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Seis anos atrás…

16comentários

Liberdade financeiraUma pausa nas finanças. De volta ao dia 11 de setembro de 2001, a convite do Cobra. O dia tinha tudo para ser absolutamente normal, repleto de muito trabalho. Fazia calor, muito calor. Eu estava em Volta Redonda (RJ), participando de um evento dentro da CSN. Era o primeiro dia da exposição, era a minha primeira participação neste evento. Como em poucas situações na minha vida, nunca mais esqueci o que aconteceu. E nem vou esquecer.

Numa espantosa ação coordenada e tendo como armas grandes jatos comerciais seqüestrados (carregados de combustível), terroristas lançaram na terça-feira, 11 de setembro de 2001, um gigantesco e devastador ataque contra os Estados Unidos. Contra a paz.

Como eu, muitos americanos sairam para trabalhar. Não como eu, nem todos voltaram para casa. As torres gêmeas ruíram diante de meus olhos. Silêncio. Eu não conhecia a palavra blog, não me interessava tanto por investimentos e não tinha maturidade suficiente para falar de dinheiro. Caro leitor, em seis anos pude reinventar-me tantas vezes que passei a merecer seu seu respeito e este espaço. E você, como passou estes últimos seis anos?

De sonho a realidade, da realidade ao futuro. Pena que não foi assim para aqueles muitos colegas de trabalho. Gente como eu, como você. Gente comum, heróis anônimos do dia-a-dia. O mínimo que posso fazer é prestar-lhes solidariedade através deste artigo e de um convite: onde você, leitor, estava no dia 11 de setembro? O que estava fazendo há exatos seis anos? Deixe seu comentário, escreva mais sobre isso no seu blog, valorize a oportunidade que eles, infelizmente, não tiveram. Além do Cobra, Bender, Inagaki e Slonik já se manifestaram.

Hoje ainda: publicação da segunda parte do artigo sobre fundos de investimento.

Conrado Navarro

Mais informações

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: @Navarro.

Leia todos os artigos de Conrado Navarro

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  • Link Curto: http://bit.ly/zcmZ9y
  • Arthur Gouveia

    Navarro, não dá pra dar uma pausa total nas finanças. Assim como muitos tiveram baixas, naquele dia o mercado teve uma retração assustadora. A bolsa teve os negócios interrompidos antes das 17 horas.

    Eu estava em casa. Me preparando para ir para o estágio. Ganhava R$260,00 de ajuda de custo e nem pensava em ser o que sou hoje. Foi um dia impactante. Tão impactante que só consegui medir o impacto alguns dias depois. Parecia que a ficha não tinha caído. Minha reação inicial foi como a de muitos: “Isso é um filme. Não pode ser verdade”.

    Quanto pesar me lembrar disso, me lembrar do acidente da Gol, do acidente da Tam, dos diversos acidentes diários no trânsito no Brasil.

    Hoje, como você, estou mais maduro para pensar no que aconteceu e no que acontece.

    Tristeza…

  • http://slsnake.wordpress.com S.L. Snake

    Eu havia chegado no BankBoston há pouco e estava arrumando as coisas em minha mesa. Entao liguei para a minha mãe para perguntar qq coisa e uma amiga minha estava lá. Aì ela me contou que tinha acontecido um acidente e um aviao atingiu um predio nos EUA. Eu comecei a zuar com ela, achando que era brincadeira.
    Entao ela falou “perai que está passando de novo… NÃO! É OUTRO! SÃO DOIS!”

    Eu comecei a rir… achei que era zueira. E ela comecou a ficar desesperada. Entao desliguei o telefone e quando virei pra comentar com meus colegas, um deles tinha acabado de desligar o telefone tbm. E disse a mesma coisa. Foi quando me toquei que era real.

    Instantaneamente, todos entraram na Internet em busca de notícias.

    Aquele dia foi meio assustador… começaram a surgir boatos de ataques ao prédio do Citibank em São Paulo. E o Boston é um banco americano. Já viu como ficou o clima, né…

  • Ana Paula

    Oi Navarro.

