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Você mantém uma reserva financeira para emergências?

40comentários

Você mantém uma reserva financeira para emergências?A pergunta do título poderia ser outra: alguém ai se importa com emergências em geral? Ora, em um país onde uma enorme maioria se declara feliz e que quase não conta com problemas, por que haveríamos de nos preocupar com a chance de algo não dar certo? E se algo sair errado, melhor simplesmente aceitar e vangloriar a “tacada” do destino, não é mesmo? Vamos vivendo, devagar e sempre, e torcendo. Só torcendo, o que é infinitamente mais fácil e menos trabalhoso que viver realizando planos.

O retrato do primeiro parágrafo, deliberadamente desviado através de algum sarcasmo, tem seu espaço e respeito quem prefere viver assim. Para estes, ouso afirmar que oportunidade não tem relação com o preparo e, assim, vencer é apenas mais uma possibilidade – como é o fracasso. Nada de errado neste raciocínio, afinal este não é um blog de certos e errados. Como você vem tratando sua vida e seu dinheiro[bb] ultimamente?

Mas o fato é que coisas inesperadas ocorrem. Muitas vezes, ocorrem com freqüência desanimadora. O engraçado que ninguém discorda destas afirmações. Mas, na prática, emergência só é emergência para quem se prepara – para os demais, é pura surpresa, destino ou trágico acaso. A questão, para parar de filosofar, é simples: você se prepara financeiramente para momentos emergenciais? Deveria.

Shit happens!
Esta frase é muito comum nos diálogos corporativos e de filmes de Hollywood. Suponho que você compreenda sua tradução. Pois é, “problemas” acontecem. A reserva financeira é importante para que ocasiões assim sejam enfrentadas de forma a não prejudicar seu estilo de vida e, mais importante, não tirar seu foco – que deve permanecer na resolução do problema.

Ah, sim, o problema. Mas, que problema? O de não pensar no que pode dar errado justamente quando tudo vai muito bem. Em outras palavras, falta o “Plano B”. Funciona assim: se você está empregado, ganha um bom salário e tem a possibilidade de poupar e investir[bb], tudo vai bem. Ora, esta é a hora de pensar no futuro e nas eventualidades. Como? Prepare-se, invista e reserve parte do que poupa para situações assim.

O que está acontecendo agora?
Você, como muitos de meus amigos, provavelmente não fez a sua parte. Estava empregado ou trabalhando, mas gastou tudo o que tinha e agora a crise o surpreendeu – considere-se muito bem se ainda estiver empregado, afinal milhões de pessoas perderam seu emprego e outras muitas ainda perderão. Pergunto: onde estão as reservas financeiras para sustentá-lo, mantendo seu padrão de vida por alguns meses (quiçá anos), enquanto procura por uma nova oportunidade? Pois é, cadê?

Quanto tudo é trágico, lembramos da necessidade de ter feito algo diferente, de ter agido de forma mais coerente. Com o dinheiro[bb], tudo isso fica tragicamente mais perigoso. Posso enumerar centenas de razões para você começar a reservar parte de seu dinheiro para emergências, mas preferi discorrer sobre apenas cinco delas:

1. Você não é imune. Problemas de toda ordem irão afetá-lo e, adivinhe, dinheiro será um deles. Direta ou indiretamente, você terá que recorrer a alguma quantidade de dinheiro para sanar ou mediar uma emergência. Pouco ou muito dinheiro, não importa. Você prefere ter o dinheiro ou pagar caro para sair de um problema e entrar em outro? Deixe a visão romântica dos super-heróis para os quadrinhos e a TV.

2. Só se surpreende quem não planeja. A esta altura, acredito que você já aceite que alguma eventualidade poderá apresentar-se em sua vida. Planeje-se para enfrentá-la e torça para que eu esteja errado. Se algo acontecer, você tira de letra e ainda pode se dedicar a melhorar enquanto pessoa e profissional (estudar mais, viajar etc.). Se nada ocorrer, você tem reserva para um futuro ainda mais tranqüilo. Em ambos os casos, você cresce.

3. Não somos obrigados a aprender somente pela dor. As pessoas adoram dizer que só aprende mesmo quem sofre. Considero isso uma grande bobagem. Você quer esperar o banco lhe tomar tudo para então aceitar e compreender a necessidade de se planejar e evitar o endividamento excessivo? Creio que não. Logo, você também não quer ver sua vida mudar drasticamente por conta de uma eventualidade. Ou quer?

4. Criar uma reserva é simples. Já disse e repito: se você vive confortavelmente, criar uma reserva será tarefa deveras fácil. A disciplina para sustentar seu padrão de vida passa pela necessidade de construir seu futuro com investimentos, mas também garantir seu presente através de fundos emergenciais. Portanto, comece a poupar pequenos valores e conte com a “mágica” dos juros compostos.

5. Sua reserva pode ser a porta de entrada para a verdadeira liberdade. Alguns demitidos confessam que não gostavam muito do lugar onde trabalhavam. Com uma reserva financeira adequada para uma emergência (como a tão temida demissão), alguns deles podem finalmente se lançar e trabalhar com algo que realmente gostam ou ainda se dedicar a um período de estudos e melhor qualificação. Isso significa que, mesmo desempregado, você pode construir seu futuro e lutar por sua empregabilidade.

O lado operacional da sua reserva financeira e seu otimismo
Tomara que você já tenha se convencido da necessidade de pensar e agir em prol do futuro. Assim, uma observação muito importante merece destaque: lembre-se de estudar as possibilidades disponíveis para a criação de sua reserva e mantenha-a em investimentos de alta liquidez – onde ela possa ser facilmente convertida em dinheiro. Você pode ler meu artigo “Relacionando-se com a liquidez” para compreender melhor o que o termo representa.

