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Futuros do café robusta caem, enquanto preços do cacau sobem

O contrato maio do café arábica fechou 2,8% mais alto, a 2,125 dólares por libra uma máxima desde outubro de 2022

por Reuters
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Os futuros do café robusta na ICE tiveram leve queda nesta sexta-feira, mas ainda assim registraram sua sexta alta semanal consecutiva, impulsionados por uma oferta restrita, enquanto os preços do cacau subiram.

Café

O contrato maio do café robusta fechou em queda de 0,6%, a 3.744 dólares por tonelada, recuando ligeiramente após atingir o pico de 3.849 dólares na quinta-feira seu maior patamar desde que a forma atual do contrato começou a ser negociada em 2008.

Operadores disseram que a oferta da commodity no Vietnã continua muito restrita e que há preocupações sobre uma possível seca no maior produtor mundial de robusta.

“O acentuado aumento nos preços do robusta é devido às preocupações com as perdas de colheitas relacionadas à seca no Vietnã, o mais importante país produtor. As próximas colheitas no Brasil e na Indonésia podem amenizar essas preocupações em certa medida e levar a uma queda nos preços”, afirmou o Commerzbank em nota.

Os agricultores brasileiros estão se preparando para começar a colher uma safra maior de café robusta este ano, justo no momento em que os preços locais estão em alta recorde.

Contudo, operadores afirmaram que há algumas preocupações de que a colheita de robusta na Indonésia possa ser adiada até o final de maio ou junho.

O contrato maio do café arábica fechou 2,8% mais alto, a 2,125 dólares por libra uma máxima desde outubro de 2022.

Cacau

O julho do cacau em Londres fechou com alta de 3,3%, a 7.620 libras por tonelada, com o mercado retomando alta em direção ao recorde de 8.050 libras alcançado mais cedo esta semana.

Operadores disseram que a oferta continua escassa devido às fracas colheitas na Costa do Marfim e em Gana esta temporada.

O julho do cacau em Nova York subiu 3,1%, a 9.312 dólares a tonelada.

Açúcar

O maio do açúcar bruto caiu 1,7%, a 21,99 centavos de dólar por libra.

Operadores disseram que as recentes chuvas no Centro-Sul do Brasil podem atrasar o início da colheita 2024/25, mas também devem melhorar a perspectiva para a produção de cana.

O maio do açúcar branco caiu 0,6%, a 646,90 dólares a tonelada.

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