Sai ano, entra ano e a pergunta que mais recebemos por aqui é: “Qual é o melhor investimento?”. É verdade que nos últimos anos, com a economia crescendo pouco, inflação galopante e juros altos, esse cenário colocou ao brasileiro uma série de dificuldades (e também oportunidades que poucos lugares no mundo apresentam).

A resposta à pergunta continua sendo muito subjetiva e depende dos objetivos de cada investidor, bem como da sua relação com o planejamento financeiro (prazos, metas e condição econômica). Afinal, mesmo com muita informação disponível, boa parte das pessoas ainda coloca seu dinheiro em produtos que não oferecem os melhores desempenhos (poupança, por exemplo).

Olhando com calma, observamos que 2014 foi um ano de grande instabilidade – vale lembrar que vivemos uma disputa presidencial acirradíssima, entre outras questões. O resultado foi a liderança investimentos chamados de proteção, destacando-se o dólar e o ouro, conforme vemos abaixo:

Investimentos em 2014

A tendência de juros em 2015 será de alta, ou pelo menos esta é a expectativa do mercado levando em consideração o perfil da nova equipe econômica – o time liderado por Joaquim Levy parece decidido a travar forte luta contra inflação, que continuará presente no horizonte de todos, principalmente pelos ajustes nas contas de luz e água.

A questão da inflação deve ser uma preocupação constante para o investidor, pois é fundamental garantir retornos acima da correção do poder de compra. A boa notícia é que hoje existem oportunidades interessantes para quem quer se proteger da inflação, e uma dessas oportunidades é o Tesouro Direto.

Você já sabe o que é Tesouro Direto?

São títulos públicos federais. Ativos de renda fixa cujo objetivo é viabilizar a captação de recursos para: a) financiar o déficit orçamentário; b) refinanciar a dívida pública; e c) realizar operações para fins específicos, definidos em lei. A emissão dos títulos envolve duas autoridades econômicas brasileiras: Tesouro Nacional, responsável pela gestão da dívida pública federal (interna ou externa), que emite os títulos em caráter de Política Fiscal.

Dentro do programa Tesouro Direto, o investidor pode escolher diversos títulos, de acordo com diversos cenários, um desses títulos é a NTN-B (Notas do Tesouro Nacional), que tem sua rentabilidade atrelada à variação do IPCA, acrescida de juros definidos no momento da compra. Já escrevemos bastante sobre isso, clique aqui e saiba mais sobre Tesouro Direto.

Itens que merecem a atenção dos investidores

Ao conversar diariamente com pequenos investidores, percebo que muita gente ainda é enganada na sua relação com os bancos. Tem gente que ainda compra Título de Capitalização como se fosse um investimento, por exemplo.

Já falamos diversas vezes por aqui sobre o assunto (clique para ler). Se você embarcou nessa, cuidado. Pode ser que tenha comprado “gato por lebre” se acreditou se tratar de um investimento. Título de capitalização é aposta, pois trata-se de um produto onde só se tem algum ganho real quando o componente sorte aparece.

Outro ponto importante para os investidores são as taxas cobradas, principalmente nos fundos conservadores (renda fixa) oferecidos nos bancos. Hoje, existem no mercado ótimas corretoras e butiques de investimentos que fazem um ótimo trabalho e oferecem ao investidor (que procura boas oportunidades) grandes alternativas a estes fundos caros.

Conclusão

Repetindo o que já disse nossa presidente, o ano de 2015 será de fortes ajustes e muitas dificuldades. A postura do investidor será um grande diferencial entre o sucesso e a decepção. Sair da zona de conforto e mostrar interesse pelo assunto, lendo e se informando mais e melhor fará toda a diferença. O melhor investimento não existe: ele depende de mais de você do que do mercado.

Cautela é importante, mas não se esqueça de manter um olhar estratégico para o longo prazo. Alguns “micos” de hoje podem ser, na verdade, grandes chances de bons negócios pensando no futuro. Até a próxima!

Foto “Choosing right way”, Shutterstock.

Ricardo Pereira
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