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O artigo patrocinado, a hipocrisia e a Blogosfera!

Publicado por Conrado Navarro em 12.11.2007 na seção Nossa Opinião

Dinheirama e Nossa OpiniãoTodos sabemos que um blog é uma ferramenta de socialização de conhecimento e informação, um excelente canal de comunicação e relacionamento e também um espaço onde se pode (e deve) expressar opinião. Com este pensamento, um grupo de blogueiros se reuniu para efetivamente colocar em prática a construção de conhecimento de qualidade, criando o Nossa Opinião, um aglomerado decente de artigos e pensamentos sobre os mais variados temas, atualizados e discutidos a cada quinze dias.

Assim, caros leitores, permitam-me também um momento de reflexão e polêmica. Convidado a participar do grupo de debatedores, confesso estrear com certo receio, afinal de contas o assunto, artigos patrocinados e a publicidade em blogs, evoca diferentes reações em cada um de vocês (e em mim). Parte deste artigo justifica-se pelo fato do Dinheirama ter, recentemente, publicado um artigo patrocinado por uma grande agência publicitária. Espero que acompanhe todo o desenrolar do tema e perdoe-me por fugir, ainda que brevemente, da principal razão de existir deste espaço: o seu dinheiro[bb].

O asco pela hipocrisia
Não há nada pior que a institucionalização de maus hábitos e atitudes. Exemplos negativos e diferenças culturais criam abismos morais cruéis e surreais diante da realidade vivida por cada um de nós. Exagero? Provocados a reagir diante das catástrofes sociais e econômicas do país e do mundo, comumente nos escondemos atrás da cortina da hipocrisia e da falta de vergonha (ou será de atitude[bb]?). Quanto podemos exigir de nossos cidadãos, se pouco fazemos para mudar sua razão de ser e existir? Será que fazer só a sua parte é suficiente?

Admito, não sei debater sem contextualizar e polemizar. O desabafo, diante do dia-a-dia cada vez mais autômato das pessoas, tem razão de ser. Discute-se ardorosamente o surgimento dos blogs na atual sociedade, seu real papel frente aos seus leitores e diversas fontes de informaçao, mas não vê-se o mesmo empenho em diagnosticar seus reais resultados, sua abrangência em termos qualitativos. A subjetividade do alcance, aliada ao parco profissionalismo da Blogosfera nacional contribuem para o tímido papel deste novo catalisador de conhecimento. Não obstante, muitos preferem abster-se diante do pérfido caminho.

O cuidado com o moralismo cibernético
A hipocrisia online é igualmente perigosa. Leitores e blogueiros, no afã pelo (único) minuto de fama, decidem proliferar mensagens e opiniões moralistas e de cunho ideológico, enquanto suas atitudes para com o próximo e seu trabalho são pautadas pelo aspecto prático e, por isso, mais coerentes. Julgam pois, através de movimentos hipócritas, as iniciativas sérias como sendo meras brincadeiras e satirizam as tentativas honestas de sustento de seus criadores.

Por trás da tela do computador[bb], fala-se muito e muitas teorias são facilmente criadas. Quando não há compromisso para com o resultado, fica fácil verbalizar saídas mirabolantes e “práticas eficientes” para os problemas da sociedade. A publicidade não existe há pouco tempo, assim como sua grande relevância e eficiência são mais do que aceitas e comprovadas. Um blog, um anúncio ou artigo patrocinado não existem sem um fiel universo de leitores. Você, portanto, é a chave de todo o processo.

Mas você entende de publicidade?
Por que alguma empresa decide anunciar neste blog e não em outro lugar? Quem toma esta decisão? Sob que aspectos e métricas, uma resolução deste tipo deve ser levada adiante? Como um blog pode trazer retorno ao seu anunciante e em que formatos este player deve mostrar seu produto, serviço ou iniciativa? São perguntas comuns nas agências de hoje, mas que raramente populam as cabeças dos muitos leitores de espaços como o Dinheirama. O modelo só será interessante para eles, se for para você. Sendo assim, será também para mim, blogueiro.

Acostuma-se fácil com o que é bom, rápido e, principalmente, sem efeitos colaterais. Lembro-me dos primeiros dias de Dinheirama, quando alguns colegas diziam: “O blog vai crescer rápido porque você fala de um assunto que é importante para todo mundo, dinheiro”. Sem dúvida, mas “só até a chegada do primeiro artigo patrocinado”, como alguns leitores fizeram questão de me alertar. Manter um espaço como este dá muito trabalho. Mas não há recompensa melhor que a oportunidade de poder escrever um artigo como este e vê-lo ainda lendo-o de olho grudado à tela.

