Trocar roupas em vez de comprar. E, por conta disso, realizar uma boa economia para conseguir dar asas a outros objetivos. Você já pensou nisso? Se alguns anos atrás, vender e comprar roupas e acessórios usados estava  relacionado aos antigos brechós, atualmente existem feiras diversas e até startups focando no negócio. Já falamos sobre isso aqui no Dinheirama. E as peças, vale dizer, passam até por curadoria para ter qualidade garantida!

Uma startup que pode fazer a diferença para quem quer trocar roupas e acessórios é a TROC. O diferencial é a curadoria feita sobre os produtos e o volume de opções. São recebidas em média sete mil peças por mês, que agradam a todos os gostos e bolsos, com opções desde fast fashion, premium e luxo.

A economia feita por quem começa a trocar roupas, vale dizer, é certa! Peças usadas custam em média 80% menos. E se você precisa economizar, pode começar desta forma! Conversamos com Luanna Toniolo, fundadora da TROC para entender mais sobre a plataforma!

De onde surgiu a inspiração para criar a TROC e desde quando a plataforma existe?

Eu sou advogada e especialista em Direito Tributário, mas sempre fui apaixonada pelo universo da Moda e por todas as suas transformações em prol da sustentabilidade.  Em 2015, eu e meu marido, Henrique Domakoski, fomos morar em Boston, nos EUA, para realizar uma especialização.

Eu de Gestão de Marketing em Harvard e ele MBA no MIT. No final do curso, nós já estávamos decididos a empreender no Brasil. Sempre procuramos por algo disruptivo, foi então que surgiu a ideia de criar a TROC.

Mais do que permitir que as usuárias tenham acesso aos produtos que sempre sonharam, a nossa startup tem como objetivo educar as brasileiras para apostarem na economia circular. A alta taxa de recorrência tem mostrado que estamos no caminho certo.

Quem conhece a TROC começa a confiar na roupa de segunda mão, entende que essa é uma alternativa para moda e que a roupa usada não é mais um tabu.

Como funciona exatamente? Quem é o público-alvo?

Luanna Toniolo: O grande diferencial da TROC é a curadoria feita sobre os produtos e o volume de opções que oferecemos – em média sete mil peças são recebidas  por mês. As opções variam para todos os gostos e bolsos, com opções desde fast fashion, premium e luxo.

Hoje, a TROC realiza, por volta de 2.000 pedidos por mês e tem mais de 4.000 “lojinhas” ativas no site – as lojinhas, como são conhecidas, são as páginas onde qualquer pessoa se tornar um vendedor, já passaram pela plataforma nomes como Anitta, Bella Falconi, Flávia Pavanelli, Carol Celico, Dupla Carioca, Gabi Pugliesi e Ticiane Pinheiro.

Para quem quer comprar roupas de marca com preços acessíveis, a TROC é a melhor opção já que todas as peças passam por uma análise individual. Então há garantia de que todas as  peças serão autênticas, estarão em perfeito estado, sem qualquer tipo de cheiro ou marca de uso.

Para quem quer vender, é a forma mais prática. As moradoras de Curitiba e São Paulo podem solicitar uma coleta em casa que a TROC faz todo o resto. Já para quem mora nas outras regiões, basta acessar o site e solicitar o código dos Correios para o envio gratuito das peças.

Recebemos, analisamos, fotografamos, anunciamos e enviamos quando vendido. A vendedora define o valor final e saca o valor direto do site para sua conta bancária.

Temos um público bastante amplo, principalmente porque temos peças de R$ 20,00 a R$ 15.000,00 anunciadas na TROC. Nosso público é exigente pela qualidade e aprecia marcas, sejam elas nacionais ou internacionais. Quem compra na TROC via de regra não era adepto à brechós.

Grande parte do nosso público costumava consumir moda em shopping centers e após o surgimento da TROC passou a ver a roupa usada de uma forma diferente, positiva, como uma verdadeira oportunidade.

Quantas pessoas vocês costumam atingir mensalmente?

L.T.: A TROC está hoje em diversos canais. Temos forte atuação no Instagram @trocreal ( com 225k followers) com postagens diárias e interação simultânea com as seguidoras.

Realizamos um trabalho legal no Facebook também. No nosso fluxo estão inbound marketing, remarketing com vídeos e recorrentemente entrevistas em revistas e programas de TV.  São aproximadamente 3 milhões de pessoas mensalmente impactadas e o número só vem crescendo.

Como vocês definem quais produtos entram?

L.T.: As peças passam pela curadoria e, se aprovadas, são anunciadas na plataforma. Um dos critérios para avaliação é analisar se você daria de presente para sua melhor amiga.

Porque se tem algum defeito, um fio puxado, bolinha ou zíper emperrado, você não aceitaria como um presente para alguém especial. Desenvolvemos tecnologia que permita essa curadoria e sugestão de precificação de forma bastante escalável e isso permite a TROC processar cada vez mais peças.

Quais os principais desafios que enfrenta para ampliar o uso da plataforma? Acredita que as pessoas estão investindo mais em consumo consciente ou ainda não?

L.T.: Sem dúvida é a desmistificação do rótulo “roupa usada”. Culturalmente, em nosso país trocar roupas usadas não é motivo de orgulho. Até então quem tem dinheiro para comprar roupa nova, não usa roupa usada, certo? Contudo estamos vivendo um momento transformador, de maior consciência, em que os valores passam a ser repensados.

Eu mesma não era adepta do second-hand até tomar conhecimento de todo o impacto da indústria da moda em nosso planeta (a indústria fashion é a segunda mais poluente, ficando para atrás apenas da indústria petroquímica).

Além da questão do consumo consciente, também podemos colocar a questão financeira como uma vantagem? Sai mais barato comprar roupas e acessórios desta forma realmente?

L.T.: Sem dúvida o primeiro gatilho para trocar roupas usadas ainda é o bolso. Roupas usadas são precificadas aproximadamente 80% mais baratas que o valor original de loja. Ou seja, como temos uma curadoria que garante o ótimo estado da peça, quando se fala de preço, não faz  sentido comprar no varejo tradicional pelo valor original.

Acredita que as novas gerações estão mais conscientes e menos preconceituosas com relação ao uso de roupas e acessórios usados?

L.T.: A nova geração se mostra mais aberta ao disruptivo. Ela vem sem preconceito, aberta a novas culturas e isso é incrível. Vejo que, não só trocar roupa usada, mas qualquer atitude consciente é vista como “cool”.

Não podemos esquecer que a geração mais antiga vem aceitando as transformações e se mostrando aberta a entender essa nova abordagem de mundo, com propósito, com significado e isso é primordial para termos um mundo saudável  no futuro.

Como enxerga o futuro da TROC no médio prazo?

L.T.: Eu acredito que um dos principais pontos fortes da TROC é o foco. Somos focados em fazer o que fazemos e com primazia. Temos uma gama de projetos que serão desenvolvidos na sequência, mas todos eles se voltam à nossa atividade principal.

Seremos o maior “resolvedor” das roupas usadas no Brasil. Nós trazemos para nós essa responsabilidade. Criamos um caminho sem volta a partir do momento em que criamos a solução para um grande problema das mulheres: usar apenas 20% dos seus guarda roupas.

Nesse caminho estamos criando parcerias com empresas do cenário fashion nacional e internacional, para nos tornarmos uma “penetração verde”, auxiliando-as a se reinventarem.

Janaína Gimael
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