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Casamento e planejamento financeiro precisam estar juntos sempre

7comentários

Casamento e planejamento financeiro precisam estar juntos sempreUm dos assuntos que mais gosto de abordar quando falamos de finanças pessoais é o quanto o dinheiro pode, para o bem ou para mal, influenciar a vida dos casais. Nosso grande amigo e mestre Gustavo Cerbasi foi muito feliz ao abordar o tema no best seller “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos” (Ed. Gente). Desde então, aqui mesmo no Dinheirama já tivemos a oportunidade de promover discussões interessantes sobre o tema em muitos artigos.

A verdade é que quanto mais conversarmos sobre o tema, melhor! Quanto mais discutirmos detalhes e aprimorarmos a relação entre a vida conjugal e o planejamento financeiro, acredito que mais poderemos contribuir para o bom andamento das famílias. Nosso papel é justamente alimentar a discussão e promover o debate trazendo opiniões, exemplos e reflexões.

Dívidas, um problema fatal para os casais
Um dos primeiros pontos que me chama a atenção é a negação em enxergar que as finanças fora de ordem possuem um enorme poder destrutivo nas relações afetivas. Reparo no dia a dia de casais amigos que muitas vezes é mais fácil culpar alguma questão secundária e se deter na constante desculpa de que o parceiro é o vilão da história. “Ele” ou “ela” sempre “gasta mais, é descontrolado” e por ai vai.

As desculpas caem por terra quando fica claro que em poucos momentos o casal destinou um mínimo de tempo para conversar e planejar os sonhos[bb] e objetivos para o futuro. A realidade é mesmo essa: mesmo exercendo uma vida a dois, é comum encontrarmos casos de pessoas que vivem como se fossem solteiras e não enxergam nisso um problema. Você conhece casos assim? Tenho certeza que sim.

A situação vai se agravando e mais desculpas são trazidas para os poucos diálogos. Uma das mais comuns é acreditar que manter a independência financeira em relação ao parceiro é a “melhor alternativa” para o sucesso do casamento. Sim, é importante que cada um possa exercer sua atividade profissional e se realizar dessa forma (recebendo para tal), mas isso não quer dizer que a situação deva se resumir ao simples “este é meu dinheiro”.

Como ficam os objetivos da família? E os sonhos cultivados durante muito tempo, quando vocês ainda namoravam e noivavam? E os votos do casamento? Então vale tudo, mas não vale colocar o dinheiro na história de sucesso a ser construída? Como assim? Que cumplicidade é essa? Cuidado!

Vida a dois, inclusive na parte financeira
No decorrer do caminho, é normal existirem momentos de dificuldades. Tomemos o problema para encontrar trabalho como um exemplo que, via de regra, causa redução do poder de compra da família. Ora, justamente por isso a conversa sobre as escolhas e padrão de vida é fundamental. Agir assim para que, lá na frente, nas novas dificuldades, um não jogue a culpa no outro por uma decisão que não deu certo.

E quando falo de conversar sobre finanças com o cônjuge, não falo apenas dos gastos em comum que precisam ser planejados. É indispensável colocar na pauta algumas situações relevantes sobre o futuro, o que ainda não ocorreu e que se deseja atingir. Um dos pontos cruciais é justamente a aposentadoria: não seria o presente o momento de discutir seriamente como será a vida no futuro? É, além de você, muita gente sequer pensa nisso…

Se considerarmos os recém-casados, a situação fica ainda mais complicada: são muitos os casais que estão com problemas desde o inicio do casamento[bb]. Tudo porque não planejaram os gastos e apostaram em começar uma vida a dois com uma super festa, e uma dívida enorme. Decididamente, somos aquilo que escolhemos ser. Tenho convicção em afirmar que uma festa de poucas horas não compensa o sofrimento de uma dívida galopante que precisará de muito tempo para ser resolvida.

Pensar no seu futuro é importante para seus filhos
E os filhos? A maioria dos pais, ao saber da notícia de gravidez, já começa a imaginar e idealizar uma vida perfeita e sem privações para o pimpolho(a) que está pra chegar. Já imagina uma poupança que lá na frente servirá para o filho bancar a universidade, um carro, um consultório. Tudo lindo, mas como bancar essa história se você sequer consegue andar na linha com seu próprio dinheiro?

Esse sonho para os filhos pode se definir uma estratégia equivocada. É claro que o futuro dos filhos é importante, mas ele deve ser pensado ao lado de decisões capazes de garantir também a você um futuro tranqüilo. Digo isso porque também é comum vermos os pais se tornarem um problema financeiro que os filhos carregam por muito tempo. Você certamente não quer isso, quer?

Como você pode perceber, os assuntos não se esgotam. Não podemos “tampar o sol com a peneira”, simplesmente ignorando o assunto “dinheiro” em casa e suas consequências. Se você tem alguém com quem divide a vida, seus sonhos e metas, comece a trazer o relacionamento de vocês o assunto finanças. Faça isso de forma natural, construtiva, sem medos ou tabus. Encare a questão!

O planejamento financeiro bem feito também ajuda a enxergar melhor os principais vilões dos relacionamentos. Em muitos casos, a falta de romantismo pode ser explicada pela falta de dinheiro. É sempre muito difícil responder à pergunta que muitos casais se fazem ao lembrar que dinheiro é importante (o que geralmente acontece quando as dívidas são enormes): o amor[bb] continua, mesmo quando acaba o dinheiro?

Participe da discussão. Você fala sobre dinheiro com sua família? Isso já trouxe algum benefício prático? A relação melhorou? Conte-nos um pouco de sua história. Até a próxima.