A coisa fica insustentável, sob o ponto de vista prático, se pensarmos que a maioria dos leitores acharia bacana e concordaria prontamente com a veiculação de um artigo patrocinado sobre uma iniciativa de inclusão social, especialmente se ele fosse bancado por uma ONG. Normalmente não é uma ONG, não é um programa assistencialista, mas sim uma empresa com fins lucrativos que procura este tipo de serviço. Recusar o capitalismo, sem causa aparente, e focar apenas nas iniciativas puramente beneficentes não soa hipócrita?

Portanto, você há de concordar que é muito bacana saber que você gosta do que ofereço por aqui, mas que só isso não é suficiente para que o blog tenha futuro e possa melhorar. Pense bem, sua resposta pode ser minha sentença, embora eu ainda possa recorrer e tentar surpreendê-lo. Você confiaria menos em um Dinheirama respaldado em um modelo completamente sustentável?

Sustentabilidade, o enorme desafio!
Não pretendo, no meu limitado saber sobre marketing[bb], ações dirigidas e publicidade, propor regras e(ou) diretrizes para o anúncio em blogs ou comunidades similares. Embora não pareça, a discussão aqui é mais profunda. Senti-me deveras decepcionado com a reação exagerada de alguns leitores diante de meu artigo patrocinado, ainda que, de forma honesta e explícita, o aviso correspondente constasse do texto.

Que mal há em tentar viabilizar um modelo sustentável de negócio, perguntei-me diversas vezes. Um artigo patrocinado não define um modelo único e ainda inexistente nos veículos tradicionais de comunicação, mas sim o desdobramento diante do meio eletrônico e, principalmente, dos blogs. É óbvio, sou humano, sou um leitor como você e procurei entender o seu sentimento. “O Navarro colocou à venda sua opinião?” Claro que não. Um grande amigo, Alessandro Martins, definiu bem a confusão: “o artigo é pago, a opinião não”.

Um post pago, no jargão preferido por alguns, significa a opinião sincera de um editor diante de uma iniciativa. Ora, concordar com a atitude de uma empresa não tem nada a ver com minha postura como cidadão ou consultor financeiro[bb]. E, reparem, o foco do noticiário remunerado existente por aqui não fere nenhuma lei da boa convivência ou aspecto moral, é apenas um retrato de um mercado em movimento e que pede por sua atenção.

Receber para escrever significa compromisso com apenas o lado positivo da discussão? Alguém pensou em credibilidade?
Você confia nas opiniões refletidas no Dinheirama? Faz uso delas como fonte balisadora de suas decisões ou as toma como certas e apenas as executa sem deliberar sobre suas consequências? A credibilidade se constrói com um aliança entre o que sabemos ensinar e o quanto estamos dispostos a aprender. Eu não sei mais que você porque construi o Dinheirama. Quem construiu o Dinheirama foi você e a credibilidade deste blog só existe enquanto as opiniões aqui colocadas forem sinceras, honestas e pautadas no bom senso. Falando bem ou falando mal, estes são os princípios não negociáveis de nossa opinião.

Aliás, sempre coloco em cheque minhas opiniões, meus pensamentos e aquilo que julgo importante. Mas é só. Ficam sempre de fora da discussão o aspecto moral, as convicções e os sentimentos, pontos únicos e condicionantes do que sou, de minha forma de agir e de minhas reações. Respeito, credibilidade e legitimidade são, portanto, uma consequência. Ninguém, nem a agência que nos contrata, é isento o suficiente para atestar credibilidade. Você, leitor amigo e fiel, é quem define o grau de importância deste espaço e suas consequências diante das possíveis oportunidades[bb]. A credibilidade, assim como o sucesso, é algo relativo e subjetivo.

Leia, ignore se não for de seu interesse ou acesse se achar interessante.
De novo, a hipocrisia. Muito dos produtos que você tem em casa e consome, o faz porque o conheceu através de propaganda, mídia interativa ou marketing direto. No entanto, condicionado pelos anos diante destas massivas campanhas, não reclama, não questiona. O surgimento dos banners também passou por este receio demonstrado diante das resenhas pagas e, no entanto, sobrevive. Se funciona, é outra história. Por hora, que tal deixarmos de lado a confortável posição de críticos do novo? Que tal participar do debate de forma mais produtiva, criando alternativas viáveis para a solução da questão?

De repente o artigo patrocinado é um tiro no pé, uma iniciativa furada. De repente não é.
Como sabe, gosto muito de escrever. Mais ainda de discutir e aprender. Assim, confesso estar motivado a seguir por mais diversas linhas, mas o bom senso e a sua paciência me impedem. Portanto, sendo objetivo, acredito que haja uma saída. Será que estamos, todos os que chegaram até aqui, dispostos a doar R$ 5 ou R$ 10, todo mês, para manter um espaço como este que lhes apresento? Quanto de seu tempo você doa aos outros e para os outros? Sem nenhuma vergonha levanto a questão, porque sem ela não saberia debater a necessidade de dinheiro como ferramenta de negócios. Afinal, você só paga por um serviço ou produto que lhe agrega valor.

