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Motivações para respeitar e admirar seu dinheiro

7comentários

Motivações para respeitar e admirar seu dinheiroPaulo comenta: “Navarro, muito se discute sobre a necessidade cada vez maior de envolvermos a família e os filhos nas finanças do dia-a-dia. Entendo que a participação de todos deve fazer muita diferença no controle do orçamento e no planejamento de sonhos, mas ainda me sinto um pouco perdido sobre a abordagem mais eficiente para despertar, especialmente nas crianças e nos adolescentes, o interesse pelo dinheiro (no bom sentido). Que ferramentas ou ações podemos tomar para que essa realidade se transforme? Obrigado”.

Em essência, todos gostamos muito de dinheiro[bb]. O grande dilema – e também o grande ponto de desequilíbrio – está na paixão exagerada pelos benefícios imediatos que ele pode trazer. Tal argumento, amplamente usado para justificar o gosto pelo dinheiro, é falho na medida em que acelera o consumo, mas freia a realização de grandes sonhos e projetos de vida, o que nem todo mundo admite. Portanto, dinheiro é bom e todo mundo gosta, mas nem todo mundo respeita.

Daí que, agora sim, observa-se a delicada relação que cada indivíduo mantém com o seu capital. Alguns ousam desafiá-lo, mas sempre com muito respeito. Outros simplesmente o tratam com descaso, usando e abusando de justificativas para atos sempre impulsivos e nada planejados. O meio termo prevalece, mas poucos realmente se preocupam com a questão fundamental: a educação financeira[bb] embasada no exemplo, no planejamento e no investimento.

O despertar do interesse
Todos sonhamos e temos objetivos de vida, não é mesmo? Mesmo que você concorde parcialmente com esta afirmação, deve aceitá-la, já que de resultados obtidos a partir de objetivos e sonhos é que somos, hoje, um planeta muito mais evoluído – embora o conceito de evolução nem sempre faça sentido. Criar metas é atitude comum em empresas, portanto respiramos a necessidade de desafios e gestão de recursos para atingir os resultados desejados.

Assim, estamos diante de um item essencial para o genuíno interesse em relacionar-se bem com o capital que recebemos: usá-lo para atingir e realizar sonhos e objetivos. Traçar metas nos ajuda a criar compromisso, que por sua vez nos dirige de encontro à disciplina, que age sempre que decisões econômicas se fazem necessárias. Quem sabe o que quer conquistar, aprende a respeitar seu dinheiro e aproveitá-lo de forma mais inteligente. Se não aprende, seus objetivos é que não fazem sentido.

O dinheiro para os mais jovens
O que é que as crianças e jovens adoram fazer? Observar e imitar. Simples assim. Caímos no bom e velho papo do exemplo e da necessidade de inspirar os mais novos. Você se lembra do nosso papo sobre coerência? A educação do cidadão não é responsabilidade só da escola, portanto lembre-se de mudar antes de querer pregar a mudança. Certo, mas o que mais podemos fazer para instigar os jovens?

  • Fale de dinheiro com naturalidade. Em casa, você separa parte do seu tempo para gerir as finanças[bb] da casa? Convoca todos para participar com suas opiniões e ajudar na definição de prioridades? Isso é valorizado por todos? Aqui está seu ponto de partida: transforme o dinheiro em pauta, seja na hora do almoço, na reunião familiar de domingo ou em uma hora especialmente reservada para isso;
  • Invista em formação, para você e sua família. Quantos livros e/ou periódicos que tratam de finanças e investimentos você já leu? Com que frequência presenteia sua família com obras deste tipo? Acompanha a evolução da leitura? Faz perguntas? Exige feedback? As crianças podem começar lendo as ótimas cartilhas do Banco Central ou livros infantis sobre dinheiro, como “O Menino do Dinheiro”, de Reinaldo Domingos. Mas lembre-se, ao ler tudo isso elas avaliarão as atitudes dos personagens, comparando-as com as da família. Dê o exemplo;
  • Trace, de forma conjunta, objetivos e metas para todos. A fonte de motivação nunca pode ser esquecida. Seu filho quer trocar o computador[bb] ou adquirir uma nova bicicleta? Ótimo, na próxima reunião vocês colocarão este objetivo em uma lista e definirão as atitudes necessárias para chegar lá. Por exemplo: Ele precisará economizar 50% da mesada durante 6 meses? Você precisará suportar uma carga extra de trabalho para aumentar a receita mensal? Coloque tudo isso em discussão e demonstre como o esforço necessário para conquistar objetivos. A lição vai além do aspecto financeiro: denota-se a importância dos princípios e valores morais.