Isso significa que possuir um apartamento não é sinal de que sua reserva financeira está em dia. Imagine quanto tempo você levaria para se desfazer dele. Aliás, onde moraria se o vendesse? “Ok, então se surgir um imprevisto, eu vendo o carro”. Errado! Carro também não é reserva financeira. Poupe e invista parte do seu dinheiro em aplicações[bb] seguras (ainda que menos rentáveis) e simples, cuja operação e a retirada do dinheiro sejam imediatas.

Você vai encontrar muitos especialistas que são contra a reserva financeira, portanto interprete este texto de forma independente. Alguns defendem que a velocidade do dinheiro é tudo; outros, como eu, acreditam que nem sempre as coisas vão dar certo e que, muitas vezes, mudar de rumos pode ser uma saída interessante. Sou muito no pé no chão, apesar de agressivo nos planos de longo prazo. Como exemplo, só consegui ser mais feliz e independente porque mudei; e só mudei porque tinha tenho uma reserva bem confortável.

Por fim, um alerta: não pense que o dinheiro vai ficar “parado demais” (rendendo pouco), que você não vai usá-lo ou que emergências não surgirão. A desculpa de que manter uma reserva, um dinheiro “parado”, não condiz com a necessidade de conquistar e crescer só faz crer que ainda não estamos preparados, como população, para sermos um país mais desenvolvido. A mentalidade pobre valoriza demais o otimismo, o que só faz o tombo ser maior. Entre ser otimista e estar preparado, prefira os dois. Afinal, shit happens!

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Crédito da foto para stock.xchng.

Conrado Navarro

Mais informações

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: @Navarro.

Leia todos os artigos de Conrado Navarro

  • Matteo

    Ótimo artigo!
    A tranquilidade q uma reserva tráz é muito grande!

    abraços!

  • Pingback: » Você mantém uma reserva financeira para emergências? - insiderNews

  • alpha

    pus minha casa à venda. demorou 3 semanas pra achar comprador e estou vendendo para saldar dividas e nunca mais morar em casa propria pq não compensa. é muito dinheiro imobilizado. consigo aplicar e garantir rendimentos maior do que o do aluguel. casa propria nunca mais! comprei minha casa por 21, investi 6 e depois de 2 anos estou liquidando por 50. investi no lugar certo. repito: casa propria nunca mais!

  • http://www.cashnaweb.com Rafael Cabrera

    Ótimo artigo! Parabéns pelo blog!

  • TioP

    Excelente texto, Navarro. Os 5 pontos foram muito bem colocados, parabéns!

  • Daniel Pondé

    casa própria para sempre ALPHA. Como é ruim pagar aluguel..vi por anos meu pai pagando aluguel e vejo hoje como é um alívio ele poder encaminhar o dinheiro do aluguel para outras coisas como a compra de ações. Aluguel é um lixo! Pense nisso! A casa não é investimento, a casa é comodidade, segurança…ou você acha que a a vida é só investir e nada aproveitar?

  • Matteo

    Concordo com Daniel, acho q casa propria é = traquilidade e comodidade. Claro, é preciso ter um dinhero disponível para poder movimentar – no caso de um problema – afinal “Shit Happens!”. Pago a prestação do meu carro com muito esforço e preocupação, se tivesse ainda um aluguel pra pagar seria pior ainda!

  • Victor Biasi

    Um ótimo artigo mas, com um pouco de IF é possivel sim criar um fundo de emergencias com uma rentabilidade +- e também com uma liquidez +-, já a casa, bem ela faz um estrago nas idéias, Ativo, Passivo, Porto-seguro, sei lá isso é muito pessoal, mas pra mim são as últimas 2, crei que se casa fosse tão ruim ninguem iria querer, ter um canto pra chamar de seu é bom, só não pode querer ficar mudando e mudando e mudando o pradão de vida

  • Valdemar Engroff

    Navarro. O primeiro livro do Cerbase que li – “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos”, o autor descreve as vantagens e desvantagens em investir na casa própria. O argumento do Cerbase é o mesmo que o ALPHA descreve em seu comentário acima. Mas te confesso que pra mim, ter casa própria, como eu tenho, além de comodidade, de ter um cantinho, é uma questão cultural, pois, quando eu pagava aluguel, realmente não sobrava um pila para as reservas de emergência. Fora isso, mesmo sendo um imobilizado e ser difícel de transformar em dinheiro em curto espaço de tempo, estou montando a minha carteira de investimentos, transferindo estes valores religiosamente no dia do recebimento do meu salário (fundo de pensão fechado, fundo previdenciário PGBL/VGBL, clube de investimentos, fundo com rendimento equivamente a CDI e a tradicional poupança). Os dois primeiros são “imexíveis) e os demais podem ser utilizados na emergência. E conto com a “suerte” para não precisar usar nenhum deles….

  • Raul

    Dinheirama e seus conselhos… Fico imaginando quem segue ao pé da risca e em 2008 vendeu a casa própria para aplicar tudo em ações e pagar o aluguel com os “lucros”…

  • Diógenes Sampaio

    Tudo muito lindo, mas e quando todo dia é dia de emergencia? eheheh talvez eu não esteja no mesmo padrão financeiro dos seus leitores, navarro, mas eu chego lá.