A opção de contribuição está viva diante do formulário de contato e da página de créditos. Não reparou? Infelizmente, ela tem servido mais de ferramenta social que de incentivo financeiro. Que hipocrisia de minha parte dizer que não há problema e que ainda assim fico satisfeito e motivado a seguir firme em frente. Que hipocrisia de sua parte dizer que não tem R$ 5 para nos ajudar. Será que falta esforço de nossa parte para que haja geração de valor nos artigos que publicamos por aqui? Será que a sensação de valor banalizou-se tanto, que mal consigo enxergá-lo? Repare como ainda precisamos crescer e quanto ainda se pode fazer por aquilo que prezamos e que nos traz alegria e conhecimento.

Certamente, não estou fazendo o suficiente. Este espaço pode e vai melhorar. Prometo aprender mais, ajudar mais. Peço de todos o mesmo empenho e comprometimento em criar alternativas inteligentes (e simples) para que iniciativas como essa não morram apenas por falta de consideração e hipocrisia. A questão do artigo pago é apenas a fagulha. Torço para que a discussão o leve através de uma extensa reflexão sobre o papel dos blogs diante da sociedade. Eu, ciente da necessidade de melhorar e satisfeito por ter mantido minha postura e transparência, fico por aqui. Um abraço.

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23 comentários
  1. Imagem do comentarista

    Sempre achei muito complicado artigos pagos em blogs, ainda mais quando “não tem cara” de artigo pago e fica pareceendo que os leitores foram ludibriados.
    Acredito que como formadores de opiniões deveriam ter cuidado com o que “são pagos” para fazer, pois pode ser altamente perigoso uma opinião para alguns leitores incautos que não sabe diferenciar, e não ter opinião.
    O seu blog por exemplo eu venho para tirar algumas (impostantíssimas) dicas sobre educação financeira e afins, se vc escreve (patrocinado por uma empresa de cartões de crédito) por exemplo que as compras pelo cartão se mostram muito interessantes e renftáveis, pode acreditar que muitos seguirão dicas como essa.

    Mas acredito que escrever um blog sério demanda tempo, reciocínio e pesquisa, nada mais justo ganhar pelo que se escreve, afinal, nem relógio trabalha de graça…

    O tema é muito polêmico (para mim) e eu continuo achando que é muito fina a linha entre o bom senso.

    Gosto muito do blog e está de parabéns pelo trabalho bem realizado.

  2. Imagem do comentarista
    Navarro

    Cristal, obrigado pelas palavras e pelas visitas. Frisei um ponto importante neste artigo: “a credibilidade deste blog só existe enquanto as opiniões aqui colocadas forem sinceras, honestas e pautadas no bom senso. Falando bem ou falando mal, estes são os princípios não negociáveis de nossa opinião”. Ou seja, eu jamais seria capaz de dar uma dica do tipo “use este produto financeiro porque ele é bom” se se tratar de algo que vai complicar a vida e o orçamento doméstico de meus leitores. Como eu disse, alguns princípios não estão (e nunca estiveram) à venda. Fique tranquila. Abraços.

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    Nelson

    Até onde eu sei, qualquer jornal com credibilidade tem anúncios publicitários. Folha, Estadão, alguem duvida da credibilidade deles?
    Depois dessa crise do leite, como foi que a Parmalat fez para evitar ’ser pega’ pela crise? Informe publicitários bem grandes em jornais de credibilidade, colocaram a Hebe pra falar sobre o leite, e para o publico-alvo da Hebe (minha vó), ela não perdeu nem um pouco da credibilidade dela.
    Uma campanha publicitária tem um publico-alvo, um site/jornal/revista tem um padrão de leitores, desde que o publico-alvo do marketing e o padrão de leitores do site sejam os mesmos, não vejo problema em um ‘post pago’, pois em 99% dos países do mundo nenhum site alem da wikipedia consegue viver de doações.
    Por mais que socialistas reclamem que o marketing é um dos grandes problemas do capitalismo (quem lê isso e não sabe o porque, google nisso), enquanto o Dinheirama mantiver conteúdo de graça ele precisa de um meio para sobreviver. Este é o melhor caminho? Pode ser que sim, pode ser que não, mas manter tudo de graça sem retorno para quem criou o site não é o melhor caminho, com certeza não é.

