Finanças pessoais são sempre um assunto fascinante, afinal, de uma forma ou de outra sempre precisamos encarar a necessidade de tratar bem do nosso dinheiro, por mais que muitos só decidam por isso quando existe um problema.

No último artigo, trouxe alguns pontos importantes relacionados ao ganho do dinheiro.  Sabemos, porém, que melhorar as finanças requer uma série mudanças diárias, que vão desde a melhor organização do dinheiro que entra, diminuição dos gastos, atenção a atitudes que levam ao desperdício e investimentos que façam de fato as reservas renderem.

Não é fácil conseguir tudo de uma só vez, mas é importante dar o primeiro passo e manter a frequência. Separei 7 ações necessárias que você pode começar a tomar para melhorar as finanças. Vamos lá?

1. Gastar menos do que ganha (Regra de Ouro das Finanças Pessoais)

Esta é básica, e praticamente todo mundo sabe. Mas por que será que tantas vezes não conseguimos torná-la parte da rotina? Comece a observar: são muitos os meses em que o dinheiro que entra não chega até o dia 30 ou 31? São muitos os meses em que você precisa fazer malabarismos, tomar empréstimos ou até usar o limite do cartão?

Se isso vem acontecendo frequentemente tem algo errado. Pode ser que você esteja ganhando menos do que precisa, e aí é preciso pensar em um plano B para ganhar mais. Ou pode ser que você esteja gastando mais do que deveria. E aí a questão é mudar as atitudes na hora das compras.

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2. Parar de se arrepender por ontem e aproveitar o hoje

Pode ser que você tenha feito muitas besteiras financeiras no passado. Pode ter gastado o que não devia em vez de guardar. Pode ter deixado de fazer um bom investimento também. Mas a questão é que o que passou, passou. Você não pode mudar o passado, mas pode aprender com ele.

Quando ficamos nos culpando por algo que não pode ser mudado, como um emprego de deixamos pra lá, um apartamento que perdemos, um carro que só trouxe dor de cabeça no bolso, o que acontece é que deixamos de viver o presente com a intensidade que deveríamos. Comece a fazer diferente agora e esqueça o que já foi. Leve apenas as lições.

3. Parar de culpar os outros e tomar atitude

Há também quem culpe os outros frequentemente pela falta de dinheiro. Familiares tóxicos, amigos sugadores, enfim… eles realmente existem e, se não entendermos isso, de fato podem ser um empecilho para as nossas finanças. Mas o fato é que está nas suas mãos começar a trabalhar a si mesmo para conseguir dizer “não” a eles e dar a importância devida ao seu dinheiro.

Comece anotando de verdade todas as vezes em que alguém vier lhe pedir um dinheiro emprestado por exemplo. E faça uma lista das suas prioridades. Ajudar quem precisa é diferente de estimular quem só está se aproveitando da sua boa vontade. Comece a observar. Entenda que melhorar as finanças requer um pouco de prioridade e muita análise das situações.

Nem sempre está tão claro, mas esse é sem dúvida um dos erros mais determinantes nas finanças pessoais e é fundamental que possamos tomar atitudes para não mais cometer o mesmo erro.

4. Construir outras fontes de renda

Se está faltando dinheiro, ou se não falta para as despesas, mas você nunca consegue guardar para investir, é porque está na hora de ganhar mais. Pegue algum tempo do dia de hoje para pensar em como você poderia construir outras fontes de renda.

Pode ser que o salário esteja baixo, e você gostaria de procurar um outro trabalho que te faça ganhar mais. Mas, além disso, o que mais você poderia fazer como um extra para melhorar as finanças? Todo mundo tem alguma habilidade que pode usar de alguma maneira.

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5. Pagar dívidas com juros mais altos antes

Preste atenção aos juros das dívidas que você adquire. Existe uma diferença considerável de acordo com a instituição e modalidade, e comparar um pouquinho pode fazer diferença inacreditável nas suas finanças. O Banco Central sempre traz mensalmente uma tabela que vale a pena ser olhada. Coloque na ponta do lápis.

Apenas para dar uma ideia, a tabela de crédito pessoal não consignado para pessoa física vai de 1,17% a 26,62% ao mês com relação aos juros cobrados!

6. Finanças pessoais: Separar necessidades e desejos

Você precisa ou você quer? E se você quer, precisa ser exatamente agora ou dá para esperar? Saiba separar as coisas e pensar um pouco mais no momento de uma aquisição.

Muitas vezes fazemos gastos bobos, por impulso, que atrapalham as finanças, por falta de analisar um pouco mais as coisas. Cuidado.

7. Entender que a renda não determina a riqueza

Por fim, quando falamos de finanças pessoais é  importante enteder que renda não determina riqueza. Muita gente tem uma renda alta, ganha muito bem, mas não consegue guardar nem investir. Vive endividado e mostra que ter um bom salário sem educação financeira pode não adiantar para nada.

Conquistar riqueza, melhorar as finanças, requer uma série de ações práticas como estas que abordei aqui. E certamente, se está aqui no Dinheirama lendo este artigo, é porque você já está no caminho!

Janaína Gimael
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