Home Comprar ou Vender O frio chegou: quais ações do varejo ganham mais?

O frio chegou: quais ações do varejo ganham mais?

As previsões meteorológicas indicam que, apesar da primeira semana ter sido mais fria, as temperaturas se reverteram

por Gustavo Kahil
3 min leitura

A XP Investimentos projeta um cenário favorável para as ações da Arezzo (ARZZ3) e Vivara (VIVA3) no setor de varejo, destacando-as como as mais beneficiadas devido à sua menor dependência do clima e da renda com a chegada do inverno.

Segundo os analistas Danniela Eiger, Gustavo Senday e Laryssa Sumer, a C&A (CEAB3) também deve se destacar entre as empresas de renda média, mostra um relatório enviado a clientes na noite desta terça-feira (18).

As previsões meteorológicas indicam que, apesar da primeira semana de junho ter sido mais fria, as temperaturas se reverteram rapidamente e permanecem acima da média de quatro anos em 80% das cidades monitoradas. Isso reforça a expectativa de uma estação de inverno mais amena.

Segundo a XP, a onda de calor persiste em junho, com temperaturas médias acima da média em São Paulo (+3,8ºC), Curitiba (+2,2°C) e Goiânia (+1,9ºC). As previsões para São Paulo apontam para temperaturas mínimas próximas à média dos últimos dois anos, o que pode impactar as vendas de roupas de inverno.

Mais ou menos frio

A probabilidade de ocorrência de La Niña, que poderia trazer frio, está diminuindo. A última estimativa coloca a chance de La Niña no início do terceiro trimestre em 39%, contra 49% anteriormente. A equipe de Agro da XP espera que a intensidade de La Niña atinja seu pico no quarto trimestre, possivelmente resultando em um verão mais ameno.

Durante visitas às lojas, os analistas observaram que as vendas do Dia dos Namorados superaram as do Dia das Mães. No entanto, as remarcações de inverno estão em curso, com descontos significativos nas Lojas Renner (LREN3), -20%, Hering (SOMA3), -30%, e C&A -44%.

As tendências climáticas reforçam uma visão mais cautelosa para os varejistas de vestuário no segundo trimestre. As taxas de juros mais altas também podem pressionar a demanda no segundo semestre, afetando negativamente o crescimento e as margens das varejistas de vestuário.

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