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    Concordo com você Navarro, até porque já frisamos sempre que a decisão por ações tomadas é responsabilidade de cada um. A nossa como colunistas, editores etc é manter a qualidade das informações sem comprometer nossos ideais.

    Muitos o blogueiros fazem do blog, o instrumento de suas subsistência, e nada mais razoável do que busquem forma de manter o blog, não consigo ver que mal há nisso, principalmente quando se deixa bem claro o patronicio no artigo.

    Abraço,

    Ricardo

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    Olá Navarro, novamente te parabenizo pela postura e por “dar a cara a tapa” neste caso, pois realmente há grande hipocrisia sobre este assunto - principalmente quando são blogueiros dando sua opinião a respeito e, principalmente quando são os mesmos a parte mais interessada da história. Acredito que o que aconteça aqui com esse assunto é a mesma coisa que acontece no mundo político quando um deputado/senador defende outro político visando a proteção da categoria. Não estou comparando blogueiros com a corja política, apenas criando um paralelo na atitude. Como leitor não tenho nada contra posts patrocinados, só acho imprescindível identificar de cara este tipo de situação. Um exemplo que posso citar é o do Cardoso do Contraditorium pois, ele sempre deixa bem claro quando um post é patrocinado dando assim ainda mais credibilidade ao artigo e a sua própria pessoa. O oposto disso aconteceu outro dia no blog sedentário.org, eles fizeram um texto comercial sem identificar que é patrocinado e uma grande parte dos leitores ficou indignada, isso ao me ver abala a credibilidade de um blog/site. Espero com isto ter ajudado a enriquecer este debate que acho de vital importância para o futuro dos blogs no Brasil.

  6. Imagem do comentarista

    Olá Navarro, sou jornalista há um bom tempo, tendo trabalhado em grandes veículos de comunicação. E acho que o problema é simples de resolver: indicar ao leitor. Li o blog em questão da OI e fica claro é um post patrocinado! Lhe garanto que tem muito jornal que faz matéria paga e nem indica ao leitor. Neste aspecto o Dinheirama(do qual sou leitor) está de parabéns.

  7. Imagem do comentarista

    Concordo com o Armindo.
    O povo nem nota, só quando começa.

    Me lembro de programas começando a colocar publicidade no meio, como da câmera X, do aparelho para condicionamento do abdômen Y e ouvindo o povo a reclamar: eu já sou obrigado a ver o comercial, agora tenho que ver isso também?

    Mas é a forma que é abordado, se tu avisa, o povo se revolta… Numa outra emissora, esse lance acontece sempre, de uma forma mais sútil, e as pessoas não se incomodam, e ainda dizem: olha só que interessante…

    Hipocrisia? Sei lá… O que importa, é que esse espaço aqui é seu e você está de parabéns! Não deixo de ler um artigo se quer!

    Abraço!

  8. Imagem do comentarista

    Quem reclama é porque não paga as contas do blog. Tá escrito que é patrocinado. Às vezes o pessoal pensa que porque tem a caixa de comentários, deve ter a última voz nas decisões que são tomadas, isso que é triste.

    Se vc for pago pra falar bem de um produto ou serviço complica, porque estará vendendo sua credibilidade, agora se pagarem pra vc fazer uma resenha, dar sua opinião, o que está sendo vendido é o espaço. Até aí nada de mais. Vejo inclusive como um amadurecimento do formato de blog.

  9. Imagem do comentarista

    Navarro, eu não quis de forma nenhuma colocar em questão a imagem / honestida / idoneidade do blog, afinal se eu pensasse assim, não “gastaria” meus dedos e tempo, eu simplesmente clicaria naquele granded X vermelho lá em cima rsrsrsrsr.
    É que não é a primeira vez que eu venho percebendo que muitos blogs estão recebendo para escrever e não tem levado em consideração os leitores, ainda conheço pessoas que pensam: O blog é MEU e eu escrevo o que quiser…
    Conhece aquela brincadeira: faça um texto com as palvras, tal, tal, tal e tal… é mais ou menos assim que eu vejo os blogs “patrocinados” eles são orbigados a escrever coisas sem nexo para ganhar um dim dim…

    Sou realmente uma admiradora do seu trabalho e se algum dia tiver uma “crítica” real para fazer sobre algum texto polêmico, poded ter certeza que farei bem claramente, mas claro expondo meu ponto de vista e não te obrigando a pensar como eu rsrsrsrsr.