  • douglas

    o nivel de discussão esta muito bom,pois temos uma grande oportunidade de discutirmos nossas ideias.Em questão a ter uma reserva financeira para o futuro, acho essencial, pois emprevistos sempre acontecem.Em relação a casa própria penso que para cada tipo de pessoa exista um estilo, para quem gosta de apreciar o lugar que mora,conversar com seus vizinhos, creio que esse deve ter uma casa própria, mas para aquele que gosta de viajar, conhecer lugares diversos, esse sim deve morar de aluguel.Devemos também equilibrar nossos sonhos com nossas reais oportunidades, acredito que comprar uma casa financiada é uma péssima opção, pois compremete o futuro.

  • Daniel Pondé

    ” acredito que comprar uma casa financiada é uma péssima opção, pois compremete o futuro.”

    depende da quantia de dinheiro que você tiver disponível para que não pegue um finaciamento tão extenso e não se mate durante 15-20 anos pagando as prestações da casa. Acredito que algo até 10 anos não seja nada cabuloso uma vez que você poderá morar na casa (durante o pagamento das parcelas) e inteligentemente estará usando o dinheiro que antes era do aluguel para pagar as prestações. No final de todo o processo a casa será sua.
    Lembrando que casa própria NÃO É INVESTIMENTO. Investimento é multiplicar o dinheiro.

  • Bernardo Santos Maldonado

    Daniel,
    Concordo com você em um aspecto: a casa é importante para a sua tranquilidade, para não ficar mudando (me refiro a mudar de endereço, de fazer “mudança”) a vida toda. No entanto, o seu argumento de que, quando se está pagando aluguel, não sobra dinheiro não faz sentido. Explico-me: se você consegue pagar um financiamento em 10 anos, quer dizer que você consegue pagar 1,3% do valor da casa por mês (se conseguir um investimento com uma taxa de juros de 10% ao ano). Se você aluga esta mesma casa, pagando um aluguel de 0,6% do valor da casa (é uma média do que se encontra onde moro, Belo Horizonte), e investe o restante a uma taxa de juros de 10% ao ano (a média da bolsa de valores desde seu início, há mais de 40 anos, até hoje), você irá juntar o valor para pagar sua casa à vista em 7 anos e meio.
    Assim, uma saída para comprar sua casa com tranquilidade seria aguentar estes 7 anos e meio pagando aluguel (que, como mostrei, não é um dinheiro jogado fora, e sim um tipo de economia!) e então terá o valor da casa na mão para comprá-la! Imagine seu poder de barganha ao tentar comprar uma casa tendo todo o dinheiro na mão? Voce poderá até comprar a mesma casa que já mora, e assim não terá tido o problema de mudar diversas vezes… Pense nisso; muito cuidado com a idéia de que pagar aluguel não é uma boa, pois quem divulga essa idéia são as empresas que vendem casas financiadas, e que tem bastante lucro principalmente com os juros pagos!!!! Estes nunca lhe mostraram a conta provando que aluguel não vale a pena! Sempre usam a justificativa de que o dinheiro do aluguel poderia estar sendo usado para comprar outras coisas, mas na verdade, se você não paga o aluguel, precisará pagar o financiamento, que é muito mais caro, ou ter o dinheiro todo para comprar o imóvel à vista; e, como já mostrei nas contas acima, o modo mais vantajoso de fazê-lo é pagando aluguel!!
    Esta será a minha estratégia porque entendo que ela é bastante vantajosa financeiramente, e não traz grandes problemas, já que na minha opinião, não acho que está na hora de escolher, pagar e bancar o apartamento no qual vou morar durante toda a minha vida.
    Pense nisso.

    Abraços

    PS: o comentário foi endereçado ao Daniel porque foi um argumento utilizado por ele, mas imagino que sirva para muitos (serviu para mim, quando o Conrado levantou este aspecto do aluguel há um ano atrás, quando escreveu o artigo “Imóvel: comprar ou alugar?”)

  • http://www.edmarjunior.eti.br Edmar Dantas Silva Junior

    Bom, li todos os comentários, e ia postar o meu, porém o comentário do Bernardo Santos Maldonado vem de encontro com meu pensamento, pena que eu não tinha esta visão alguns anos atrás, pois teria feito algumas coisas de forma bem diferente.

  • Daniel Pondé

    ok Bernardo, compreendi o seu raciocínio e acredito ser interessante quando o mesmo funciona na pratica. Digo isso pois como muito bem sabemos não são todas as pessoas que estão com as contas em dia. Veja um exemplo: Digamos que João esteja financeiramente comprometido, ou seja, está com o orçamento apertado. Digamos que alguma “emergência” (como comentado no texto do navaro) apareça e a pessoa não consiga pagar o aluguel. A partir dai imagine o inferno que essa pessoa possa passar com a imobiliária ou o próprio dono do imóvel cobrando o alugel atrasado todo santo dia. Agora vejamos por outro ângulo. Se a pessoa tivesse financiado a casa (ok, ela pode atrasar o pagamento das parcelas e virar uma bola de neve a dívida) ela não passaria por esse tipo de situação. Dai vc me diz mas como assim? E a bola de neve de dívida? Eu te digo menos pior pois vc tem “apenas” a bola de neve, sendo a casa sua não há propietário/imobiliária para te incomodar apenas o banco (sendo que esse dívida pode ser negociada com o banco, ja com o proprietário/imobiliária a dívida é geralmente no pau, não há negociação, o dono do imóvel não tem o poder $$$ que um banco tem). Imagina se a casa não fosse sua? Estaria correndo o risco de levar um pé na *&*%$# e continuaria a dever…na rua sem um tostão…sem casa…ou arriscaria começar tudo denovo alugando outra casa piorando a situação?

