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Ibovespa: veja os 9 destaques de hoje; BRF dispara mais de 13%

Às 12h07, o Ibovespa cedia 0,16%, a 129.008,76 pontos

por Reuters
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O Ibovespa (IBOV) tinha um declínio discreto nesta quarta-feira, em meio a uma nova bateria de balanços corporativos, com BRF (BRFS3) entre os destaques positivos, Telefônica Brasil (VIVT3) e Ambev (ABEV3) na ponta negativa, com agentes financeiros também na expectativa da decisão de política monetária do Banco Central no final do dia.

Às 12h07, o Ibovespa cedia 0,16%, a 129.008,76 pontos, tendo ainda como pano de fundo a falta de uma tendência clara em Wall Street, em mais um dia de agenda esvaziada no exterior. O volume financeiro no pregão brasileiro somava 7 bilhões de reais.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC encerra nesta quarta-feira uma reunião de dois dias sem consenso no mercado sobre o movimento da equipe chefiada por Roberto Campos Neto uma maioria vê chance de queda de 0,25 ponto percentual na Selic, mas há uma parcela expressiva apostando em 0,50 ponto.

Economistas do Citi estão no grupo que veem como desfecho mais provável a Selic ser reduzida dos atuais 10,75% para 10,25% ao ano dado que o Copom tem graus de liberdade para cumprir o “compromisso condicional” de um corte maior, como por exemplo uma mensagem “hawkish” (dura com a inflação), por exemplo, mudando a orientação futura para uma abordagem dependente de dados.

“Para nós, uma comunicação provavelmente mais hawkish do Copom também deverá contribuir para elevar ainda mais as expectativas para o nível terminal da taxa Selic, para ainda mais próximo da nossa previsão de 10,0% de um consenso de 9,5%-9,75% no final do ano”, acrescentaram.

(Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
(Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Após o fechamento, também está prevista uma nova batelada de balanços corporativos, incluindo os números de Banco do Brasil, Arezzo, Braskem, Cogna, Copel, CSN, Lojas Renner, Minerva. MRV&Co, entre muitos outros.

A equipe da Ágora Investimentos também destacou em relatório a clientes que “o trágico quadro de calamidade pública no Rio Grande do Sul segue no radar – sugerindo mais prêmios na curva de juros, por conta da maior pressão inflacionária, vinda especialmente dos grãos”.

Destaques

BRF (BRFS3) disparava 13,75%, após divulgar lucro líquido de 594 milhões de reais no primeiro trimestre, acima das expectativas de analistas para o primeiro trimestre, em desempenho puxado pelo forte desempenho internacional e doméstico.

A companhia disse que ainda está calculando as perdas relacionadas às enchentes no Rio Grande do Sul e afirmou que todas as unidades do Estado estão operando, mas ponderou que inundações impõem desafios logísticos.

Executivos da processadora de frango e suínos também acrescentaram que os preços da carne de frango nos mercados de exportação provavelmente continuarão melhorando.

Telefônica Brasil (VIVT3) recuava 5,63%, após mostrar alta de 7,3% em seu lucro líquido do primeiro trimestre, para 896 milhões de reais, abaixo das previsões dos analistas.

A empresa, que opera sob a marca Vivo, disse que tem serviços afetados pelas chuvas no Rio Grande do Sul nos últimos dias, com 13% dos clientes de banda larga fixa da companhia sem conseguirem acesso à rede da empresa.

Em telefonia móvel, a empresa está sem serviço em cerca de 30 cidades dos 497 municípios do Estado.

Ambev (ABEV3) perdia 5,16%, mesmo após lucro líquido de 3,8 bilhões de reais no primeiro trimestre, acima das estimativas de analistas, com a receita líquida encolhendo 1,2%, enquanto o custo por hectolitro da operação brasileira de cerveja caiu 3,4%.

A fabricante de bebidas disse na véspera que vai parar a produção de cerveja em Viamão, na grande Porto Alegre, para envasar água potável e doar à população do Rio Grande do Sul, com a distribuição prevista para começar nesta quarta-feira.

Suzano (SUZB3) avançava 3,47%, em dia de recuperação após queda forte na véspera, quando foi pressionada por reportagem da Reuters de que a empresa contatou a International Paper para expressar interesse em uma aquisição, toda em dinheiro, que pode ser avaliada em quase 15 bilhões de dólares.

Após o fechamento do mercado ainda na terça-feira, a Suzano disse que não há qualquer documento formal ou celebração de acordo, vinculante ou não, por parte da Suzano em relação a uma possível combinação de negócios com a International Paper, tampouco qualquer decisão ou deliberação de seus órgãos de administração em relação a potencial operação.

Petrobras (PETR4) subia 0,89%, em dia de variação tímida dos preços do petróleo no exterior. O diretor de Exploração e Produção da companhia disse na véspera que a petrolífera vai iniciar perfuração na costa da Colômbia no poço Uchuva-2 ainda este mês.

A estatal também divulgou no final da terça-feira que a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul, tem dificuldades para escoar combustíveis como o diesel, devido a problemas logísticos decorrentes das enchentes, deixando desabastecidas várias regiões, enquanto distribuidoras ainda lidam com os impactos das fortes chuvas.

Vale (VALE3) cedia 0,79%, em meio ao declínio dos preços futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian encerrou o dia com queda de 2,91%, a 866 iuanes (119,85 dólares) a tonelada.

Um executivo da mineradora disse também nesta quarta-feira que as importações de minério de ferro pela China, o maior comprador do mundo, devem ficar em torno de 1,170 a 1,180 bilhão de toneladas em 2024, semelhantes ao montante de 1,18 bilhão de toneladas do ano passado.

Itaú Unibanco (ITUB4) tinha variação negativa de 0,09%, enquanto Bradesco (BBDC4) mostrava decréscimo de 0,29%.

Banco do Brasil (BBAS3), que reporta balanço após o fechamento dos negócios, valorizava-se 0,6%.

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