    Abrraços,

  10. Imagem do comentarista

    Também não sou a favor em relação ao post patrocinado, o Adsense do Google faz tanto sucesso porque ele passa quase despercebido pelo internauta, que só clica quando realmente tem interesse. Já imaginaram entrar em um blog onde só existam posts patrocinados? Infelizmente já teve gente com essa idéia: http://blog6.via6.com/nova-forma-de-ganhar-dinheiro-com-blog
    Eu gostava de assistir o programa Pânico na TV, mas não tenho mais paciência de assistir aquele enxurrada de propaganda que colocaram no meio do programa, penso que já existe um espaço na TV para as propagandas, que eu sei mais ou menos quanto tempo dura, e assisto se eu quiser. Assim como o Adsense e banners, eu clico se eu quiser. Acho se o blogueiro apóia uma idéia, e pode ter um retorno financeiro com isso, o ideal é colocar um banner por exemplo, que será clicado se o leitor tiver interesse.

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    Eu contribuo com o Dinheirama, como muitos podem ter notado. Sabem o que ganho com isso? Fora a aprendizagem, as amizades, os debates, nada!!! Nunca coloquei no bolso nenhum centavo com o Dinheirama. É justo, fora a energia elétrica, a banda da internet e meu tempo não tenho custo nenhum com o Dinheirama.

    O Navarro tem que manter um servidor, tem que pagar uma empresa para desenvolver o site e seu design, tem que investir na divulgação da marca Dinheirama, planos de marketing. É justo que ele invista mais de R$2.000,00 nisso e não tenha como, no mínimo, recuperar seu investimento???

    Independente da ferramenta de marketing adotada, acredito que o Dinheirama deve ser rentável. Caso contrário o site tem seus dia contados. O importante no caso é que os editores (me incluo nessa) não vendam suas convicções. Já falei no artigo sobre o celular desbloqueado que é impossível e indesejável sermos imparciais. Temos que emitir uma opinão, é direito do leitor concordar com ela ou não.

  12. Imagem do comentarista
    Carmen.

    Meu filho,

    Esperei bastante tempo antes de comentar este seu desabafo porque estava observando sua rotina de vida em seguida ao tal artigo patrocinado que gerou tanta polêmica. Agora, passado bastante tempo, achei que poderia ser o momento certo para os leitores deste blog ficarem sabendo que em nenhum momento você deixou de acreditar em nada do que vem escrevendo e tentando passar adiante.

    Ao confessar humildemente que seria hipocrisia da sua parte dizer que não houve problema e que ainda assim fica satisfeito e motivado a seguir firme em frente e que você se sentiu decepcionado com a reação exagerada de alguns leitores diante de um artigo patrocinado, principalmente, (não ainda), porque, de forma honesta e explícita, o aviso correspondente constasse do texto, você expôs como poucos o seu excelente carater e a transparência das suas intenções.

    Você colocou no seu texto, e muito bem, que “Quem construiu o Dinheirama foi você e a credibilidade deste blog só existe enquanto as opiniões aqui colocadas forem sinceras, honestas e pautadas no bom senso. Falando bem ou falando mal, estes são os princípios não negociáveis de nossa opinião”.

    Pois bem, este espaço trata de educação financeira e a frase que identifica o Dinheirama, também escolhida pelos leitores, (é extremamente importante frisar), CONQUISTANDO DINHEIRO E LUCRANDO IDÉIAS, sintetiza claramente os principais objetivos buscados por todos nós, tanto é certo que ninguem teve coragem de dizer que mal pode haver em tentar viabilizar um modelo sustentável de negócio, você reparou nisso?

    Eu poderia ficar aqui horas e horas descrevendo suas qualidades e falando do imenso orgulho que sinto por você, mas vou terminar meu comentário, isento de qualquer maternalismo exacerbado, repetindo parte do seu desabafo que muito me tocou:

    Aliás, sempre coloco em cheque minhas opiniões, meus pensamentos e aquilo que julgo que julgo importante. Mas é só. Ficam sempre de fora da discussão o aspecto moral, as convicções e os sentimentos, pontos únicos e condicionantes do que sou, de minha forma de agir e de minhas reações. Respeito, credibilidade e legitimidade são, portanto, uma consequência. Ninguém, nem a agência que nos contrata, é isento o suficiente para atestar credibilidade. Você, leitor amigo e fiel, é quem define o grau de importância deste espaço e suas consequências diante das possíveis oportunidades. A credibilidade, assim como o sucesso, é algo relativo e subjetivo.

    Que Deus o abençoe e permita que você continue sendo a pessoa maravilhosa que é.

    Eu te amo.

  13. Imagem do comentarista

    O melhor da blogosfera…

    O artigo patrocinado, a hipocrisia e a Blogosfera!, em Dinheirama.

    Os blogs já eram, em Martelada.

    O eterno problema do livro emprestado, em UOL Tablog.

    RESSACA * ENTREVISTA: Miranda, em Ressaca Moral.

    A morte de Chico Benton, em G2.