    Há seis anos estava no primeiro ano de faculdade, enfrentando uma greve dos professores que acabaria com nossas férias dos próximos três anos. Que problema pequeno perto do desastre que vi na TV ao chegar do curso de inglês.
    Meu irmão com aquele olhar indignado para a TV tentando me explicar e eu confusa: ‘WTC? Acidente?Terroristas? Isso não pode ser verdade, não pode ser possivel!’ Infelizmente era uma realidade.
    Como conversamos hoje, 11 de setembro de 2001, é um dia em que todos lembram onde estavam. Assim como o 17 de julho de 2007…

    Silêncio. Luto.

  • Arthur Gouveia

    Puxa vida Ana Paula. É verdade. Era greve dos professores universitários. No meu caso não ia perder as férias nos próximos três anos. Eu ia perder a inscrição para o mestrado!!!! Ainda bem que perdi. Hoje sou muito feliz sem o mestrado, estou em uma outra área apaixonante (consultoria), entrei no mercado financeiro, conheci o Dinheirama e o Navarro. Ainda assim, aquele 11/09 foi marcante…

  • Daniel Costa

    Há seis anos atrás, eu estava entrando numa palestra da Macromedia. E ouvi um comentário na fila de cadeiras a minha frente: “Estão atacando os Estados Unidos!”. Eu pensei putz…O mundo vai se acabar e eu aqui?!?! Chegando ao intervalo fui almoçar e chegando ao restaurante vi num telão aquelas cenas. E fiquei atônico com tanta violência e barbárie. Ao voltar para a palestra os americanos que lá estavam disseram umas palavras sobre o ataque e continuamos.
    Com o passar dos anos eu me pergunto. Por quê? É claro que vidas de inocentes foram ceifadas e violência gera violência. Mas eu penso que toda ação tem uma reação. Quantos inocentes os americanos também mataram ou matam (No Iraque)? Não quero gerar polêmica longe disso. Mas sendo um pouco “advogado do diabo!” eles tem os motivos deles e talvez a gente nunca vá saber. Porque afinal de contas cadê as “armas de destruição em massa” do Iraque? Pra onde estão indo o petróleo extraído do Iraque? E a prisão de guantánamo constantemente acusada pelos Direitos Humanos, pois os seus prisioneiros nem direito de defesa tem. E você cidadão de bem, tente tirar seu passaporte pra ir visitar lá pra você ver o que é “burocracia americana”!
    E nesse jogo tem gente morrendo sem ter nada haver ver com isso, dos dois lados…
    Que Deus nos proteja!

  • Ana Paula

    Arthur, naquela época ainda nem conhecia o Navarro, a não ser de nome pela cidade. Mas posso dizer que, ao contrário de você, foi a faculdade que possibilitou encontrá-lo e conhecê-lo melhor após 4anos.

    Daniel, este assunto é polêmico e abre discussões sem fim. Eu acredito que existem muito mais fatos do que estes que vemos nos jornais. Somos capazes de opinar, mas nunca saberemos todas as verdades (que seria nosso direito).
    Que Deus nos proteja e abençoe sempre!

  • http://vidadetradutora.blogspot.com Adriana

    Também escrevi no meu blog.

    O endereço está meio esquisito, mas acho que funciona. Ainda sou novata nesse mundo de “blogs”.

    http://vidadetradutora.blogspot.com/2007/09/uacct-ua-2493296-1-urchintracker.html
    Adriana

  • Matheus Veríssimo

    Covardia. É assim que defino a atitude tomada pela Al-Qaeda. Nada justifica um atentado terrorista. É a saída mais irracional que um ser humano pode tomar. A vida dessas pessoas, mortas sem mesmo sem saber o porquê, ninguém trará de volta.

    No dia 11 de setembro de 2001 eu estava vendo televisão, portanto logo fiquei sabendo da catástrofe. Nos primeiros momentos achei que tratava-se de alguma ação de marketing, mas depois veio o conformismo. Era tudo real. Infelizmente real.

    Fica aqui o meu desabafo para esse episódio.

    Abraços.

  • Navarro

    Arthur, Paulinha, acho super interessante esse lance dos desencontros que acabam por se tornar encontros. Mudam nossa vida, mudam para melhor, criamos novas oportunidades. Muito legal o desabafo de vocês. Obrigado por comentar.

    S.L. Snake, tenho amigos que passaram por situação semelhante, já que também trabalhavam em bancos americanos. Pânico generalizado. Aff.