    abraço

  • Bernardo Santos Maldonado

    Daniel, estou gostando bastante da discussão, já que mostra vários lados da moeda.
    Discordo do fato de que, com o banco, você só tenha a bola de neve; na verdade você tem A BOLA DE NEVE!! O banco, como uma instituição que trabalha com dinheiro, vai usar todos os meios que tem para reaver o dinheiro, ou até mesmo a casa!! Muitas pessoas podem dizer que a casa própria, se for a única que tiver, é impenhorável (o banco não pode tomá-la de volta). No entanto, leia este trecho da legislação:

    *Art. 3º da Lei 8.009/90 – A impenhorabilidade é oponível em qualquer processo de execução civil, fiscal, previdenciária, trabalhista ou de outra natureza, salvo se movido:

    Inciso II – pelo titular do crédito decorrente do financiamento destinado à construção ou à aquisição do imóvel, no limite dos créditos e acréscimos constituídos em função do respectivo contrato.

    Para quem não entende bem o jargão de Direito (como eu, que procurei uma explicação para o artigo acima), ele diz que o banco que financiou a casa pode pegá-la de volta, mesmo sendo o seu único imóvel.
    Assim, a justificativa de não poder ir para a rua também não procede, e na minha opinião, a chance de ir para a rua, ficar sem onde morar por ter problemas financeiros é maior com o financiamento, pois as parcelas do financiamento de uma casa são maiores que o aluguel desta mesma casa (mesmo comparando um financiamento de 30 anos com o aluguel!).
    Agora, voltando aos cálculos: se você juntar a diferença entre a parcela de um financiamento de 10 anos e o aluguel (para um apartamento que valha R$100.000, algo em torno de R$600, já que a parcela custa R$1300 e o aluguel, em média R$700), e investir esta diferença a uma taxa real de 0,8% ao mês, terá, ao final de 10 anos, R$120.000!! Assim, você comprará o imóvel e ainda sobrarão R$20.000!! Resumindo: pagando o financiamento por 10 anos, ao final você terá a casa; pagando aluguel e investindo o que falta para a parcela, ao final você terá a mesma casa, e ainda R$20.000 a mais!! Lembre-se: a taxa do investimento é de 0,8% ao mês REAL, que quer dizer, sem influência da inflação, i.e., ao final você terá R$120.000 corrigidos pela inflação, ou seja, uma quantia maior, mas que equivale ao valor de R$120.000 hoje, já que a moeda desvaloriza com o passar do tempo. Da mesma maneira, sua parcela será corrigida pela inflação nesse período de 10 anos, portanto a comparação é válida).
    Pra finalizar, não coloquei na conta a valorização (ou desvalorização!) do imóvel, já que, como será a casa na qual pretendo morar, não a encaro como investimento, e portanto não pretendo vendê-la.
    “E se ocorrer alguma emergência durante a sua vida????” Espero ter guardado, durante todo esse tempo, uma outra reserva para esses casos, já que se utilizar minha casa como reserva e for tentar vendê-la às pressas, será quase impossível receber o valor que ela realmente vale; terei que vendê-la num preço abaixo do valor de mercado, para vendê-la rápido, e estarei perdendo dinheiro.

    Volto a frisar: quero muito comprar a minha casa. Muito mesmo, pois a segurança de não ter que sair da casa quando o proprietário bem entender (ele só tem esse direito de ano em ano) é muito interessante. No entanto, entre receber dinheiro dos juros do dinheiro investido durante estes supostos 10 anos, e pagar juros abusivos a bancos durante os mesmos 10 anos e ainda ter um alto poder de barganha por ter todo o dinheiro na mão ao final do período, fico com a segunda alternativa, mesmo que para isso, tenha que correr o risco de ter que mudar de vez em quando (tento amenizar esse risco pagando o aluguel em dia, direitinho!)

    Um abraço,
    Bernardo

  • http://jbkaizen.blogspot.com.br joao bosco

    Bem, nunca morei de aluguel, qdo me casei havia construido uma pequena casa num terreno de meus pais. Depois de cinco anos eu comprei um apartamento e me mudei, alugando esta pequena casa para complementar a renda de meus pais aposentados. Depois de 10 anos entrei numa crise medonha onde meu pequeno negócio teve que ser fechado, nesta época eu já estava morando numa casa maior, porém com dividas do financiamento. Lendo o livro Pai Rico e Pai Pobre lembro-me de um conselho “se você tiver que contrair uma dívida, lembre-se de ter alguém que á pague”. Resultado, aluguei meu imóvel por uma valor 50% maior que a prestação, voltei a morar na minha pequena casa, pago as parcelas do financiamento e ainda ajudo financeiramente meus pais.

    Abraço a todos!

  • douglas

    comprometer o futuro nunca foi e nunca será uma boa alternativa, pois se vc entra em um financiamento, vc esta dizendo a quem te empresta o dinheiro que vc irá pagar religiosamente tal empréstimo, porem como posso eu garantir o que me acontecerá no futuro?
    Vejamos o exemplo desta crise mundial que chegou causando grandes estragos nas finanças empresariais e refletindo nas pessoais.Parabéns Bernado pelo raciocinio, nos não podemos garantir o futuro, mas podemos criar meios para que o futuro seje melhor do que o presente.
    Daniel Pondé comprar uma casa é o sonho de milhares de brasileiros, porém a realidade a qual vivemos é completamente diferente de nossos sonhos, basta vc olhar ao seu redor, em questão ao financiamento tenho que lhe dizer que vc precisa que se informar melhor, aqui no dinheirama ou em outro site.
    Todo e qualquer financiamento que vc faz, existe algo que garanta o pagamento do mesmo, se vc comprar uma casa financiada saiba que esta casa não é sua até vc pagar a divida com seu agente financeiro e se vc não pagar o banco o real proprietário do imovel lhe tomará o direito de posse, e eles até mesmo vendem a casa com vc dentro dela.Se vc entrar por exemplo no site da caixa existe um link destinado a leilões de imoveis cujo qual o financiado não pagou as prestações e o banco retomou seu direito de posse e agora o vende novamente.Basta apenas atrasar 3 prestações.
    Mas tudo isso é uma questão de escolhas!

