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Novas estimativas para soja do Brasil apontam safra abaixo de 150 mi t

A Safras & Mercado estimou a colheita no maior produtor mundial de soja em cerca de 149 milhões de toneladas

por Reuters
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(Imagem: Pixabay/jandenouden)

Nova estimativas divulgadas por consultorias nesta sexta-feira apontaram mais reduções na safra de soja do Brasil 2023/24 para menos de 150 milhões de toneladas, após um início de temporada com forte calor e tempo seco em algumas áreas como o Mato Grosso.

A Safras & Mercado estimou a colheita no maior produtor mundial de soja em cerca de 149 milhões de toneladas, com retração de 5,5% sobre a produção da temporada anterior, ante projeção de janeiro de 151,36 milhões de toneladas.

Já a Cogo Inteligência em Agronegócio reduziu a projeção para 148,5 milhões de toneladas, versus 155,2 milhões no levantamento anterior e 9,1% abaixo da estimativa inicial de 163,4 milhões de toneladas.

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“O atraso do início das chuvas, seguido por chuvas irregulares e mal distribuídas em diversas regiões do país, com períodos de veranicos superiores a 20 dias, acompanhado por altas temperaturas, resultará em quebras acentuadas na produtividade”, afirmou o Carlos Cogo, sócio-diretor da Cogo, em nota.

A Safras, por sua vez, disse em relatório que foram feitos ajustes nas produtividades médias esperadas para Estados das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

“O avanço dos trabalhos de colheita começa a revelar a realidade da safra brasileira, especialmente nos Estados que sofreram com a baixa umidade e temperaturas elevadas durante o último trimestre de 2023”, disse o analista e consultor Safras, Luiz Fernando Roque.

(Imagem: freepik/@ jcomp)
(Imagem: freepik/@ jcomp)

Ele lembrou que a chegada de chuvas a partir dos últimos dias de dezembro trouxe um ambiente mais favorável ao desenvolvimento das lavouras do centro-norte do país, principalmente nas áreas que foram semeadas mais tardiamente ou replantadas.

“Tal fato deve impedir uma queda ainda maior nas produtividades médias esperadas para alguns Estados, em especial na região Nordeste. Se chuvas regulares continuarem atingindo certos Estados, podemos ter surpresas positivas nas próximas semanas”, completou.

No Rio Grande do Sul, Estado que pode ajudar a compensar parte das perdas em outras regiões do país, um período sem chuvas desde meados de janeiro preocupa, segundo avaliação da Emater, empresa de assistência técnica do governo.

Cogo concorda que esta situação no Rio Grande do Sul preocupa. “Já temos um veranico no Estado. (Mas) Se essas chuvas previstas chegarem, o RS se encaminha para uma safra recorde”, afirmou ele.

Questionado, o especialista disse que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), que estimou na véspera a produção brasileira de soja em 156 milhões de toneladas em um relatório mensal, deverá ajustar os números mais à frente.

“Faz parte da metodologia deles. Os ajustes são mais demorados, mas vão ocorrer”, afirmou.

Colheita de milho
(Imagem: REUTERS/Stephane Mahe)

Também na quinta-feira a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu a estimativa de safra de soja do Brasil para 149,4 milhões de toneladas, contra 155,27 milhões de toneladas previstas em janeiro.

Perdas Bilionárias

Segundo Cogo, as boas produtividades estimadas para as regiões Sul e Sudeste deverão compensar parte das perdas previstas para as regiões Centro-Oeste, Norte e Matopiba.

Até este momento, as perdas somam 14,9 milhões de toneladas, com prejuízos na ordem de 28,9 bilhões de reais, estimou ele.

Cogo disse sua consultoria reduziu a projeção da safra total de milho do Brasil em 2023/2024 para 115,8 milhões de toneladas, ante 119,7 milhões de toneladas no levantamento anterior.

“Até este momento, a redução na produção está estimada em 13,8 milhões de toneladas (10,6% abaixo da estimativa inicial de 129,6 milhões de toneladas), com prejuízos na ordem de 12,7 bilhões de reais”, disse ele.

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