Talvez você tenha apontado a necessidade de organizar o bolso como uma das prioridades mais importantes deste ano. Ou quem sabe isso tenha sido parte das promessas feitas na passagem do ano. Parabéns!

Dinheiro é importante e precisa ser uma prioridade, mas é natural que organizar o bolso não seja algo necessariamente lembrado na correria do dia a dia. Aliás, o que exatamente significa organizar o bolso? Será que dá para definir claramente o que isso quer dizer?

Fazer o controle das finanças pessoais esconde um desafio ao mesmo tempo óbvio e complicado: as coisas são tão automáticas e presentes no dia a dia que ficamos compelidos a manter tudo como está, sem questionar decisões e escolhas – bem parecido com o que fazemos com a alimentação.

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Organizar o bolso? Como está sua agenda?

A primeira coisa que você deve fazer para organizar o bolso é avaliar com carinho e atenção como anda sua agenda. Pense por um instante nas principais coisas que você faz e que consomem a maior parte de seu tempo, energia e dinheiro – é isso que você considera prioridade.

Talvez você passe tempo demais no trabalho e use parte do tempo livre tentando compensar esse exagero, o que significa que você pode estar gastando seu dinheiro se alimentando mal e comprando itens de consumo supérfluos.

Talvez você já tenha equilibrado bem as demandas pessoais e consiga sentir alegria ao pensar na sua agenda, mas qual é o papel do dinheiro nesta realidade? O dinheiro está sendo bem usado ou você nota que ele está sendo desperdiçado em certas oportunidades?

Organizar o bolso requer que você se sinta bem com a situação atual de sua agenda, ou seja, que suas prioridades estejam alinhadas. Comece registrando quanto tempo, energia e dinheiro você gasta e com o quê exatamente. Olhe essa lista com uma visão crítica.

Ouça: DinheiramaCast – Cartão de crédito: Problema ou solução?

Organizar o bolso? Como está seu orçamento?

O passo seguinte para colocar as contas em dia e transformar o controle financeiro em uma atividade desejável é encarar a tarefa de registrar suas receitas e despesas de forma organizada e fácil de interpretar.

Aqui você precisa se lembrar de duas coisas:

  • Frequência: não adiantar se empolgar e anotar tudo na planilha ou App na primeira semana do mês e depois deixar o controle financeiro de lado. O que faz a diferença é registrar tudo com uma frequência confortável para você, mas inadiável;
  • Significado: a correria acaba empurrando muita gente para um controle financeiro simplificado (e perigoso). O básico, como Alimentação, Moradia, Transporte etc. costuma estar bem definido e claro, mas não é o básico que realmente complica as coisas no longo prazo. São as despesas escondidas nas categorias estranhas, como “Outros” ou “Diversos”, que costumam ser os “ralos” mais frequentes.

O foco nesta etapa deve ser dominar o controle financeiro para conhecer de fato qual é a realidade de seu padrão de vida, questionando-a em relação ao que você deseja em termos de prioridades e sonhos. Será que não é hora de diminuir o endividamento? Vender algum bem? Criar uma alternativa de renda extra?

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Organizar o bolso? Como está seu relacionamento familiar?

Há um componente mais subjetivo e difícil de discutir, mas que tem um peso gigante no sucesso do controle financeiro: como você lida com as pessoas de sua família e o que elas pensam (e como agem) sobre dinheiro.

Se já é difícil organizar o bolso sozinho diante de tantas tentações de consumo e pressões sociais, imagine fazer isso em um cenário adverso dentro da própria casa. O envolvimento de todos é essencial para dar legitimidade à escolha de cuidar bem das finanças.

Pense no marido que não liga para nada e simplesmente torra o dinheiro da família sem consideração; no filho que não se envolve e acha que os pais são meras instituições financeiras, “bancos” mesmo; na esposa que não aceita abrir sua realidade financeira com medo de ter que usar seu dinheiro para ajudar em casa.

Diálogo. Paciência. Transparência. A esta altura, você já entendeu que o que mais importa é ser sincero com a família, além de exigir deles o comprometimento necessário para manter o controle financeiro atualizado e em dia. Só assim será possível guardar dinheiro sem correr o risco de sacá-lo, do nada, para alguma coisa boba.

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 Organizar o bolso? Comece com pouco, mas comece

Comece. Se você chegou até esta altura do texto, apenas comece. Se você quer sair das dívidas antes de guardar, tudo bem, mas sugiro que mesmo endividado você separe R$ 5 ou R$ 10 e experimente juntar esse dinheiro de forma separada, em uma ferramenta focada em ajudar você neste sentido.

Experimente o Desafio 7 Dias da Grão (clique e conheça) e veja como é simples começar a juntar dinheiro. Pouco. Muito. Não importa. Você só vai entender o que significa juntar dinheiro se começar de fato a fazer isso. Óbvio? Sem dúvida. Hora de agir!

O mais interessante na jornada de juntar dinheiro é que o hábito fará parte de sua rotina se você assim quiser. Não se trata de uma imposição ou necessidade, mas de uma escolha individual que não tem relação com seu nível social ou patamar de renda. Você pode guardar, mas precisa começar agora. Hoje.

Conclusão

Cuidado com a ansiedade, mas também atenção para a preguiça. Você não pode ter pressa para organizar o bolso, mas também não pode simplesmente achar que tudo vai se resolver sem esforço e que a “hora certa” para começar a guardar dinheiro ainda vai chegar.

A partir de agora, encare os desafios de controlar suas finanças e juntar dinheiro como parte das coisas mais importantes que você deve fazer no seu dia. Conte sempre com nosso suporte e conteúdo. Até a próxima!

Conrado Navarro
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