Você, o gerente bancário e o seu dinheiroComo anda o seu relacionamento com o gerente do banco? A pergunta costuma causar calafrios em muitos de meus amigos. Não porque eles não gostem de seus gerentes bancários, mas porque não sabem exatamente qual deve ser a relação entre seu trabalho e sua vida financeira depositada no banco.

A maioria deles, é preciso ressaltar, não tem muita noção de finanças, investimentos[bb] e economia doméstica. Será o diagnóstico a causa para a deficiência na relação gerente/cliente? Duas reflexões básicas surgem:

  • Será que a maneira com que nos relacionamos com os gerentes responsáveis por nossos serviços bancários influencia nosso presente e futuro financeiro?
  • Será que interesse pelo tema, pesquisa prévia e acesso à informação são mesmo atitudes capazes de melhorar este relacionamento e torná-lo mais produtivo e inteligente?

Primeiro, a questão profissional
É preciso deixar de lado o glamour da profissão gerencial do banco, vigente durante muito tempo no Brasil, e entender o que realmente fazem estes profissionais e porque relacionar-se com eles de maneira correta pode fazer a diferença. Como profissionais contratados pela instituição financeira que representam, os gerentes têm, claramente, a missão de lutar pelo que for melhor para o banco.

Não se assuste, nem se desespere. Apenas entenda: eles são contratados mediante objetivos e metas pré-estabelecidas e sua remuneração está, quase sempre, ligada aos resultados que ele atingir e(ou) superar. Sabe aquele gerente que “empurra” certos produtos, sem muitos questionamentos ou análise de suas finanças? Você já deve ter vivido esta típica situação desagradável.

Mas, claro, estes são os profissionais medíocres, figuras cada vez mais raras diante da enorme profissionalização e amadurecimento do setor. Bancos inteligentes determinam metas inteligentes, o que significa investir mais em relacionamento e menos em produtos massificados e reconhecidamente ruins para o bolsos dos clientes. Pera lá, nem tanto também, não é?

O lado do cliente
Pois é, são muitos os brasileiros desinformados e ainda é grande a oferta de produtos valorizados por este (enorme) grupo da população. Valorizados porque o “investimento” inicial costuma ser baixo e o retorno está atrelado a sorteios e promoções. É jogo, mas a maioria não sabe disso. Ou sabe e admite gostar. Claro, o título de capitalização é apenas um exemplo, mas que é bastante representativo.

Infelizmente, ainda perdura a visão de que, como clientes, podemos extrapolar nas expectativas e exigir que tudo seja cumprido sem maiores problemas. Por questões culturais e de educação, somos fracos ao lidar com a frustração. Uma negociação de sucesso[bb], capaz de trazer bons frutos financeiros, só ocorre quando estão à mesa um bom gerente e um bom cliente.

O relacionamento realmente interessa?
Depois de algumas poucas palavras sobre cada lado desta importante equação, finalmente chego ao clímax do artigo: o relacionamento é importante, mas valorizá-lo e investir em sua realização são atitudes ainda mais cruciais. O gerente está lá para atendê-lo (sim, para outras coisas também), mas será que você sabe mesmo porque decidiu visitá-lo ou passar longe de sua mesa? Se a resposta lhe parecer muito simples, desconfie.

O brasileiro se informa pouco sobre o universo financeiro[bb] disponível à sua volta, esperando que alguém indique a luz no fim do túnel ou o produto mágico. O gerente faz isso, mas não sem se aproveitar da situação – sem má intenção, é importante salientar – e fazer aquilo que seu contrato exige: bons negócios para o banco.

O cliente? Ah, ele sai pseudosatisfeito, já que não tem base para avaliar se o negócio foi realmente interessante. O gerente? O banco? Eles fazem sempre sua parte, nos atendendo bem e vendendo seus produtos de acordo com a nossa expectativa e racionalidade financeira. Quando não se tem objetivo, expectativa ou conhecimento, qualquer produto serve.

Experimente visitá-lo munido de maiores detalhes sobre os produtos e alternativas de investimento[bb] que ele vai oferecer. Experimente levar artigos da área para debater estratégias e possibilidades. Experimente supreendê-lo positivamente mais vezes. Quando se sabe com quem está lidando, e isso vale para o gerente, a discussão muda de rumo. Os resultados também.

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Crédito da foto para stock.xchng.

Conrado Navarro
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