Guardar dinheiro é o sonho de boa parte dos brasileiros, mas, infelizmente, nem todo mundo consegue realizar esse objetivo. Em alguns casos, o que falta é informação, disciplina e um pouco de organização.

Quando falamos de qualquer assunto que se relacione com dinheiro, é preciso ter a percepção de que grande parte dos erros e acertos possuem apenas um responsável: nós mesmos!

Conhecendo de perto a realidade de muitas pessoas, posso afirmar que o problema não é necessariamente a falta de dinheiro, mas sim a forma como lidamos com ele.

O dinheiro não precisa ser tratado como o assunto mais importante do mundo, mas ainda assim é impossível ser financeiramente bem-sucedido sem aceitar que ele também deve ser tratado com cuidado e como uma prioridade.

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Guardar dinheiro e não viver endividado é possível!

Basicamente, o estilo de vida mais sustentável para guardar dinheiro e não viver endividado passa por respeitar o seu padrão de vida. Simples, não é mesmo?

Na teoria, sim, é algo relativamente óbvio, mas na realidade temos números alarmantes de endividamento no país.

Um recente levantamento da Boa Vista mostrou que a inadimplência do consumidor avançou 2,3% em outubro ante setembro, já descontados os efeitos sazonais. Quando comparamos com outubro do ano passado, o indicador subiu 0,4%.

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Planejamento, a palavra de ordem para guardar dinheiro

Neste ponto, espero que você já concorde que para guardar dinheiro é preciso estabelecer algum tipo de planejamento financeiro.

Existem várias formas de começar a fazer o planejamento financeiro e, acredite, é mais fácil do que a maioria das pessoas imagina.

O planejamento financeiro é um processo contínuo para determinar estratégias e desenvolver meios de se alcançar um ou mais objetivos, como viajar nas férias, trocar de carro ou comprar um imóvel.

Este planejamento abrange:

  1. A identificação e equilíbrio das receitas e despesas;
  2. O ajuste de contas para o padrão de vida possível;
  3. A escolha de investimentos;
  4. Renegociação de dívidas, quando necessário.

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Planejamento financeiro: como começar para guardar dinheiro

O primeiro passo para fazer o planejamento financeiro deve ser reunir o maior número possível de informações sobre sua vida financeira. Extratos de conta corrente e de investimentos, comprovantes de compras, comprovantes de renda, entre outros ajudam na análise da situação financeira.

É importante levantar o patrimônio que você já possui, além de listar em detalhes tudo que você possui de dívidas. A ideia aqui é entender qual é a sua real situação patrimonial para então elaborar o planejamento financeiro de maneira adequada.

Se você possui dívidas, deve atentar para as taxas de juros que está pagando e para as que estão sendo praticadas no mercado. A melhor saída pode ser renegociar as dívidas.

Se você possui investimentos, precisa observar a rentabilidade da carteira e ajustá-la aos seus sonhos, objetivos e até mesmo o momento da economia.

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Como guardar dinheiro e acabar com as dívidas em 5 passos

Agora que está claro como o planejamento é importante, quero compartilhar com você alguns passos importantes para acabar com as dívidas. Acompanhe:

Passo 1: Diagnóstico

É o primeiro passo para entender exatamente o que está acontecendo. Separe algumas horas para fazer um levantamento completo de todas as dívidas e de sua situação financeira. Apure desde o saldo devedor atualizado até os juros que estão sendo cobrados.

Passo 2: Priorização

Nesse momento, em que tudo já está organizado e documentado, você está pronto para ir para o segundo passo, que é a definição de prioridades. Nem sempre será possível quitar todas as suas dívidas de uma única vez – aliás, ter essa chance é algo bem raro.

Assim, a primeira opção deve ser pagar as dívidas cujas taxas de juros são maiores, afinal elas aumentarão o saldo devedor com mais rapidez.

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Passo 3: Negociação

O brasileiro tem muita vergonha de pedir desconto e, por uma questão cultural decorrente dessa característica, quem faz uma negociação de dívida muitas vezes acaba abrindo mão de apresentar uma contraproposta para o credor. A vergonha de barganhar geralmente custa caro, muito caro.

Passo 4:  Honrar o pagamento do acordo realizado

Quando se termina uma negociação entre credores e devedores, o resultado normalmente é uma proposta justa. A partir daí, é importante que se mantenha o pagamento do acordo. Para isso, é fundamental que o orçamento da família esteja preparado para suportar um período com essa nova despesa.

Passo 5: Enfrentar o verdadeiro “vilão”

É comum em situações delicadas como as relacionadas ao endividamento ficarmos buscando culpados. Muitas vezes, nos escondemos em desculpas e tentamos responsabilizar os outros por exageros nossos.

É muito simples e confortável colocar a culpa no cartão de crédito, nos juros altos, na loja que sempre faz promoções, no vizinho que sempre compra coisas e etc. Assuma a responsabilidade.

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Guardar dinheiro também requer que você pare de se endividar

Uma das razões fundamentais de ajustar o padrão de vida é ter a possibilidade de começar a guardar dinheiro para não ter mais dívidas.

Muitas pessoas não sabem exatamente o melhor momento para começar a guardar dinheiro. Por aqui, gostamos de incentivar uma ideia muito prática: “Recebi, Investi”. O salário caiu na conta? Separe e guarde uma parte imediatamente. Simples, não é mesmo? O melhor é que funciona muito bem.

Quando você recebe e já investe, acaba automatizando e criando um novo hábito – o de pagar-se primeiro. Sim, afinal você paga a conta da luz, a empresa de internet, o barzinho, o cabelereiro, mas acaba (por vezes) esquecendo de pagar quem mais importa: você mesmo!

E por se tratar de criar um hábito, mais do que quanto você junta, o que importa é a disciplina de sempre guarda dinheiro. Por isso, mais uma vez o “Recebi, Investi” serve para esse objetivo como uma luva. Experimente!

Ricardo Pereira
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