Por que guardar dinheiro? Foco na qualidade de vida e liberdade

29 jul Finanças Pessoais

Por que guardar dinheiro? Foco na qualidade de vida e liberdade

A busca por conhecimento na área de finanças pessoais é cada dia maior, mas por quê guardar dinheiro? Como lidar com seu dinheiro visando qualidade de vida e liberdade?

por Elisson de Andrade
há 3 anos

Por que guardar dinheiro? Foco na qualidade de vida e liberdadeDe uns tempos para cá, a mídia brasileira começou a veicular notícias e reportagens sobre finanças pessoais como nunca antes se viu. Esse fato tem aumentado o interesse de muitas pessoas em buscar informações sobre como administrar seu próprio dinheiro. Com o fácil acesso à Internet, começam uma busca desenfreada sobre as mais variadas informações, encontrando dicas de como gastar menos, investir melhor, sair das dívidas etc.

Depois dessa fase, aqueles que não se perderam no emaranhado de conteúdos disponíveis partem para cursos sobre investimentos, iniciam o controle do orçamento doméstico e fazem de tudo para convencer aos outros de que a educação financeira é essencial e traz resultados práticos!

Como estudioso da área, vejo como extremamente salutar a atenção dada às finanças pessoais, pois tenho convicção que essa é uma dimensão importante a ser considerada no mundo capitalista em que vivemos. Porém, minha intenção com esse texto é a de defender o ponto de vista de que toda essa preocupação com o dinheiro deve vir acompanhada de uma reflexão muito profunda sobre a importância das finanças pessoais na vida de cada um.

Escrevo isso ao constatar que os caminhos sugeridos pelos especialistas, apesar de possuírem certa lógica, são de difícil aplicação no dia a dia. Mudar hábitos que, durante anos, foram tidos como normais não acontece da noite para o dia. Adquirir conhecimentos financeiros sobre tributação, taxas de juros, fluxo de caixa, dentre outros, também não.

E todo esse mundo novo que se abre aos olhos do leigo causa uma mistura de angústia (pelo tempo perdido) e ansiedade (para colocar em prática todas as informações que está absorvendo). E isso não é necessariamente bom, pois a vida da pessoa pode não melhorar em termos de bem estar. Sai de um problema (dívidas) e entra em outro (compulsão em poupar, poupar, poupar), de efeitos também nocivos.

Educar-se financeiramente precisa ser um ato que melhore a qualidade de vida, hoje e no futuro. O estudo das finanças pessoais deve proporcionar uma nova filosofia comportamental que se incorpore naturalmente às suas atitudes e modo de pensar – e não apenas uma obsessão em conseguir aumentar cada vez mais seu patrimônio, sem um porquê.

É importante que você encontre uma resposta para a seguinte pergunta: por que devo guardar dinheiro? Talvez esse exercício de reflexão não seja fácil, mas quem disse que a vida é simples?

Por fim, gostaria de passar a mensagem de que você pense no dinheiro como meio para conquistar algo relevante, não como um fim por si só. Não caia na armadilha da ganância, deixando de lado princípios morais e éticos, na busca de enriquecer a todo custo. Não deixe o dinheiro dominá-lo, pois é ele quem deve lhe servir. Use da liberdade que o dinheiro proporciona para aumentar sua satisfação pessoal, das pessoas com quem convive e, se possível, daqueles que passam necessidades.

Antes de uma mudança brusca em seus hábitos de consumo e investimento, reflita. Tenho certeza que reservar alguns momentos para pensar no assunto terá um efeito muito positivo em suas finanças pessoais, pois lhe dará uma melhor compreensão sobre o papel do dinheiro em sua vida. Assim, suas chances de sucesso financeiro e pessoal aumentarão. Naturalmente!

Foto de sxc.hu.

  • Márcio Santos

    Boa colocação. Pra mim é de grande valor, pois durante toda minha vida fui totalmente ignorante com relação a Educação Financeira. Há meses passei a me empenhar ao máximo no assunto, levando em conta esse seu ponto de vista. Ou seja, ele serviu para confirmar minhas atitudes. Sou a vocês grato. Tudo de bom…

  • Gilmar

    Verdade, eu também gastava tudo e quando comecei a poupar, fiquei desesperado e ansioso. Sou grato ao blog dinheirama pelos artigos que me ajudaram a me controlar e ir com calma, sem ficar escravo do dinheiro.

    Abraço!

  • carlos

    utilizo um software no meu iphone onde anoto todo e qualquer gasto e são classificados por tags. com isto vejo que aqueles lanchinhos tem seu custo, não que eu nao faça mais os lanchinhos mas agora eu tenho noção do quanto eles custam.

    calcular seus gastos diários tambem é muito importante, não somente planejar os gastos do mes mas acompanha-los dia a dia pra ver se voce tá longe do plano.

    são minhas dicas, não é facil mas voce nao tem outra opção, tem que manter redea curta no gasto.

  • Juliana

    Adorei seu artigo. foi muito bem colocado. Não há melhor definição do que ‘angustia’ e ansiedade’ para dizer como nos sentimos, é justamente isso: sensação de tempo perdido e começar a por em prática um planejamento financeiro. E até o momento realmente não havia parado para pensar no motivo de toda essa movimentação. Foi muito válido para maiores reflexões e até diminuiu essa grande angustia!

  • http://www.caioferreira.net Caio Ferreira

    Eu acho poupar um saco.

    Prefiro fazer esforço para sempre ganhar mais do que eu gasto, e ai as reservas vão se fazendo por conta própria.

    E também não tenho um estilo de vida muito ostentador. Gasto, não sou pão duro, mas não fico comprando roupa de marca e carro do ano…

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  • 100000334125441

    Também tenho percebido que minha ansiedade tem aumentado. Parece que nunca está bom o quanto economizo, mas estou me policiando. Sei que não posso deixar de viver e curtir alguns coisas boas que a vida nos reserva. Economizar sim, mas viver com prazer também.

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