Home Economia e Política Girão questiona Moraes por não incluir ‘gabinete da ousadia’ de Lula em inquérito

Girão questiona Moraes por não incluir ‘gabinete da ousadia’ de Lula em inquérito

Girão também mencionou as alegações de Ezequiel Silveira, advogado da Associação dos Familiares e Vítimas de 8 de Janeiro

por Agência Senado
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O senador Eduardo Girão (Novo-CE) criticou, em pronunciamento nesta terça-feira (11), a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar a prisão, na última quinta-feira (6), de 208 envolvidos nos atos de 8 de janeiro por descumprimento de medidas cautelares.

O senador também destacou que a Polícia Federal recebeu autorização do ministro para investigar e prender envolvidos que fugiram para outros países.

Girão condenou a conduta de Moraes, que, segundo o parlamentar, vem cometendo uma sucessão de “arbitrariedades” contra cidadãos brasileiros.

Para o senador, os envolvidos tiveram seus direitos constitucionais de defesa cerceados e foram transformados em “presos políticos”.

Em resposta a essa ação, Girão apresentou um requerimento para uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado (CDH) para discutir “barbaridades” ocorridas no contexto das prisões.

Essa força-tarefa da Polícia Federal é considerada a maior operação policial desde a Operação Lava Jato, de 2014 a 2021, mas com uma profunda diferença.

Enquanto na Lava Jato a polícia estava atrás de criminosos poderosos, corruptos, alguns deles réus confessos, que desviaram bilhões de reais dos brasileiros, agora promove uma verdadeira perseguição a opositores políticos do governo Lula disse.

Girão também mencionou as alegações de Ezequiel Silveira, advogado da Associação dos Familiares e Vítimas de 8 de Janeiro, que classificou as últimas prisões como ilegais e baseadas no receio de suposto risco de fuga dos acusados.

O parlamentar destacou os casos do veterinário Felício Manuel Araújo e da professora aposentada Iraci Nagoshi, que, segundo ele, enfrentam condições adversas e penas severas apesar de não terem participado dos atos de vandalismo.

Estamos aqui apelando para que cessem essas perseguições aos inocentes.

Que seja penalizado quem realmente promoveu a depredação dos prédios públicos, voltando a prevalecer o bom senso e o Estado democrático de direito afirmou o senador.

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