  • Daniel Pondé

    ok. Parece que teremos que criar outro tópico para essa discussão. Brincadeira.
    Vamos por partes.
    Primeiro: Nunca disse que o financiamento era a MELHOR opção disparada, apenas apresentei uma delas. Segundo: Também não acredito nessas mega promoções que atraem clientes para financiamentos de perder de vista, temos que estar cientes do que estamos entrando. Vocês ainda acreditam que pagar aluguel é a melhor opção?
    Senhores, o que estou dizendo é que o dinheiro que vocês estão pagando pela casa além de proporcionar um lugar para morar, está sendo encaminhado para algo que futuramente será de seus pertences. Enquanto que pagando alugueis vocês apenas estam pagando para morar. Nada mais, nada menos. Inteligente é: Você paga R$ 1.000,00/mês de aluguel (por exemplo) ? digamos que com um financiamento você comece a pagar os mesmos
    R$ 1.000,00 pq então não aceitar que é mais inteligente pagar o financiamento (por exemplo) ? Logicamente você pode optar por uma casa mais simples e pagar menos, talvez R$ 500,00 pelo aluguel e aplicar os outros 500. Mas os 500 do aluguel estão indo para o bolsinho do proprietário enquanto que com a outra opção estão indo (de uma forma indireta) para algo que será seu. Entenderam?
    Outra questão importante é que paremos de nos grudar em coisas ruins, notícias ruins, falhas humanas e erros de um modo geral. Aprenda com os erros das pessoas, mas não deixe que eles te impeçam de tomar atitudes diferenciadas. Quem não arrisca, não petisca meu caro Douglas. Os riscos não servem para ser eliminados, mas sim administrados. Quanto aos leilões Douglas o que você me diz quanto às oportunidades? Quem sabe não é a hora de um comprar uma casa por um precinho?
    E olha, não conheço proprietário ou imobiliária, que seja, que renegociem a dívida de um devedor como o banco. Ok! Tem seu lado péssimo, como o Bernardo disse, eles tomam a sua casa, mas é muito mais fácil o proprietário
    armar a confusão toda (antes de você piscar os olhos) pois esse din que vcs pagam afetam com certeza muito mais o dono de um imóvel (não sendo o banco obviamente) do que um banco na certa.
    Minha dica é, coloquem tudo no papel. Vejam quanto vocês terão pago de aluguel durante o tempo que vocês estão considerando pagar. Espero que não seja para sempre.
    Douglas, sonhos servem para ser sonhados, e apenas. Planos servem para ser executados. Não interessa a sua cultura ou a cultura do brasileiro da “casa própria”, veja o que é melhor para você, o que sai mais em conta. Coloque as contas no papel.
    Interessante a discussão.

    abraço

  • Daniel Pondé

    Bernardo não sei se entendi muito bem a sua conta, perdão mas a essa hora estou durmindo na frente do pc. 600 reais aplicados a 0,8% a/m em 10 anos =
    120 mil. Dai + 700 reais pagos a/m em 10 anos = 84 mil.
    Conta Final= 36 mil. Diferença de 36 mil. Foram para quem os 36 mil?

    abraço

  • Bernardo Santos Maldonado

    Daniel, a conta não fecha porque você não considera juros, e é nele que está toooooooda a diferença. Quando eu disse que você, ao alugar uma casa, estaria economizando dinheiro, eu estava comparando a mesma casa! Ou seja: alugar uma casa ou financiar a mesma casa, ao final o dinheiro que você diz “que se perde”, na verdade é onde está o ganho. Estranho? Voltemos às contas; vou mostrar de uma maneira diferente: se você compra um apartamento financiado em 10 anos, a juros de 1,01% (taxa de financiamento pela CAIXA), você paga R$1441,66 por mês. Somente para comparação, vamos somar as parcelas: você irá desembolsar R$172.999 (e terá o imóvel), ou seja, R$100.000 para o imóvel, R$73.000 para o lucro do banco. Já alugando o MESMO apartamento, de R$100.000, você gastará, pagando R$700 por mês com o aluguel, R$84000 em 10 anos. No entanto, aqui entra o pulo do gato: a diferença entre os R$1441,66 da parcela (que você, se pensou em fazer o financiamento, tem disponíveis todo mês) e o aluguel dá R$741,66 (este valor está maior do que no meu exemplo anterior porque agora temos dados mais corretos, provenientes da caixa). Esta diferença, todo mês, se investida num fundo de investimento de baixo risco (renda fixa, por exemplo), a uma taxa de 0,8% ao mês (taxa realista, encontrada em tabelas de rentabilidades em qualquer banco), gerará um montante, ao final de 10 anos, de R$150.000!!!!!!!!!!!
    Resumindo, Daniel: se você fizer o financiamento, você PAGA juros ao banco, e tem ao final, somente a casa.
    Se você alugar a MESMA casa, você RECEBE juros do banco, e ao final você terá A CASA e ainda R$50.000, ou R$150.000 pra gastar no que quiser, inclusive numa casa ainda melhor!!!!! E tendo gasto os mesmos R$173.000 (aluguel + investimento)!
    Entendeu, Daniel??? Estou utilizando dados concretos, de informações tiradas de sites de bancos, nada fictício!
    Parece estranho que uma grana que você “joga fora” com aluguel gere um benefício melhor do que um financiamento… No entanto, num financiamento, muito do dinheiro gasto na casa também é jogado fora, em juros!!!
    Peço que estude os números que estou te mostrando, questione se não entendê-los, pois o meu intuito é mostrar, como me foi mostrado pelo dinheirama e me chocou bastante, o que nunca foi mostrado em nenhuma propaganda de TV ou folheto de banco (lógico, pois o financiamento é mais vantajoso para o banco do que o investimento).

