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Embraer C 390

A aprovação do plano “ReArm Europe” (Plano Rearma Europa), no último dia 4 de março, poderia potencialmente desbloquear mais de 50 pedidos de C-390 de membros europeus da OTAN para substituir o C-130 e outros modelos de transporte aéreo militar, avalia o Bradesco BBI em um relatório enviado a clientes nesta quarta-feira (12).

​A iniciativa estratégica, proposta pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, busca mobilizar até € 800 bilhões para aprimorar a infraestrutura de defesa europeia, em resposta a ameaças geopolíticas, especialmente a guerra em andamento na Ucrânia e incertezas sobre o apoio militar dos EUA. ​

Segundo os analistas Victor Mizusaki, Francisco Navarrete e Ricardo França, esses pedidos poderiam sustentar a entrega de 10 C-390s por ano até 2030, aumentando o preço-alvo em R$ 22 e o backlog em US$ 11 bilhões (com serviços), ou +43%.

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O Bradesco BBI revisou o preço-alvo para as ações da fabricante para 2025 de R$ 66 para R$ 90. O valor também inclui R$ 12,00, acima de R$ 10,00, considerando a redução de risco esperada da EVE em 2025.

“Este ano, esperamos que a EVE avance materialmente no processo de certificação para entrar em serviço até 2027”, explicam. A recomendação de compra foi reiterada.

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Intelbras

O Goldman Sachs revisou sua análise das ações da Intelbras (INTB3), reduzindo o preço-alvo para R$ 17 por ação (ante R$ 19), mas manteve a recomendação de compra, destacando a resiliência operacional da empresa mesmo com ajustes nas projeções de receita. A decisão reflete revisões macroeconômicas, câmbio e resultados do 4º trimestre de 2024.

Segundo os analistas Vitor Tomita e Milenna Okamura, as estimativas de receita para 2025-27 foram reduzidas em todos os segmentos após o fraco desempenho do quarto trimestre.

“Apesar do ajuste na receita, melhorias nas margens brutas e operacionais compensam parte da pressão”, explicam. A margem bruta foi elevada em cerca de 30 pontos-base para 2025-27, beneficiada pelo desempenho do segmento de energia, que superou expectativas no final de 2024.

A margem Ebitda também foi revisada para cima, com alta média de 70 pontos-base, impulsionada por ganhos de eficiência em custos gerais e administrativos (G&A). “A estabilidade recente nos gastos operacionais e a melhoria na margem bruta sustentam nossa visão positiva”, afirmam os analistas. O lucro líquido, porém, permaneceu praticamente inalterado, já que maiores depreciações compensaram os avanços marginais.

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A revisão do preço-alvo considerou premissas mais conservadoras para a receita e um custo de capital mais alto. “A dinâmica macroeconômica e cambial exige cautela, mas a Intelbras segue com fundamentos sólidos”, destacam Tomita e Okamura. A empresa mantém margens estáveis em torno de 13%, alinhadas às projeções da gestão divulgadas no último conference call.

Apesar do corte no preço-alvo, o Goldman Sachs reitera a recomendação de compra, citando a capacidade da Intelbras de navegar em um cenário desafiador. “A combinação de disciplina operacional e exposição a setores estratégicos, como segurança e energia, reforça o caso de investimento”, concluem os analistas.

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Educação Medicina Cursos

A expansão de vagas em cursos de medicina no Brasil, impulsionada por autorizações judiciais, tem levado a uma redução média de 10% no valor das mensalidades em comparação com cursos já consolidados, segundo análise do Bank of America. O estudo, que avaliou 71 instituições em todo o país, incluindo mais de 50% dos cursos abertos por meio de liminares, aponta que a concorrência e a dificuldade de preenchimento de vagas estão pressionando os preços, especialmente em regiões com maior oferta de matrículas.

“Os cursos de medicina abertos recentemente por liminares são, em média, 10% mais baratos do que os já existentes”, destacaram os analistas Flavio Yoshida, Mirela Oliveira e Gustavo Tiseo. Eles explicam que o desconto pode chegar a 20% em regiões com mais de mil vagas maduras, enquanto em áreas com menos de 150 vagas consolidadas, a diferença cai para apenas 2%.

A pesquisa revelou que a dificuldade de preencher vagas é um dos principais fatores por trás dos descontos. “Cursos novos estão demorando mais para preencher suas turmas. Cerca de 35% deles ainda tinham vestibulares disponíveis em 25 de fevereiro, contra 20% dos cursos maduros”, afirmaram os analistas. Essa tendência pode ser explicada pelo reconhecimento de marca dos cursos já estabelecidos e pelo início tardio dos processos seletivos nas novas instituições.

