É comum nos depararmos no dia a dia com dificuldades que nos impõem a necessidade de tomarmos decisões importantes; infelizmente, nem sempre é possível tomar a melhor decisão. Tudo bem, os erros fazem parte da vida e precisamos aprender a lidar com eles agora e sempre.

A chave para enfrentar e ultrapassar as dificuldades passa pela identificação e correção dos erros. No Brasil, errar é realmente um problema que compromete o futuro das pessoas, principalmente quando o assunto é dinheiro. Decisões equivocadas podem, em pouco tempo, arruinar as finanças familiares (os juros são estratosféricos, lembra?).

Felizmente, a educação financeira tem se apresentado cada vez mais e melhor como alternativa legítima para quem busca aprender com os erros ou, preferencialmente, ter a consciência necessária para sempre tomar as melhores decisões de consumo e investimento.

5 erros que comprometem seu sonho de independência financeira (e como vencê-los)

Ao longo do tempo, percebi que os erros cometidos pelas pessoas que buscam a independência financeira possuem um padrão e são repetidos por muitos. A boa notícia é que adotando a educação financeira como um estilo de vida é possível definir e seguir uma estratégia vencedora.

Erro 1: Não assumir as dívidas

As dívidas afastam qualquer pessoa do caminho da independência financeira (pelo menos no país dos juros mais altos do mundo). Infelizmente, algumas pessoas só trabalham para pagar dívidas; a realidade é que acabam fazendo do consumo sem consciência uma válvula de escape para todos os problemas e dificuldades da vida.

Fugir da (dura) realidade é negligenciar o caminho para a independência financeira. A melhor decisão para quem está endividado é encarar os problemas, primando pelo equilíbrio, ajuste do orçamento e contato com o credor para uma boa negociação.

As pessoas financeiramente independentes preferem pagar à vista e sempre buscam uma boa negociação honesta, com desconto. A experiência de quase uma década trabalhando com educação financeira e colocando em prática por muitos anos em minha própria vida me mostrou que com um bom planejamento é possível conquistar qualquer coisa.

Leitura recomendada: Como evitar dívidas e ajustar o orçamento em tempos de crise

Erro 2: Não ter o controle do padrão de vida

Dica sagrada: gaste menos do que ganha e invista pelo menos 10% do seu salário. A regra é clara, mas a pratica é um grande desafio.

Dedicar tempo e um pouco de atitude positiva para elaborar um bom orçamento é indispensável. É fundamental definir um horário e encontrar uma forma de fazer o controle financeiro.

Aqui no Dinheirama oferecemos uma planilha gratuita, feita com cuidado por nossa equipe para ajudar na execução dessa tarefa (clique e baixe sua planilha gratuitamente).

Lembre-se que a decisão de investir pelo menos 10% da renda precisa ser encarada como uma prioridade; isso precisa estar tão claro quanto uma obrigação, uma dívida com seu futuro.

Leitura recomendada: Padrão de vida e dinheiro: você gasta mais do que ganha?

Erro 3: Aumentar os gastos sempre que a renda cresce

A alegria de receber um aumento de salário não pode ser motivo para gastar mais. Mais dinheiro precisa ser sinônimo de maior planejamento em torno do objetivo da independência financeira e das prioridades familiares.

Ah, você quer comemorar? É justo! Isso é uma coisa, mas, infelizmente, é comum observamos cada vez mais pessoas gastando sem controle e utilizando o aumento de renda para “enfiar o pé na jaca” e elevar o padrão de vida de forma perigosa. Lembre-se que seu principal objetivo é a independência financeira.

Leitura recomendada: Aumento na renda: como não transformar o sonho em um pesadelo

Erro 4: Não aproveitar as oportunidades de investimento disponíveis

Sempre ouvi de amigos e de alguns leitores que investimento é algo destinado apenas para pessoas com muito dinheiro, aqueles que recebem “ótimos salários”. Essa “desculpa” no fundo é pura auto sabotagem, afinal existem ótimas opções de investimento para quem quer encontrar o caminho da independência financeira.

Os autos juros praticados atualmente no Brasil ajudam ainda mais o investidor a conseguir bons investimentos sem precisar arriscar. Uma das melhores alternativas para quem quer investir com valores pequenos é o Tesouro Direto. Com apenas R$ 50,00 já é possível investir e aproveitar um dos investimentos mais seguros e rentáveis do país.

Aqui no Dinheirama já escrevemos vários artigos sobre o tema, acompanhe algumas sugestões de leitura:

Erro 5: Usar o crédito como extensão de renda (o “dinheiro grátis”)

No Brasil, os juros altos além de oferecer boa alternativa para quem quer investir e conseguir bons retornos através da renda fixa, também produzem um outro efeito contrário: encarecem demais o crédito.

O cartão de crédito, uma das modalidades mais utilizadas pelo brasileiro, chega a cobrar juros de 750% ao ano na modalidade rotativa, de acordo com recente pesquisa divulgada pela Fundação Proteste. Isso mesmo, 750% ao ano em alguns casos. Tente fazer alguma conta com esse número, é insano!

Por aqui sempre defendemos que o cartão é uma ferramenta que precisa ser bem administrada: é fundamental respeitar os limites de crédito determinados pelo orçamento pessoal (não pelo limite oferecido pelo banco).

Usar o crédito com responsabilidade é um dos desafios que precisamos encarar como cidadãos, principalmente porque com taxas tão fora da normalidade o devedor vê suas dívidas dobrarem em pouco tempo e entra em um ciclo perigosíssimo de pagar sempre o mínimo e ainda assim ver o endividamento aumentar.

Leitura recomendada:  Cartão de crédito: verdades, vantagens e armadilhas

Conclusão

O caminho da independência financeira é, durante muitos momentos da vida, cheio de espinhos. Quem busca esse objetivo precisa estar ciente de que é necessário manter a disciplina e os controles pessoais apurados por toda a vida, independente de fase, idade, salário ou característica familiar.

Comece aos poucos, elabore um bom planejamento e aproveite as oportunidades geradas por eventos como as crises. Não tenha medo de arriscar, mas mantenha sempre os pés próximos ao chão. O caminho sustentável para a independência financeira passa por acreditar no poder da educação financeira. Obrigado e até a próxima!

Foto “Flying to growth”, Shutterstock.

Ricardo Pereira
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