para separar parte do que ganha para as metas de final de ano.

Como está sua situação financeira agora? Olhe para sua receita líquida com salário, 13º Salário e outras fontes de renda, liste as pessoas que você pretende presentear e já defina quanto será possível gastar (estabeleça o limite), lembrando de reservar um valor para a criação de sua reserva de emergência (se você ainda não a tem) e para o início de ano.

Lembre-se que mais do que presentear os outros com presentes caros, o seu compromisso fundamental deve ser se preparar adequadamente para uma vida financeiramente saudável e consciente. Esse presente fará diferença de forma muito mais duradoura na sua família que um ou outro produto caro. Pense nisso! Até a próxima!

Foto “2015 is coming”, Shutterstock.

Ricardo Pereira
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