    Respondendo à sua última pergunta, e também para mostrar a força dos juros compostos:
    Se somarmos R$700 mensais durante 10 anos, sem juros, temos R$84.000. Se aplicarmos este dinheiro em um fundo de investimento com taxa de 0,8% ao mês no mesmos 10 anos, teremos (acredite!!) R$141.793!
    De onde vieram os R$57.973? Dos juros compostos!!!

    Lembre-se: os juros são a única maneira de termos um futuro realmente confortável… Pense nisso ao comprar o próximo carro, ou próxima casa, ou próxima TV LCD!!

  • http://jbkaizen.blogspot.com.br joao bosco

    Bernardo, gostaria de tirar uma dúvida.

    Vc disse para ele pagar um aluguel de R$700,00 e utilizar a sobra que seria de um possivel financiamento(neste caso $1441,66-$700,00=$741,66) e aplica-la com um rendimento de 0,8% a.m. durante 10 anos.
    No final vc teria $150.000,00, porém não teria a casa, pq vc estava pagando aluguel e não o financiamento da compra da casa, ou seja, no final vc só teria economizado a diferença entre o valor do financiamento $173.000,00 -
    o valor poupado $150.000,00, mas não a casa + $150.000,00
    não é?
    grato,
    joao

  • http://jbkaizen.blogspot.com.br joao bosco

    só complementando…

    Pelo que eu entendi, vc capitalizou somente o valor aplicado e não o valor do imóvel que provavelmente não seria os mesmos $100.000,00 de hoje daqui à 10 anos!

    Eu comprei um imovel em janeiro de 2000 por $78.000,00 e hj ele esta avaliado em $140.000,00!, ou seja, em 9 anos houve uma correção de 79%.
    grato,
    joao

  • Daniel Pondé

    Bernardo, entendo os juros compostos “e a sua força”.
    Mas o que eu quis dizer no seu exemplo foi:
    O valor da parcela mensal em um financiamento (como você mesmo disse) é R$1441,66. Dai ao invés de entrar no financiamento vc opta por pegar parte desse valor (R$700) para pagar o aluguel e o restante vc investe- 741,66 todo mês. Dai em 10 anos você terá 150 mil reais..MASSSSSSSSSS ai é que está a questão. Nesses anos vc gastou 84 mil reais, ou seja, ganhou 150 mil (com os juros em cima da parcela de 741,66 mensal) mas gastou 84 mil. Então 150 mil (juntados) – 84 mil (gastados) = 66 mil.

    Ponto importante levantado pelo joão bosco.

    abraço

  • Daniel Pondé

    Outro fator importante Bernardo é que em 10 anos você terá reajustes no valor do aluguel! Não se esqueça disso! O que irá fazer uma TREMENDA diferença nas suas contas!
    Fora que você realmente acredita que o mesmo imóvel estará a 100 mil reais em 10 anos? Pontos relevantes. Será que financiando nao sai mais em conta? O imóvel poderá valorizar e vc poderá vendê-lo assim que acabar de pagar o financimamento. Terá desfrutado o tempo no imóvel durante os anos. Digamos que quando você venda o imóvel consiga lucar sobre ele (contando que vc pagou certa quantia ao banco pelo financimento). Outra coisa é que muitas vezes o financiamento da caixa é regressivo, aliviando o orçamento familiar. Pense nisso!

    abraço

  • Bernardo Santos Maldonado

    Vamos por partes:

    João Bosco, é exatamente isso que você citou: estou pensando em ter o valor atual, sem pensar em valorização. Entrando em detalhes, na verdade a única correção que estou fazendo é a da inflação, ou seja, quando digo em 0,8% REAL, quero dizer que o ganho que espero é de 0,8% ao mês + inflação. Realmente, não estou colocando na conta a possibilidade de a casa valorizar mais do que a inflação (como atestei no meu primeiro comentário), mas também não estou colocando a possibilidade de desvalorização da mesma; este é realmente um risco que irei correr, já que não penso em investir em imóveis (pelo menos por enquanto, penso somente em comprar a casa na qual vou morar), e portanto não tenho conhecimento para avaliar essa possibilidade. Analiso, no máximo, a inflação no período. No caso do seu apartamento, uma valorização de 79% em 9 anos, não é muito superior à inflação deste período (apesar de não saber ao certo esse dado).

    Agora, Daniel e João Bosco: os cálculos que mostrei são os seguintes:
    “A diferença entre o aluguel e a parcela do financiamento, todo mês, se investida num fundo de investimento de baixo risco (renda fixa, por exemplo), a uma taxa real de 0,8% ao mês (taxa realista, encontrada em tabelas de rentabilidades em qualquer banco), gerará um montante, ao final de 10 anos, de R$150.000. Se considerar que investi num fundo de 0,8% de taxa real, terei, na verdade, R$150.000 reajustados pela inflação. Se esta inflação é em média de 4% ao ano, terei 189.993 na conta!!!”

