No dia 08 de março o mundo dedica maior atenção para refletir e celebrar a importância das mulheres.

A ideia de criar o Dia da Mulher surgiu no final do século XIX e início do século XX nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas femininas por melhores condições de vida e trabalho, e pelo direito de voto. Em 26 de agosto de 1910, durante a Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em Copenhagen a líder alemã Clara Zetkin propôs a instituição de uma celebração anual das lutas pelos direitos das mulheres trabalhadoras.

As celebrações do Dia Internacional da Mulher ocorreram a partir de 1909 em diferentes dias de fevereiro e março, a depender do país. A primeira celebração deu-se a 28 de fevereiro de 1909 nos Estados Unidos, seguida de manifestações e marchas em outros países europeus nos anos seguintes, usualmente durante a semana de comemorações da Comuna de Paris, no final de março.

As manifestações uniam o movimento socialista, que lutava por igualdade de direitos econômicos, sociais e trabalhistas, ao movimento sufragista, que lutava por igualdade de direitos políticos.

No início de 1917, na Rússia, ocorreram manifestações de trabalhadoras por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada da Rússia czarista na Primeira Guerra Mundial. Os protestos foram brutalmente reprimidos, precipitando o início da Revolução de 1917. A data da principal manifestação, 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelo calendário juliano), foi instituída como Dia Internacional da Mulher pelo movimento internacional socialista.

Na década de 1970, o ano de 1975 foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e o dia 8 de março foi adotado como o Dia Internacional da Mulher pelas Nações Unidas, tendo como objetivo lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres, independente de divisões nacionais, étnicas, linguísticas, culturais, econômicas ou políticas.

A mulher no século XXI

É triste constatar que ainda hoje as mulheres não recebem o reconhecimento pelo esforço, profissionalismo e dedicação.

A grave miopia de gênero que ainda acomete a sociedade não consegue perceber que a falta de igualdade de remuneração entre homens e mulheres atrapalha o crescimento do país e do mundo.

De acordo com pesquisa divulgada hoje pelo jornal Folha de São Paulo, a cada 10% de aumento na diferença entre salários (que tenha relação com o preconceito de gênero) reduziu em cerca de 1,5% a expansão do PIB per capita dos municípios brasileiros.

Entre as capitais do país, Curitiba tinha a maior diferença em 2007. O sexo do trabalhador explicava 28% do hiato de remuneração entre homens e mulheres.

São Paulo exibia o terceiro pior indicador em 2007: 23%. Para ter uma ideia do efeito econômico disso, se a capital paulista tivesse, naquele ano, o mesmo indicador que Florianópolis, 15,4%, a renda média dos paulistanos subiria de R$ 52.797 para R$ 53.258 em 2014.

Oportunidades e desafios

Além de todas as dificuldades em relação ao mercado de trabalho ainda observamos (muitas vezes calados) a violência contra a mulher. Mesmo com a Lei Maria da Penha, cada dia novos casos de mulheres que sofrem violência de todas as formas são relatados.

Por todos esses detalhes é fundamental que a sociedade olhe com profundidade sobre o tema deixando de lado apenas o discurso vazio para a prática. Já passou do momento de exigirmos mudanças verdadeiras.

Nós do Dinheirama e nossa parceira de investimentos modalmais, apoiamos e defendemos que as mulheres acima de tudo sejam ouvidas e reconhecidas.

Por conta disso, temos orgulho de trabalhar com pessoas incríveis como Nathalia Arcury, Janaína Gimael, Caroline Guedes, e tantas outras que emprestam seu conhecimento e influenciam (para muito melhor) a vida de tanta gente.

Muito obrigado à todas!

Redação Dinheirama
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