As dicas são muito simples, como quase tudo que funciona muito bem na vida. Cabe deixar claro que tais conclusões não são fruto de nenhum grande experimento social ou acadêmico, mas daquilo que vivenciei dentro de um lar financeiramente equilibrado, amplamente trabalhado e cercado de planejamento. Organização, objetivos claros e tangíveis e algum esforço foram as forças que permitiram que o exemplo passasse adiante. Funcionou comigo. Alguém ai disposto a deixar um testemunho semelhante?

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Crédito da foto para stock.xchng.

Conrado Navarro

Mais informações

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: @Navarro.

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  • Link Curto: http://bit.ly/yMSSfs
  • http://monthiel.blogspot.com Monthiel

    Como sempre um ótimo e maravilhoso artigo para refletir sobre os “gastos atoa”…

    Parabéns

  • Romeu A. Noronha

    É Navarro, meu caro, tenho que concordar com o colega Monthiel. Que belo artigo. Você transforma obviedades em deliciosos momentos de reflexão, já que transcorre entre o conselho e auto-retrato de forma brilhante. Não observo com tanto afinco minhas atitudes diante de minha família, mas já percebi que sou um espelho para meus filhos. É óbvio, como você já disse. Mas não penso nisso quando estou tratando de finanças, dinheiro e economia. Vou prestar mais atenção.

    Obrigado por este espaço, pela dedicação. Sucesso garoto!

    Abs.
    Romeu N.

  • Daniel Pondé

    “…acelera o consumo, mas freia a realização de grandes sonhos e projetos de vida, o que nem todo mundo admite. Portanto, dinheiro é bom e todo mundo gosta, mas nem todo mundo respeita….”

    “….portanto lembre-se de mudar antes de querer pregar a mudança….”

  • alpha

    “gastos atoa”…
    hahaha
    eu tenho um “pai rico” e meu pai biologico é um “pai pobre”. meu pai rico eh descendente de árabes e “mão-de-figa”. estavamos andando de carro por um estrada e não tinha nenhum estabelecimento pra comprar comida alem de uma casa de empadas. a mulher dele pediu pra ele encostar porque ela queria empada. eu naum comi pq sou vegetariano e ele pediu uma garrafinha de agua mineral. eu tbm. a mulher dele perguntou se ele não keria uma empada e ele respondeu: -”eu estava muito bem sem a empada e não estava com a minima vontade de comer empada. não é pq aki soh tme uma empada q eu eu sou obrigado a kerer uma empada!”. realmente, ninguem estava pensando em suco de laranja, caldo de cana ou pastel mas se tivesse uma loja que vendesse isso na estrada o povo para pra comprar isso. é impressionante. outro episodio meu pai pobre me comprou um relogio de 15 reais por 2 de tanto pechinchar. axo que se ele demorasse mais torrando o saco do vendedor, o cara daria me o relogio.
    p.s. o cara mora numa cobertura de frente pro mar no segundo melhor endereço da cidade e anda eu um humilde mercedes clk. ^^

  • alpha

    p.p.s. e nasceu pobre, filho de pai motorista analfabeto

  • http://movidoavapor.com Paulo R Diesel

    Dicas importantes. Já usei algumas na minha vida de pai e na família. O planejamento e a divisão de responsabilidades são outros itens que usamos bastante.

    Abraço.

  • Victor Biasi Silva

    Também tive a sorte de nascer em uma família que embora não seja rica, tem educação financeira(talvés seja o ambiente de comércio que obriga o aprendizado para não morrer com os concorrentes) mas só nos meus últimos anos com ela que realmente conssegui adquirir uma base, e como já se apróxima a minha vez de fazer minha vida (ir para faculdade em outra cidade) e veremos a base ajir espero que meus ativos resistam neste tempo de mudança, já que são pequenos mas rentaveis, só tenho agradecer a minha familía pela educação, bem rumo 2009 e a Minha nova vida

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Quem já falou do Dinheirama?

A leitura do Dinheirama me faz acreditar que planejamento e educação financeira é a melhor forma de se garantir um futuro tranquilo, e proporcionar o ambiente para criação de um legado.

André K.

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