Mensagens pela internet: a era do SMS está próxima do fim?Recentemente, o forte desenvolvimento tecnológico em relação a celulares e smartphones foi pauta aqui no Dinheirama. Nós falamos de como anda a briga entre a Apple e a Samsung com seus smartphones top de linha, mostramos como é possível simular o Imposto de Renda através de aplicativo de celular e ainda apresentamos alguns apps inovadores lançados no último SXSW.

Além dessas possibilidades que facilitam nossas vidas, nos últimos anos também fomos introduzidos a uma nova maneira de se comunicar através dos celulares (que não a voz). A mudança é simples, mas podemos ver uma grande diferença na hora de pagar a conta de celular.

Trata-se das mensagens pela internet através dos dispositivos móveis. Com a popularização da internet móvel e o surgimento do imenso mercado de aplicativos, apareceram programas que possibilitam que o dono do celular use a internet para economizar com SMS.

Os aplicativos são inúmeros: Whatsapp, Viber, WeChat, KakaoTalk etc. Cada um com sua peculiaridade, eles basicamente oferecem o mesmo serviço: mensagens gratuitas utilizando a conexão com a internet de seu celular. E aí está o ponto chave para “bater de frente” com as grandes operadoras.

As mensagens podem não custar muito para alguns consumidores, mas elas representam uma enorme fonte de renda para as operadoras. O Whatsapp, um dos mais populares no Brasil e já indicado aqui no Dinheirama, foi responsável por 18 bilhões de recados enviados em 2012.

O que isso quer dizer?

Isso significa que 18 bilhões de recados deixaram de ser enviados via SMS. São 18 bilhões de recados que saíram das receitas das operadoras de celular. No mundo, o uso desses aplicativos tirou das companhias de telefonia móvel US$ 23 bilhões em receitas no ano passado, segundo uma pesquisa da consultoria Ovum. Como o SMS custa pouco para as empresas, há uma margem de lucro altíssima.

O futuro parece vir com um cenário ainda pior para as grandes companhias. Um estudo realizado pelas empresas Tyntec e GigaOm mostra que houve cerca de 8 bilhões de SMS e 2 bilhões de mensagens via internet enviados em 2011. Olhando para esses dados, a projeção é que os dois meios de se comunicar fiquem muito próximos em 2013, com os aplicativos gratuitos ligeiramente à frente, com aproximadamente 10 bilhões de mensagens cada.

Essa expansão dos derivados do Whatsapp também não é uma boa notícia para redes sociais como o Facebook, que tem a troca de mensagens como um dos principais serviços. Por isso, as empresas interessadas têm buscado seus próprios aplicativos de mensagens via internet.

Tanto o Google como o Facebook já expressaram interesse em comprar o Whatsapp, mas ambos não tiveram sucesso nas negociações. Operadoras e fabricantes de celulares por todo o mundo já começaram investir nesses aplicativos, como exemplos temos a Deutsche Telecom que investiu US$ 7,5 milhões no Pinger e a SK Telecom que comprou a MadSmart, desenvolvedora do TicToc.

Até desenvolvedoras de jogos, como a Zynga, veem nesses aplicativos uma maneira de ganhar mais dinheiro. Procurando divulgar seus jogos, a empresa fechou parceria com a Tencent, dona do WeChat. A Yahoo! também entrou no mercado quando comprou 50% da Kakao, empresa japonesa criadora do KakaoTalk.

Em contra partida, o grande desafio é transformar o grande uso desses aplicativos em dinheiro. O Whatasapp não inseriu publicidade em seu programa, mas passou a cobrar US$ 1 por ano pelo serviço em celulares Android.

Como fica no Brasil?

Os serviços de telefonia móvel no país geram inúmeras reclamações no Procon e nas redes sociais de um modo geral. Assim podemos notar que a tendência do uso de mensagens pela internet tem diversos fatores que favorecem seu crescimento no país. Afinal, as mensagens pela internet são uma alternativa atraente para os que têm problemas com operadoras e querem diminuir o valor de suas contas.

Cabe agora às operadoras brasileiras identificarem essa oportunidade para não sofrerem com grandes perdas em um futuro relativamente próximo. Conte pra gente: você está satisfeito com sua operadora? Como você vê o uso de mensagens pela internet? Deixe sua opinião no espaço de comentários.

Fonte: Época Negócios. Foto de freedigitalphotos.net.

Willian Binder
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