Home Economia e Política Sem a referência de NY, taxas futuras caem apesar de IBC-Br acima do esperado

Sem a referência de NY, taxas futuras caem apesar de IBC-Br acima do esperado

As oscilações são pequenas e o mercado está esperando para abrir de fato amanhã, na volta do feriado nos EUA

por Reuters
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(Imagem: Reprodução/carlitocanhadas/Pixabay)

As taxas dos DIs oscilaram sem a referência de Nova York nesta segunda-feira, em função do feriado nos Estados Unidos, e encerraram o dia em baixa após o avanço firme da sexta-feira, ainda que o índice de atividade do Banco Central para dezembro, divulgado pela manhã, tenha surpreendido positivamente.

O Dia dos Presidentes nos EUA manteve o mercado de títulos em Nova York fechado, o que também reduziu a liquidez no Brasil nesta segunda-feira.

Depois da alta vista na sexta, as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) migraram para o território negativo já nos primeiros minutos da sessão, sem que houvesse catalisadores específicos para o movimento.

“O mercado está em ‘banho maria’, sem um evento que pudesse mexer”, comentou durante a tarde o gerente da mesa de Derivativos Financeiros da Commcor DTVM, Cleber Alessie Machado.

“As oscilações são pequenas e o mercado está esperando para abrir de fato amanhã, na volta do feriado nos EUA”, acrescentou.

Os números do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgados mais cedo, vieram acima da expectativa, mas pouco influenciaram as negociações com juros futuros.

Considerado um sinalizador para o Produto Interno Bruto (PIB), o IBC-Br subiu 0,82% em dezembro ante novembro, em dado dessazonalizado, acima do avanço de 0,75% projetado pelo mercado.

(Imagem: Pixabay)

Foi o quarto resultado mensal positivo e o mais forte desde abril de 2023 (+1,3%), o que ajudou o índice a fechar o quarto trimestre com expansão de 0,22% sobre os três meses anteriores, em dado dessazonalizado.

“Ainda segundo o IBC-Br, a economia brasileira teria crescido 2,45% em 2023, o que claramente não faz sentido, dado o crescimento já acumulado nos três primeiros meses do ano”, ponderou Gino Olivares, economista-chefe da Azimut Brasil Wealth Management, em comentário enviado a clientes.

“Julgamos, e não é de hoje, que o IBC-Br não é um bom previsor do comportamento do PIB, podendo ser útil apenas como uma métrica de atividade econômica de curtíssimo prazo”, acrescentou.

Os dados do IBC-Br não alteraram a leitura atual para a política monetária no Brasil. Perto do fechamento desta segunda-feira a curva a termo brasileira precificava 88% de chances de o corte da taxa básica Selic em março ser de 0,50 ponto percentual, como vem sinalizando o BC. Atualmente a Selic está em 11,25% ao ano.

No fim da tarde a taxa do DI para janeiro de 2025 estava em 10,02%, ante 10,042% do ajuste anterior, enquanto a taxa do DI para janeiro de 2026 estava em 9,86%, ante 9,873% do ajuste anterior.

Já a taxa para janeiro de 2027 estava em 9,025%, ante 9,042%, enquanto a taxa para janeiro de 2028 estava em 10,265%, ante 10,287%. O contrato para janeiro de 2031 marcava 10,66%, ante 10,681%.

Pela manhã, o BC anunciou novo adiamento da divulgação do relatório Focus, com as previsões do mercado para os principais indicadores econômicos. Normalmente divulgado às segundas-feiras, o Focus desta semana sairia na terça em função do movimento dos servidores da autarquia por melhores salários. Agora, ficou para quinta-feira.

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