Home Ciência e Tecnologia Cientistas argentinos encontram dinossauro herbívoro que viveu há 90 milhões de anos

Cientistas argentinos encontram dinossauro herbívoro que viveu há 90 milhões de anos

Estima-se que o maior Chakisaurus atingia 2,5 ou 3 metros de comprimento e 70 centímetros de altura

por Reuters
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Paleontólogos da Argentina anunciaram a descoberta de um novo dinossauro herbívoro de tamanho médio, que se locomovia de maneira rápida e viveu há cerca de 90 milhões de anos no período Cretáceo Superior, na atual Patagônia.

Batizado de Chakisaurus nekul, o animal foi encontrado na Reserva Natural Pueblo Blanco, na província de Río Negro, no sul do país, uma área rica em fósseis onde já foram encontrados muitos mamíferos, tartarugas e peixes, além de outras espécies de dinossauros.

Estima-se que o maior Chakisaurus atingia 2,5 ou 3 metros de comprimento e 70 centímetros de altura.

Os estudos sobre o Chakisaurus produziram novas descobertas que indicam que ele era um corredor rápido e tinha a cauda curvada para baixo, algo incomum.

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“Essa nova espécie, Chakisaurus nekul, era um herbívoro bípede que, entre suas características mais importantes, tinha uma cauda que, ao contrário de outros dinossauros, que era horizontal, tinha uma curvatura para baixo”, disse Rodrigo Álvarez, autor do estudo.

“É algo muito novo para esses animais. Além disso, sabe-se que ele era um bom corredor, o que era necessário, porque ele vivia com um grande número de predadores e sua única defesa era ser mais rápido do que eles.”

O nome do dinossauro deriva de Chaki, palavra da língua Aonikenk, do povo indígena Tehuelche, que significa “guanaco velho”, uma referência a um mamífero herbívoro de tamanho médio encontrado na região. Nekul significa “rápido” ou “ágil” no idioma Mapudungún, do povo mapuche local.

“Ele tinha membros posteriores muito fortes e uma cauda com uma anatomia que lhe permitia manobrá-la para os lados e, assim, equilibrar-se durante as corridas”, explicou à Reuters Sebastián Rozadilla, coautor da publicação.

Com o apoio da National Geographic Society, uma equipe de paleontólogos argentinos fez a descoberta em 2018, mas apenas recentemente revelou o achado na respeitada revista Cretaceous Research.

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