“Se você quiser saber no que uma pessoa acredita, apenas olhe sua agenda e seu extrato bancário (cartão e cheque). As coisas com que ela gasta seu tempo e seu dinheiro são aquelas em que ela mais acredita” (Rick Rusaw)

Trabalhar com educação financeira é gratificante não porque o resultado são pessoas mais ricas e cheias de dinheiro, mas porque é possível redefinir, de forma individual e subjetiva, o conceito de riqueza.

Você é rico? A pergunta é comum e tem como expectativa uma resposta totalmente financeira. Se é milionário, é rico e bem-sucedido. E provavelmente infeliz. Mas é rico, e para muita gente é isso que “importa”.

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O sucesso? Ah, o sucesso!

Eu prefiro olhar para as coisas de uma forma mais realista, humana e prática: o sucesso é uma entidade que não existe, e portanto é o que nós desejamos que ele seja. Sim, pode ser qualquer coisa, desde ter mais tempo livre até ter um supercarro caríssimo. É pessoal, não enlatado.

Nossas prioridades determinarão nosso grau de sucesso, não as expectativas dos outros ou a pressão que recebemos, da família (principalmente) e da sociedade, para sermos bem-sucedidos do ponto de vista material (ter casa, carro, posses e etc.).

Pensando nisso, seja sincero: se você abrir sua agenda e seu extrato bancário a um estranho (eu, por exemplo), o que é que seus compromissos e suas transações realmente mostrarão sobre você, suas prioridades e escolhas?

Reflexões que ajudam a ver além do óbvio

Compartilho algumas reflexões que registrei em um caderno, há algum tempo atrás, ao realizar o simples exercício do parágrafo anterior:

  • Quanto mais eu procurei pelo sucesso, mais me afastei dele. E errei muito mais. Perseguir o sucesso resultou em angústia, ansiedade e frustração. Veio o estalo: o sucesso acontece quando temos prioridades, ele é um efeito colateral da dedicação pessoal a uma causa (ou mais de uma) maior que nós mesmos;
  • Quanto mais procurei escolher melhor e tomar decisões mais acertadas, mais ansioso e medroso fiquei. Eu queria acertar sempre, então ficava indeciso. Veio o estalo: tomar uma decisão errada não é a pior coisa que pode acontecer; a indecisão é;
  • Sempre que eu me afastava dos valores principais de minha vida buscando algum tipo de aprovação, logo eu me sentia mais triste e vazio, ainda que alguns aplausos fossem ouvidos. Eu me sentia como uma fraude. Veio o estalo: somos mais interessantes quando somos úteis, e não quando simplesmente queremos ser interessantes.

Enfrentar os problemas e definir as prioridades

Diferente do que o cotidiano parece demonstrar, nós somos capazes de escolher o que nós é mais valioso. Talvez não tenhamos nos dado conta de como esse fato muda tudo em termos de sucesso, riqueza e realização pessoal.

Aquele clichêzão de autoajuda cabe bem como um tapa na cara: se você acha que pode, ou se você acha que não pode, de qualquer modo você está certo. O que você quer? Será que sua agenda e seu extrato mostram mesmo isso? Só você sabe…

Vamos juntos!

Conrado Navarro
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