    Ps…

  14. Imagem do comentarista
    Manoel

    Oi Navarro e demais,

    Achei muito bacana esse seu post e acredito que esse assunto ainda deva dar pano pra manga e muitas discussões justamente por estar sendo criado um novo canal de comunicação com novas vantagens, deficiências e como tudo que é novo estamos descobrindo as possibilidades e limitações desse canal.

    É muito interessante ver (como ressaltado pelo Arthur) os custos que você têm pra manter o dinheirama. Confesso que com tantas ferramentas “gratuitas” para criar blogs, acreditava que o dinheirama seguia a mesma linha e que somente seu tempo era dedicado a essa tarefa.

    Ao pensar nesse tema fiquei observando os métodos de outras mídias. Nas mídias escritas existem os anuncios normais e também existem os tais “informes publicitários” (acho que tb há outro nome). Nestes, artigos semelhantes às reportagens do jornal ou revista apresentam determinada empresa, produto ou serviço…. Pois bem, em geral reparei que é utilizado um formato de página diferente, ou uma borda formando um quadro com a informação “informe publicitário”. De certa maneira é vendido somente o espaço da revista como meio de comunicação.

    O quanto você pode colocar de opinião pessoal num post patrocinado é algo dificil de definir e acho que a blogsfera ainda não têm exemplos o suficiente para saber a melhor forma de fazê-lo. Sabe quando você recomenda o serviço de um profissional para um amigo…. Já pensou ganhar um desconto ou ser pago por fazer isso? Sei lá… Acho que o debate (como esse seu artigo) é uma forma de discutir esse tema: Como lucrar através de blogs?

    Não sei se se aplicaria aqui, mas as formas mais eficientes que tenho visto de marketing (no meu pouco conhecimento) são em geral indireto. Ganha-se não diretamente pelo que se oferece, mas de maneira relacionada ao que se oferece. Exemplo: Veja o Google. Tudo Gratis. Tudo patrocinado…. Não tenho respostas, tenho é mais perguntas…. Seria interessante esse modelo pra manter o Dinheirama no lucro? Vejo esse espaço verde nas bordas do site e penso que pode ser uma forma de obter receita. Um adsense ou patrocínios nas bordas da página, não diretamente envolvidos no conteúdo, mas fazendo uso do grande alcance do Dinheirama e com propagandas relacionadas ao tema. Quem sabe? Espero que seja uma sugestão útil.

    Acho que você e seu “time” de colaboradores estão de parabéns. Os temas postados são muito interessantes e ajudam a melhorar o pensamento financeiro de muitos. Acho que poucos pararam pra pensar no trabalho que manter isso aqui te dá (eu inclusive), e com certeza ninguém quer que justamente você esteja no vermelho por manter essa EXCELENTE iniciativa.

    No mais não tome nenhuma das críticas como algo negativo. Pelo contrário. Acho que todas as pessoas que escreveram em todos os posts que eu li querem é contribuir com o Dinheirama. Alguns concordando outros não. Mas todos defendendo o site e torcendo pelo seu sucesso.

    PS: Os posts da Dona Carmen são sensacionais. O post dela lá atras mencionando “limite” está guardado aqui nos meus alfarrapos.

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    Ei… obrigado pela citação! Sob esse ponto de vista, creio que o artigo pago pode se enquadrar numa espécie de consultoria pública, em que a empresa - ou outro tipo de cliente - pede para ter seus pontos fracos e fortes exibidos publicamente ao seu público alvo por um especialista.

  16. Imagem do comentarista
    Carmen.

    Oi Manoel,

    Agradeço muito o elogio e confesso que nem me lembrava do meu comentário sobre a necessidade de se amar muito um filho para realmente educa-lo.

    Fiquei intrigada com o interesse que despertou em você e fui procurar e acabei encontrando no artigo do meu filho publicado em 05.07.2007, sob o título

    “Sua formação faz mesmo diferença?”

    Tive o prazer de reler o artigo e , cuja leitura recomento agora para todos, inclusive os que já haviam lido, mas, como mãe coruja que sou, não pude evitar copiar alguns trechos do artigo que transcrevo abaixo para que todos os leitores tenham a oportunidade de conhecer um pouco mais do carater do Conrado.

    Aí vai:
    ….

    Quando realmente caiu a ficha?
    Fiz uma pergunta muito simples aos meus pais ainda nos primeiros anos de faculdade: “Estudei sempre em colégio particular, universidade paga, mas isso é justo? Por que investir tanto quando existem possibilidades mais baratas e de qualidade semelhante”? A resposta foi o pontapé para o sentimento de zêlo e humildade que hoje carrego: “Acostume-se com o que há de melhor e vai entender que para que possa usufruir sempre do bom, terá que primeiro aprender a conquistá-lo e a multiplicá-lo, corre o risco de seu amanhã ser pior que o seu agora. Eu não quero agradá-lo, você estuda onde estuda porque quero que seja o melhor no que faz. Um dia vai entender que não há dinheiro nenhum no mundo que pague por esse sentimento de cidadão formado e preparado para a vida”.