    Isso quer dizer que, neste tempo, SOMENTE a diferença entre a parcela do financiamento e o aluguel irão gerar os R$189.993 ao final dos 10 anos! Somando tudo, terei pago R$84.000 de aluguel e ainda terei R$189.993 na conta, ao passo de que a pessoa que fez o financiamento terá somente o apartamento. Se o apartamento vale menos do que os R$189.993 (pelas minhas contas, o apartamento estará valendo R$148.490, se considerarmos somente a inflação), terei tido vantagem alugando o imóvel durante estes 10 anos (vantagem de R$42.000, que será aproximadamente o valor de um carro popular)!

    Ou seja, a conta de R$150.000 menos os R$84.000 não faz sentido, pois os R$84.000 foram pagos com R$700 por mês, e os R$150.000 (na verdade, R$189.993, incluindo a inflação na conta) foram obtidos investindo R$741,66 por mês!

    Como o Daniel lembrou, o aluguel é reajustado nestes 10 anos, certo?? Mas a parcela do financiamento também é reajustada, e o reajuste é o mesmo, baseado na inflação! A inflação está entrando na conta, tanto nos meus cálculos do financiamento quanto nos cálculos do aluguel, ou seja, o aumento do aluguel está nas minhas contas! Assim, não há diferenças neste ponto: aluguel e parcela do financiamento, assim como o seu salário nesse período, certo?
    Volto a afirmar: a valorização do imóvel não entra nas minhas contas, pois não sei se o imóvel irá valorizar ou desvalorizar. Acho muito grande o risco de comprar um imóvel pensando na valorização dele, até mesmo porque não penso em vendê-lo novamente, pois se o escolhi para ter estabilidade (não precisar ficar mudando), não faria sentido vendê-lo, pois teria que mudar novamente!! Se quero ter alguma vantagem financeira nesses 10 anos, certamente não utilizarei o a venda do imóvel para tal, pois como já mostrei pelos cálculos, vou ter uma quantia maior tendo aplicado e morado neste mesmo apartamento pagando aluguel (terei desfrutado o tempo no imóvel da mesma maneira). Volto a afirmar: não estou pensando na valorização real do imóvel, que é de difícil avaliação (para isso é importante estudar a oferta e procura de imóveis na cidade em questão, a localização do imóvel, a construção de estabelecimentos próximos a ele, etc) e que pode resultar até em desvalorização. Prefiro utilizar variáveis mais facilmente controladas (a rentabilidade do fundo de renda fixa, que é constante ou muito próxima disso, o valor do aluguel, que é reajustado pela inflação assim como minha renda).

    Lembre-se, Daniel: o financiamento da caixa é regressivo, mas isso não quer dizer que a taxa de juros diminui! A parcela diminui porque o montante devido diminui (Sistema SAC de amortização), mas isso quer dizer que as parcelas iniciais nessa modalidade de financiamento são de R$1633, e não de R$1441, na modalidade PRICE.

    Resumindo: até agora, pelos dados que tenho disponíveis, pelas taxas de juros praticadas em investimentos em bancos e na bolsa, pelas taxas praticadas em financiamentos, pela média de preços de aluguel comparados a preços de apartamentos, é muito mais vantajoso comprar um imóvel à vista do que financiado, mesmo pagando o aluguel entre o atual momento e a data de compra do imóvel.
    Se for utilizar o FGTS na compra, a coisa muda de figura, já que utilizar o FGTS quer dizer pagar à vista, e passa a ser bastante vantajoso. No entanto, se o FGTS não paga o apartamento na sua totalidade, é interessante fazer os cálculos e comparar a compra ou aluguel+investimento, sempre!

    Muito boa a discussão, espero que estejam gostando também! O dado levantado pelo João Bosco foi muito interessante, pois agora tenho uma melhor noção da valorização de um imóvel, e posso pensar em colocar uma estimativa desta valorização nos meus planejamentos, para saber qual a taxa de juros que torna o investimento mais interessante que o financiamento!

    Realmente aconselho o Daniel a ler o artigo “Imóvel: comprar ou alugar?”, escrito pelo Conrado. Ele explica melhor e utiliza planilhas (as que eu uso atualmente) para mostrar os cálculos. Aqui vai o link:

    http://dinheirama.com/blog/2007/05/28/imovel-comprar-ou-alugar/

    Acredite em dados, não acredite em tabus que nos foram forçados durante toda a vida, como verdades absolutas.
    Um outro dado interessante: na França, é muito mais comum encontrar famílias que vivem toda a vida pagando aluguel do que famílias que tem casa própria.

    Abraços,
    Bernardo

  • Frank Fiuza

    “Dinheirama e seus conselhos… Fico imaginando quem segue ao pé da risca e em 2008 vendeu a casa própria para aplicar tudo em ações e pagar o aluguel com os “lucros”…”

    Raul, faço as seguintes colocações:

    1) O certo seria vender a casa e colocar num fundo de renda fixa e não nas ações, se você pretender usar o rendimento para pagar o aluguel.

    2) Como ficaram as pessoas que preferiram morar na casa própria e tiveram tudo destruído pelas enchentes??? Se elas tivessem pagando aluguel com o rendimento do valor do imóvel, estariam seguras e com recursos para mudar para uma nova casa.

  • Frank Fiuza

    Bernando,

    A minha posição particular é de morar de aluguel, pois eu não sinto a necessidade de ter o meu ‘cantinho’ e por não ter dinheiro pra comprar e querer fugir de longas dívidas.

