Orçamento – Como calcular o custo médio mensal de seu carro – Parte 2/2No artigo anterior, “Orçamento – Como calcular o custo médio mensal de seu carro – Parte 1/2″, foi apresentado um método de cálculo dos gastos relativos a possuir um carro com o auxílio de uma planilha em Excel, disponibilizada para download gratuitamente. Se você ainda não tem o arquivo, clique aqui para realizar o download.

A partir de tal conhecimento, avançaremos na questão incorporando o custo médio mensal, calculado com auxílio da planilha, em uma análise de fluxo de caixa. Esse ferramental nos permitirá extrair conclusões muito importantes para as suas finanças pessoais.

Para uma melhor compreensão de como inserir o custo médio mensal de um carro em um fluxo de caixa de forma a planejar o orçamento doméstico, elaborei um vídeo que esclarece exatamente essa questão. Assista-o logo abaixo, e em seguida lançarei algumas questões para que você reflita sobre o assunto.

Utilizando-se do fluxo de caixa planejado para analisar as despesas relativas a possuir um carro, como exposto no vídeo, nota-se que é possível se prevenir contra alguns gastos significativos e que acabam por endividar boa parte da população que anda sobre quatro rodas.

Gostaria de destacar que os custos de se ter um carro ainda podem ser maiores se considerarmos outros dois fatores: depreciação e custo de oportunidade. Apesar de ambos não influenciarem diretamente o fluxo de caixa, também devem ser encarados como um custo.

A depreciação diz respeito ao valor do carro, que diminui ao longo do tempo, causando uma perda em seu patrimônio. Já o custo de oportunidade significa que o dinheiro da compra (à vista ou parcelada) poderia ser investido e você está deixando de ganhar juros com isso.

Outra questão pertinente quando se compara as situações de ter ou não um carro é considerar na análise alguns custos relativos à opção de não ter o carro. Dependendo da situação de cada pessoa, não ter um carro significa:

  • Despesas com ônibus, trem, metrô, taxi etc;
  • Diminuição da agilidade de locomoção, implicando em desperdício de tempo (e isso também é um custo);
  • Diminuição no bem estar, que poderá ser transformado em valor monetário à medida que se pense: “quanto estou disposto(a) a pagar pela conveniência de ter um carro?”.

O que estou querendo dizer é que não ter um carro não significa que seus custos serão zero com transporte. Existem os custos que impactam diretamente o fluxo de caixa (ônibus, metrô etc.) e aqueles relativos a cada pessoa (desperdício de tempo, diminuição do bem estar etc.).

Para concluir, lanço algumas questões para que você reflita e aprimore sua percepção financeira:

  1. No momento de tomar a decisão entre comprar ou não um carro (ou decidir qual modelo escolher), as despesas médias mensais influenciavam na sua escolha? Depois de ler esse artigo, essa questão passará a influenciá-lo?
  2. Tente lembrar quantas pessoas você já conheceu, ao longo de sua vida, que fizeram um sacrifício imenso para ter o primeiro carro, ganharam os parabéns de toda a família pela “nova conquista”, mas geralmente ficaram com o carro parado na garagem por falta de dinheiro para colocar combustível, além do receio em sair por não ter dinheiro para pagar um seguro?
  3. Ainda com relação à pergunta anterior, você acredita que o fato dessas pessoas não tomarem uma decisão técnica ao comprar seu primeiro carro, se deve, principalmente, a que fator: falta de conhecimento financeiro ou devido à emoção se sobressair à razão?
  4. O que é mais difícil: ter disciplina suficiente para guardar dinheiro todo mês para fazer frente à despesas futuras ou a angústia de ver aumentar suas dívidas toda vez que o carro dá alguma despesa?

Pense bem nessas questões, pois refletir é uma das melhores maneiras de exercitar sua inteligência financeira. Isso porque, a partir de uma opinião mais sólida sobre dinheiro, será mais fácil mudar a maneira como você lida com ele e toma suas decisões financeiras.

Boa sorte em suas finanças e vida pessoal. Até a próxima!

Foto de sxc.hu.

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