    E ele continua….

    Falta alguma coisa?
    Estou quase terminando um MBA Executivo numa das melhores universidades do país, tenho uma excelente família, namorada, trabalho. Ganho bem, tenho um bom patrimônio. Sou feliz, tenho tudo que quero. Mas ainda falta muito. Falta poder ver o mesmo empenho de sua parte, de meus amigos e de alguns familiares. Empenho no sentido de deixar um legado intelectual e cultural muito maior do que a quantidade de zeros na conta ou algum patrimônio físico qualquer. Saber lidar com dinheiro vai muito além do valor de sua casa e de quantos carros você tem na garagem. Isso não é mais sinal de bonança ou inteligência financeira. Corrigindo, nunca foi!

    E tem mais…..

    Ufa. Chega Navarro!
    Ser o melhor profissional e uma pessoa boa, gentil e humilde é uma questão de opção. Aprender a aprender é uma questão de opção. Aprender a servir é uma questão de opção. Todos temos opções, oportunidades diárias de crescer. Com esse espírito, garanto que dinheiro nunca será o problema. Nunca. Sonhador demais? Utopia de um blogueiro qualquer? Falta do que fazer? Pode ser que sua interpretação dessa mensagem seja bem diferente da razão pela qual a escrevi, mas tenha certeza de que escrevê-la me fez uma pessoa ainda melhor e mais rica!

    Para que não pareça exagero de mãe, (aliás estou lançando um blog com este nome), vou ficar por aqui com a certeza de que o meu filho é o máximo, (será que isso dá outro blog)?

    Beijos.

  17. Imagem do comentarista

    [...] olhando para o quesito relacionamento, porque o Dinheirama não pode ser pago para falar das boas taxas de juros de uma financeira? Porque que o [...]

  18. Imagem do comentarista

    Como não sou blogueiro, não tenho blog e sim um site de notícias de futebol (onde jamais terei resenhas ou posts patrocinados), posso falar abertamente e sem hipocrisia.

    Se tivesse um blog, faria sim posts pagos. Não avisaria ao leitor que é pago pois NÃO VEJO NECESSIDADE. Não farei propaganda do produto (e se me pagarem bem por isso, até faço, desde que não prejudique meu site e não seja grande demais ou algo assim).

    Apoio e gosto de todos os tipos de publicidade. Particularmente, não gosto de produtos da Samsung até hoje não tive um que preste (exceto a memória DDR do meu pc). Mas se a samsung me pagasse eu faria uma resenha. E encontraria pontos positivos e exaltaria-os. Mas diria também os negativos (é claro, senão todos iriam perceber e me chamar de vendidos). Diria também que não gosto da samsung.

    E se me pagassem para falar apenas bem de algum produto eu diria que… SIM. Mas explicaria à empresa que se estou dando minha opinião, citarei pelo menos alguns pontos negativos, pois caso o contrário ficaria muito ‘na cara’ que eu estava sendo pago pra falar bem do produto.

    Porém, não sei disfarçar nada (se soubesse não estaria escrevendo isso aqui, né..) e acabaria não dando destaques aos pontos positivos caso não os achasse tão positivos.

    Mas se por exemplo, a sony me pedisse pra fazer uma resenha de um produto.. bem, eu AMO A Sony, dificilmente falaria mal de algo da Sony. Seria unir o útil a agradável.

    Resumindo:

    sou totalmente à favor e dane-se quem não é.

    E por fim, cito a frase de Confúcio:

    “Num país bem governado deve-se ter vergonha da pobreza. Num país mal governado deve-se ter vergonha da riqueza”

  19. Imagem do comentarista

    [...] seu texto e não faz idéia que existe uma tal de blogosfera, tem uma percepção diferente do review pago. Para o leitor não blogueiro, material editorial pago soa como propaganda descarada. Ninguém aqui [...]