Foto de sxc.hu.

Ricardo Pereira

Mais informações

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: @RicardoPereira

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  • Márcio Santos

    Olha ñ vou entrar em detalhes nem dar nomes aos bois, mas durante algum tempo fui adepto a uma religião que usava muito o trecho “NÃO ACUMULEIS PARA SI TESOURO NA TERRA”.
    Lógico isso é um texto Bíblico ( ñ quero criar intrigas religiosas – nem tenho nada contra a Bíblia). Mas observei que se valendo de trechos algumas religioes são culpadas por sofrimentos (dívidas e falta de planejamento) levando os adeptos a DAREM FIM A TODO SEU DINHEIRO até com boas intenções como CONSUMO de: COMPRA DA CASA PRÓPRIA, CARROS, ROUPAS… e/ou FAZENDO DOAÇÕES descontroladas de grande parte de dinheiro, pois ensinam que retendo ou juntando para si o dinheiro, estarão sendo incréduas a Deus. Vemos aí duas situações que impedem o plano financeiro: Consumo e doações descontrolados. Isso é pessoal, e se ELE ou ELA leva enraizada crenças e costumes pessoais para dentro do casamento, certamento isso irá interferir diretamente na relação. Então antes de casar cabe a pessoa observar se o PLANO FINANCEIRO será prioridade para o CASAL com a finalidade do crescimento de ambos, que é o certo, ou se estará baseado em crenças e costumes PESSOAIS, que é errado.

    SOU A FAVOR DE CONSUMIR E FAZER DOAÇÕES, MAS DENTRO DO PLANEJAMENTO FINANCEIRO E CONSENTIMENTO DA OUTRA PESSOA.

  • noivado

    O planejamento financeiro é muito importante e foi fundamental para o término do meu noivado, claro que não foi o único motivo mas vou explicar.
    Apesar de ambos trabalharmos bem e termos economias, meu salário era na época 3x maior do que o dela e minhas economias 3x maiores. Além disso eu tenho uma empresa e ela era funcionária. Eu acredito em parceria para construir o futuro, e nunca pensei em um possível divórcio, mas no meu caso o regime de Comunhão parcial de bens não me favorecia.
    Esse regime favorece os que estão em igualdade, começando do zero ou com patrimônios parecidos. Na época eu tinha 31 anos e já havia adiantado bastante minha vida financeira.
    Nunca ganhei nada de ninguém e muito pelo contrário, o que conquistei foi muito mas muito suado.
    Sendo assim propus que o regime do casamento fosse de Separação total. Mesmo porque na vigência do casamento pouca e nenhuma diferença isso faz, somente em uma eventual dissolução do matrimônio.
    Bom, ela ficou muito mas muito incomodada com isso, houve brigas e discussões sem fim até que em 6 meses o relacionamento terminou.
    Eu havia no final até proposto o regime de comunhão parcial com um contrato de separação da empresa e outras clausulas, mas não teve jeito. Foi muito triste.
    Na época eu ouvi de colegas que estava abordando de forma direta assuntos que as pessoas procuram fugir, ou dissimular colocando bens em nome de parentes e outras manobras. Mas eu jogo limpo mesmo, não sei enganar ainda mais a “esposa”.
    Agora já engatei um novo relacionamento e a moça é 9 anos mais nova e tem nem começou a trabalhar. Estou com medo de abordar o assunto mas sinto que tenho que deixar minha posição. Vamos ver no que dá…

  • serva

    oi Noivado!

    quando um casal servo de Deus se casa são uma mesma pessoa e suas dividas e econimias são dos dois …. mais se vc ia se casar já pensando em um possivel divorcio fez bem em não se casar!!!

  • Beth

    Fui casada por 15 anos, quando nos casamos não tínhamos nada. Batalhamos juntos todos esses anos. Mas, quem mais controlava os gastos era eu. Eu guardava o salário todo do marido, e o meu salário era para gastar mesmo. A gente não discutia por problemas de dinheiro. Um dia, resolvi colocar os gastos em %, o salário dele era maior, então a % de gastos pessoais era maior. Só que meus gastos pessoais eram tão pequenos, que meu $ sobrava, então eu guardava. E o dele logo acabava! Ficava brava! oras, porque os homens resolvem gastar com bares e restaurantes, esportes caros e até amantes!!!!!

    Tenho medo de me casar de novo, porque eu sei economizar e aplicar muito bem o meu dinheiro….já os homens, gastam sem pensar!

  • Pingback: Como economizar e, ainda assim, realizar o casamento dos sonhos | Dinheirama – Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos

  • Natty

    Noivado, vc está super certo.

    no meu caso eu não tenho muito, ganho pouco etc. Meu noivo ganha 5x mais e tem economias maiores, acho injusto q ele seja prejudicado numa eventual separação. se fosse o contrário eu não ia querer q acontecesse comigo, então casaremos com separação total de bens. Ele é muito bom com planejamento financeiro, tem me aconselhado em como aumentar meu patrimonio e nossa relação tem dado muito certo. Os gastos com a casa são divididos proporcionalmente.

  • http://www.facebook.com/people/Joana-Darc-França/100001722496937 Joana Darc França

    MUITO BOA MATÉRIA, FALANDO EM DINHEIRO DEVEMOS CRESCER JUNTOS,E COLOCAR TUDO NA PRESENÇA DE DEUS, EM PRIMEIRO LUGAR.

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Cynara Peixoto

Não tenho como negar. O Dinheirama é o melhor blog que leio. Tem muitos bons, mas ele é o melhor!

Cynara Peixoto

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