Carl Gustav Jung é o pai da psicologia analítica. Embora muitos façam confusão de sua linha teórica com a psicanálise, afinal, ele foi pupilo de Freud, foi justamente a diferença de pensamentos que o levou a seguir seu próprio caminho.

E entre suas teorias mais célebres está a individuação. Jung dizia que nós somos seres únicos e indivisíveis, o que nos falta é termos consciência (de fato) disso e assim, vivermos sob essa noção.

Indivíduos vivem para si e não para os outros, e esse é um ponto fundamental, que, acredite, pode arruinar sua vida financeira. A essas pessoas que precisam de coisas externas para sentirem-se completas chamamos de “metades”.

A grama do vizinho

Quem ainda não é indivíduo (a maioria absoluta de nós), vive sua vida sob a luz da vida dos outros. Está sempre achando que a “grama do vizinho é mais verde” e usando a vida alheia de parâmetro.

O consumo tem papel social, de mostrar status e receber reconhecimento das pessoas, seja de seu sucesso econômico ou profissional.

É claro, nunca nada está bom. Tem sempre alguém que “pode mais” e a sensação que segue é uma tremenda frustração.

E para “tapar o buraco” entre em cena… mais consumo!

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Sem limites

Para a necessidade patológica de preencher a “metade vazia” com o reconhecimento alheio, em algum ponto a renda atual não será suficiente e o crédito será usado sem pudores.

Perde-se a noção de que tudo o que se está construindo é um castelo de areia, uma ilusão que acabará tão logo o dinheiro também acabe. E, quando menos se espera, o ciclo vicioso de crédito e consumo é interrompido forçosamente pela insolvência.

O fundo do poço

Quando se perde o crédito e o nome, toda a ilusão social criada artificialmente acaba junto. Os “amigos” somem e tudo o que resta são montanhas de problemas financeiros e pessoais a serem resolvidos. É como a ressaca depois da bebedeira.

Se o grande tombo serviu de aprendizado, podemos dizer que, mesmo com tamanho prejuízo, houve algo positivo. Mas, em muitos casos, ao primeiro sinal de melhora, a gastança recomeço e o problema vai se aprofundando.

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Sofrimento e recomeço

Partindo da ideia de que o susto foi suficiente para querer um caminho diferente, a primeira coisa a se pensar é que: devemos viver a vida para nós mesmos e não para os outros.

Se muitos se aproximam na bonança, todos somem na bancarrota. Todo mundo quer festa, mas ninguém quer limpar o salão.

Agora que o lema é viver para si, é importante entender os limites de sua renda, de forma a consertar o problema até, em algum ponto, começar a formar reservas financeiras e investir.

E, desse ponto em diante, manter o foco nas coisas importantes, fazendo com que o dinheiro sirva a seus propósitos e não o inverso, para jamais passar por agruras financeiras causadas por questões emocionais não resolvidas.

Conclusão

Se você quer saber os sinais para entender se está no time dos que podem se endividar apenas para “aparecer”, pense em sua última compra, seja de roupa ou outra coisa qualquer e tente identificar os motivadores daquela ocasião.

Mais do que isso, pense se você poderia ter adquirido um produto similar, porém muito mais barato. Isso é: identifique se você comprou pela marca em vez de comprar pelo benefício.

Se os motivadores forem competir com seus conhecidos e a marca, é importante ligar o sinal de alerta. Se você já havia se identificado com o que leu ou mesmo está vivendo dificuldades financeiras por conta disso, atenção: sempre é tempo de mudar ou recomeçar.

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Você pode combater sozinho a necessidade de aprovação alheia e estabelecer seus limites ou, dependendo da profundidade do problema, procurar um profissional da área de psicologia ou coaching financeiro.

Seja como for, só você poderá escolher o caminho que evita a ruína; se ela já existir, que te faça sair dela e recomeçar. Está em suas mãos viver uma vida plena e próspera.

Lembre-se: os outros são os outros e, no frigir dos ovos, ninguém vai pagar a conta para você. Um abraço e até a próxima.

Renato De Vuono
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