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Vale: Comissão pede dados sobre anomalia da barragem Forquilha III

A Vale informou que realizou as obras de correção, em abril, em um dos dispositivos de drenagem da barragem Forquilha III

por Gustavo Kahil
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A comissão externa da Câmara dos Deputados destinada a fiscalizar os rompimentos de barragens debate, na próxima terça-feira (7), a situação da barragem de rejeitos Forquilha III, da companhia Vale (VALE3), em Ouro Preto (MG).

O deputado Padre João (PT-MG) explica que o debate se justifica em razão do temor de que novos despejos de rejeitos em cursos d’água da região prejudique ou inviabilize a existência de comunidades locais, principalmente as rurais.

“Além de todas as questões que envolvem o elemento psicológico no que tange às ameaças que decorrem do simples fato de existirem as grandes estruturas de contenção de rejeitos da mineração”, acrescenta o deputado.

Foram convocados o presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo, e diretor-geral da Agência Nacional de Mineração (ANM), Mauro Henrique Moreira Sousa, dentre outros.

Ele informa que o objetivo do debate é garantir acesso pleno aos dados sobre as barragens Forquilha III e estrutura de contenção de rejeitos da Vale S.A. em São Gonçalo do Bação, no Distrito de Itabirito, e “poder ofertar às famílias da região as informações que poderão garantir tranquilidade”.

Segundo a Vale, a Barragem Área IX, na Mina de Fábrica, deve ter sua obra de descaracterização concluída em 2025
Segundo a Vale, a Barragem Área IX, na Mina de Fábrica, deve ter sua obra de descaracterização concluída em 2025 (Imagem: Vale/ Video Delivery)

Visita ao local

A Agência Nacional de Mineração (ANM) esteve no local em 8 e 9 de abril para uma seção técnica sobre a anomalia identificada na barragem Forquilha III, caracterizada pela saída de sedimento.

A visita contou ainda com a participação de representantes da Fundação Estadual de Meio Ambiente de Minas Gerais (Feam), da Defesa Civil, do Ministério Público e da empresa Aecom.

Segundo a ANM, os profissionais da Vale apresentaram dados e informações sobre a anomalia e proposta preliminar de correção da estrutura, que envolve tamponamento parcial do DP 2 com um filtro drenante.

Conforme a equipe de fiscalização, não havia indícios de aumento de turbidez ou variações de vazão e, tampouco, aumento significativo da quantidade de material que saia pelo dreno em comparação com os dias anteriores.

Anomalia na barragem

Em 12 de abril, a Vale informou que realizou as obras de correção da anomalia anteriormente identificada em um dos dispositivos de drenagem da barragem Forquilha III, localizada na mina de Fábrica, em Ouro Preto (MG).

“Conforme planejamento apresentado à empresa de auditoria que assessora o Ministério Público de Minas Gerais e demais autoridades, foi reestabelecida a função de drenagem do dispositivo, eliminando a passagem de sólidos. Representantes da Agência Nacional de Mineração (ANM) inspecionaram o dreno nesta mesma data e certificaram a realização da operação”, informou a empresa.

A barragem segue monitorada 24 horas por dia, 7 dias por semana, pelo Centro de Monitoramento Geotécnico (CMG) da empresa.

“Continuaremos monitorando a estrutura permanentemente, assim como a efetividade da solução implantada, e empreendendo todos os esforços para avançar na descaracterização e redução do nível de emergência”, concluiu.

As estruturas de Grupo e Área IX, na Mina de Fábrica, em Ouro Preto, começaram a ser descaracterizadas em 2023 e as obras estão previstas para serem concluídas em 2025.

(Com Agência Câmara)

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