  20. Imagem do comentarista

    Navarro, você pode não acreditar, mas está fazendo jornalismo. Sim, jornalismo. Blogueiro é um adolescente de mão peluda falando bobagens. Você, não. Você tem um veículo Web sério com informações seriíssimas.
    Como “chegaram agora”, alguns blogueiros acham que inventaram a imprensa (alguns acham que inventaram até a Web). Mas imprensa tem mais de 500 anos de idade, tem uma história própria. A publicação a preços acessíveis tem quase 600 anos (http://meiradarocha.jor.br/news/2007/06/17/gutemberg-aquele-maldito-capitalista), e o jornalismo atual deve ter uns 300 anos de idade. Praticamente tudo o que um blogueiro possa tentar ou experimentar já foi tentado ou experimentado antes em jornais. O que funcionou é o que é o jornalismo hoje. Principalmente, uma clara divisão entre o que é jornalismo e o que é propaganda.
    Jornalismo é o que faz as pessoas lerem sua publicação. Publicidade é o que “pega carona” nesta sua audiência e torna possível seu modelo de negócio. Jornalismo é atividade que se sustenta principalmente pelo bem intangível chamado de credibilidade. E credibilidade é o que faz, por exemplo, o Google ganhar milhões. Quando empreendimentos de busca misturaram as coisas (Yahoo, Microsoft), perderam a credibilidade e começaram a afundar. O Google deixa bem claro o que é anúncio e o que é informação crível. Seu site também deixava. Matéria era matéria e propaganda era propaganda. São atividades irmãs, fazem parte do mesmo negócio. Mas, como irmãs, a mistura entre elas é incestuosa. Simplesmente não pode. Não pode. Não pode. Isto é uma lição aprendida em 200 anos de jornalismo moderno.
    Talvez por ser um publisher novato na área, você esteja experimentando, mas isto já foi experimentado antes e não deu certo, acabando com a credibilidade de veículos e encerrando o negócio. Merchandise mal feito (o que se mistura com informações confiáveis, em vez de ficar no divertimento) é extremamente agressivo e praticamente chama o leitor de “otário”.
    Não tente reinventar a roda quadrada. Lembre-se sempre: seu negócio é credibilidade, não publicidade (ainda mais tratando de uma coisa importante, que é o resultado de nosso trabalho, o dinheiro).
    Abraços, e continue melhorando sempre.

  21. Imagem do comentarista
    João Paulo Maduro

    Tem cada coisa neste mundo…..

    Será que eu não estou entendendo o que estou lendo?

    Matéria e propaganda são atividades irmãs e fazem parte do mesmo negócio mas, a mistura delas é incesto e não pode?

    É isso mesmo que está escrito?

    Acho estranho porque eu e meu irmão temos um negócio comum em que ele escreve artigos para um semanário distribuído gratuitamente nos supermercados, que nós mesmos imprimimos, e eu vendo as propagandas e anúncios de vendas e de ofertas de prestação de serviços que tornam possível nossa sobrevivência.

    Ele é o “jornalista” e eu sou o “publicitário” e fazemos isso desde a adolescência como meio de sobrevivência. Nunca tivemos medo de misturar nossas vocações e nunca vimos nada de incestuoso nisso.

    Nenhum de nós dois tem formação superior, o que é muito comum num país como o Brasil, mas ambos estamos aprendendo muito com este blog.

    Posso afirmar, sem medo de ser exagerado, que nossa saúde financeira se divide em antes e depois do Dinheirama.com, porque aqui aprendemos a otimizar nosso negócio para fazer sobrar algum trocado no final do mês e agora tudo está bem melhor.

    Por tudo isso só tenho que agradecer e dar parabéns ao Navarro pelo trabalho e constante empenho em nos manter informados e atualizados.

  22. Imagem do comentarista
    Carmen.

    Meu filho,

    Aproveitar sempre todas as oportunidades para aprender e crescer constantemente é de uma sabedoria incalculável, e, talzez, a verdadeira riqueza que podemos almejar.

    O comentário do José Antonio Meira da Rocha, sem dúvida um leitor que o admira muito, pela profundidade e tamanho do texto que escreveu, contém preciosidades que você não deve deixar de levar em conta.

    Seja como for, como sua mãe e admiradora número um deste espaço, de que sou leitora assídua, não posso deixar de consignar que construir credibilidade no mundo virtual é também enfrentar os desafios de um novo meio de comunicação, que embora submetido às regras do jornalismo formal, ainda é algo totalmente novo no Brasil (blogs + internet).

    Com tanto espaço para se inovar e crescer, imagino que não se possa ficar preso às regras de antigamente, principalmente no que diz respeito às formas de viabilizar cada novo projeto; será que estou muito enganada?

    Seja como for, se você me permitir e me desculpar a intromissão, eu gostaria de pedir ao leitor em questão, que me parece professor e, portanto, um cidadão preocupado com a formação da sociedade, que, ao invés de deixar de ler este blog, passe a colaborar de forma mais incisiva com ele, através de artigos e informações que, sem dúvida, despertarão o interesse de todos nós.

    Desde já muito obrigada.

    Beijos.

  23. Imagem do comentarista

    esse joão paulo maduro ou é muito burro ou não leu direito o que seu chará inteligente escreveu.

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