    As pessoas insistentemente ficam dizendo que estou jogando dinheiro no lixo. Pessoas bem informas e tal. Não adianta, desisti de mostrar por A + B que é mais rentável pagar aluguel e juntar dinheiro pra comprar a vista mais tarde.

    Elas têm dificuldade de quantificar o serviço que você está pagando. Parece que pegar emprestado um bem de 200.000 reais não tem valor…

    É uma questão cultural muito forte. Mesmo se o aluguel for apenas 100 reais, o fator psicológico de estar ‘pagando aluguel’ ou ‘jogando dinheiro no lixo’ ainda fariam com que muitas pessoas entrassem em dívidas longas.

  • http://jbkaizen.blogspot.com.br joao bosco

    Oi pessoal, voltei!!!

    Hj é sabado, estou em casa fazendo um churrasco com meus amigos, começamos a falar sobre a crise, ufa!!! chega!!! Desce mais uma ai!!! Ah, a churrasqueira fui eu que instalei, sem a nescessidade de pedir permissão para o dono do imóvel, e com certeza o valor agrgado da churrasqueira fará diferença qdo eu estiver, “se eu estiver” vendendo este imóvel algum dia. Diferença esta em R$!!!!!!. Não discordo das opiniões, porém, acredito que é muita “manobra” para lucrar tão pouco. Acho que o risco não compensa! Mas valeu, adorei participar mais “intesamente” deste forum.
    Acredito que as experiências de vida de cada participante valem sua opinião. Gostaria de continuar este papo em outros temas, vcs foram realmente maravilhosos.

    Valeu Bernardo, Valeu Daniel!!!

    Abraços, e, ah? têm uma cerveja gelada me esperando.
    Bye.
    joão Bosco

  • http://jbkaizen.blogspot.com.br joao bosco

    Pessoal, desculpe-me pelos erros de escrita, “agregado” “intensamente” e outros mais…

    bye.
    joão bosco.

  • Eduardo

    Você de forma inconsequente acaba de cair num sofisma clássico de economia: o sofisma da composição: O que é verdade para uma parte, não necessariamente é verdade para o todo.
    Se você considerar um indivídulo isoladamente, seria prudente fazer uma poupança para ter segurança em épocas de crise. Mas se todos os indivíduos pensassem assim, esse comportamento seria um gerador ou agravador de qualquer crise.
    Essa poupança em massa geraria uma retração no consumo e no PIB catastrófica. Esse tipo de comportamento pessimista em épocas de crise são os maiores agravadores das crises. Os governos baixam juros, as lideranças políticas incentivam o consumo, como forma de rebater os efeitos da crise.
    Mas o que você faz com esse artigo é exatamente o oposto, incentivando o comportamento pessimista, que só irá agravar a situação.
    Aconselhar um amigo, é ótimo, mas aconselhar a massa, usando um veículo de comunicação é temerário. Cada um deveria fazer sua parte. Economizar nesse momento é um tiro no pé. Reveja sua posição e seu conselhos.

  • Marcelo A. Melo

    Eduardo, com todo respeito (afinal, vejo que você é uma pessoa inteligente) acho que você não leu o texto ou está com problemas na interpretação de texto. Alguém aqui (incluindo o Navarro, autor do artigo) disse para deixarmos de consumir nesta época de crise? Pelo contrário, ele disse que se queremos poder consumir sempre e manter nosso padrão de vida (bom para a economia, não?) precisamos aprender a fazer provisões (conhece este termo?).

    O autor ressalta que é importante aproveitar os bons momentos para pensar nas emergências que virão (como a tal crise). Será que isso não é “economicamente inteligente”? Será que se todos os indivíduos reservassem pequena parte do seu soldo em épocas de bonança, para usar o capital em épocas complicadas, a economia pararia e entraria em colapso, como você nos faz crer? Sinceramente, essa sim é uma visão pessimista.

    De novo, o Navarro diz que é preciso ser inteligente e aproveitar quando podemos guardar, sem deixar de viver e consumir, para poder sustentar estes desejos e padrão quando não for possível fazer a reserva. Releia com atenção o texto e vai ver que a massa precisa fazer exatamente o que ele diz, ou corre o risco de se ver desempregado e sem dinheiro, como muitos agora. Aliás, estes que não tem nada (não fizeram provisões), vão consumir o que? Pois é, seriam eles mais interessantes para “a economia” se tivessem poupado um pouco e tivessem dinheiro para consumir mesmo na crise? É, pois é.

    Eu hein! Abs.

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  • http://dinheirama.com/blog/sobre Conrado Navarro

    Pessoal, o nível da discussão está ótimo, todos com argumentos inteligentes e bastante respeito. Quero agradecê-los por isso e fazer apenas um comentário: como viram em meu artigo, não sou contra a casa própria. Pelo contrário, considero este um passo importante, mas sempre depois de muita análise e algumas contas. Reparem que não considero a casa como uma reserva, o que é diferente de afirmar que não recomendo ter casa própria. Senti necessidade de esclarecer isso para que os leitores não confundam os fundamentos de minha opinião.

    O caso do alpha é, segundo seus critérios e sua avaliação, um bom negócio – e é isso que importa. Ele ganhou dinheiro com o imóvel e já avaliou que com os rendimentos pode pagar um aluguel e ainda poupar e investir para o futuro. Para ele, como para outros, a casa própria não tem o significado emocional tão enraizado em nossa sociedade, o que devemos respeitar. O importante é manter a inteligência financeira de forma a construir, crescer e evoluir.

    Obrigado a todos pela participação. Continuem comentando, estou adorando a discussão.

    Abraços.

Livro: Pai Rico Pai Pobre

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Pedro Delgado

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