    Daniel, obrigado pelo longo adendo ao artigo. Certamente, a questão é mais profunda e merece muito mais atenção. Há muita coisa em jogo e são muitas as opiniões (e fatos) existentes por ai. A verdade é que o ato terrorista é cruel e deixa uma impressão de covardia, como bem colocou o colega Matheus. Valeu pelo comentário e pelas freqüentes visitas.

    Adriana, obrigado por aderir ao pedido. Li seu artigo e fiz um passeio por seu blog, achei muito interessante. Textos muito bem escritos, uma visão cultural privilegiada. Obrigado pela consideração ao visitar o Dinheirama. Sucesso.

    Matheus, a palavra covardia definiu bem. Resumiu meu texto de forma brilhante. Mais uma vez, obrigado! Esteja sempre por aqui, sinta-se em casa. Forte abraço.

  • Grenouille

    Eu estava no Aeroporto de Guarulhos, preocupado com o atraso dos vôos, sem saber de nada, esperando meu filho, que pegou o ÚLTIMO AVIÃO que saiu de Nova York ! As TVs dos saguões estavam desligadas. Só fomos saber já no carro, na Marginal, através de minha filha pelo celular. E ele havia resolvido pegar o avião em Nova York, tendo lá chegado horas antes….de BOSTON ! Ficamos arrepiados. Agradecemos a todas entidades possíveis naquele momento!

  • Fabricio

    E ontem, dia 11 de setembro, na universidade, assisti uma palestra de um dos poucos judeus vivos sobreviventes a outro terror da humanidade: o holocausto. Sem palavras pra descrever tudo o que o velhinho falou é no mínimo absurdo, parece coisa de outro mundo, ver o pai morrer do seu lado envolto em sangue e fezes no campo de concentração e ser jogado numa fogueira junto com outros milhares de corpos… é incrível como o ser humano pode descer a um nível tão patético.

  • http://www.codigofonte.net Emmanuel Alves

    Caramba!

    Há 6 anos naquele momento que o avião tinha entrado na primeira torre eu tava no meu antigo emprego, que pagava R$400,00 para trabalhar 2 expedientes (praticamente um escravo), mais especificamente na recepção tomando um cafezinho e vi na TV – globo – a torre 1 em chamas e de repente o outro avião bate, pra desespero de todo mundo que transmitia. Pra ser sincero eu nunca tinha ouvido falar sobre o WTC, mas depois daquele dia soube o que era e fiquei cada vez mais impressionado. Dias depois, no final de semana, a veja publica uma materia de capa sobre o ataque ao WTC, muitas pessoas falam o que aconteceu, alguns “sabidos” falavam que já “sabiam” e já começavam as indagações sobre a revanche do EUA.

    A partir daquele dia o mundo nunca mais foi o mesmo.

  • Pingback: 6 Anos: O terrorismo aqui e o terrorismo lá | 30 & Alguns

  • Edwardes

    6 anos…
    Eu tinha acabado de acordar, ia ligar a TV pra ver os desenhos animados, tinha 14 anos e estava na 7° série.
    Hoje com 20 e já como universitário, me pergunto sobre os próximos 6 anos.
    Tenho uma grande admiração pelos americanos, pretendo em breve viajar aos EUA. Mas o que realmente me entristece é de saber que muitos brasileiros tem é inveja, chegam a desejar a morte deles.
    Lembro de minha professora de História dizer (+ou-) um mês após o acidante: “Achei foi bom!”
    É uma triste realidade!

  • Paulo Rodrigo

    oi,
    Naquele 11 de setembro de 2001, estava chegando da escola, tinha 12 anos na época, achava que aquilo era um castigo para os norte-americanos. Mas hoje, vejo que o terrorismo é uma forma covarde de combater os norte-americanos, pois quem acaba pagando são pessoas inocentes.
    Parabéns pelo site.

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Quem já falou do Dinheirama?

Conheci o Dinheirama justamente numa fase "transitória" de minha vida... num momento onde estou em processo de total metamorfose e mudança de frequência mental. O Dinheirama está sendo pra mim uma carta de frequências, ajudando a sintonizar minha mente onde ela nunca esteve, no oceano de conhecimento da Educação Financeira, mar que nunca tive oportunidade de navegar no sistema educacional tradicional. Só devo agradecer!

Roberto William

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