Média da faculdade de medicina: mensalidade por tamanho de cidade (R$ mil/mês)

Tabela 81819
(Fonte: BofA Global Research *Cidade grande: acima de 1 milhão de habitantes; Cidade grande: entre 500 mil e 1 milhão de habitantes; Cidade média: entre 100 mil e 500 mil habitantes; Cidade pequena: abaixo de 100 mil habitantes)

Os desafios variam conforme o tamanho das cidades. Em municípios menores, os cursos enfrentam dificuldades para atrair alunos, enquanto nas grandes cidades, a competição por preços é mais acirrada. “Em cidades pequenas, há maior dificuldade para preencher vagas, já nas grandes, a pressão é sobre os preços”, explicaram Yoshida, Oliveira e Tiseo.

A equidade da marca deve se tornar um fator crucial para sustentar preços mais altos no futuro. “Acreditamos que o reconhecimento da marca será cada vez mais relevante para manter mensalidades elevadas”, disseram os analistas. Entre as empresas listadas, Ânima (ANIM3) e Cruzeiro do Sul (CSED3) se destacaram no último Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE), usado como indicador de reconhecimento de marca, enquanto Ser (SEER3) e Cogna (COGN3) tiveram os piores resultados.

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Além dos descontos nas mensalidades, 55% das instituições oferecem reduções para pagamentos em dia, com média de 6%. Essa prática é mais comum em cursos novos (60%) do que nos maduros (50%). “Dada a alta renda e a baixa taxa de inadimplência dos estudantes de medicina, usamos o valor com desconto como proxy do preço real pago”, explicaram os analistas.

Apesar da pressão competitiva, o Bank of America avalia que as instituições com maior reconhecimento de marca estão melhor posicionadas para enfrentar os desafios. “Ânima e Cruzeiro do Sul têm os melhores resultados entre as empresas listadas, seguidos por Afya (AFYA; A2FY34) e YDUQS (YDUQ3)”, destacaram. Já Ser e Cogna enfrentam maiores dificuldades para se destacar no mercado.

Com a expectativa de abertura de mais 5 mil vagas pelo programa Mais Médicos 3 (MM3), os analistas projetam que a pressão sobre os preços e a concorrência devem aumentar no longo prazo. “A expansão contínua de vagas pode trazer desafios adicionais para o setor, especialmente para cursos sem forte reconhecimento de marca”, concluíram Yoshida, Oliveira e Tiseo.

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Varejo Compras Inflação

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos registrou alta de 0,2% em fevereiro, tanto no índice geral quanto no núcleo (excluindo alimentos e energia), abaixo das expectativas do mercado. A desaceleração foi impulsionada pela queda nos preços da gasolina e moderação em serviços como aluguéis, mas analistas do Wells Fargo alertam que a inflação permanece persistente, com riscos de alta por tarifas e pressões em bens duráveis.

Segundo os economistas Sarah House, Michael Pugliese e Nicole Servi, o relatório obtido pelo Dinheirama trouxe “um alívio moderado após o choque de janeiro”, mas a inflação segue estagnada desde o início de 2024. “A dinâmica inflacionária mostra progresso, mas os riscos de tarifas e pressões nos serviços exigem cautela”, destacam. A taxa anual desacelerou para 2,8%, enquanto o núcleo atingiu 3,1%, o menor em três anos e meio.

A moderação nos preços de energia (-1% na gasolina) e alimentos compensou aumentos pontuais, como o salto de 10,4% nos ovos. Já os serviços registraram desaceleração, com transporte caindo 0,8% devido a quedas em passagens aéreas e seguros de veículos. “A tendência de queda em serviços continua, mas bens duráveis, como carros usados, ainda pressionam”, explicam os analistas.

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O Fed enfrenta um cenário complexo: o núcleo do deflator de gastos com consumo (PCE, preferido do banco central) deve subir 0,35% em fevereiro, mantendo-se próximo a 3%, acima da meta de 2%. “A inflação persistente e as tarifas ameaçam reacender pressões, mas o mercado de trabalho mostra fragilidades”, avalia o Wells Fargo, projetando cortes graduais de juros ainda em 2024.

Apesar do alívio no curto prazo, os economistas alertam que a inflação subjacente permanece elevada. O núcleo do CPI, excluindo alimentos e energia, registrou alta anualizada de 3,6% nos últimos três meses, “ainda desconfortável” para o Fed. “Os dados reforçam a cautela do FOMC, que deve equilibrar riscos de tarifas e desaceleração econômica”, dizem House e equipe.

O relatório também destacou a volatilidade em setores como saúde: após um salto em janeiro, os preços de medicamentos prescritos ficaram estáveis. Já os preços de veículos novos recuaram 0,1%, enquanto usados subiram 0,9%, abaixo da média de 1,1% dos últimos seis meses. “A moderação em bens é positiva, mas insuficiente para compensar pressões externas”, ressalta o Wells Fargo.

Federal Reserve
Sede do Federal Reserve, em Washington (Imagem: REUTERS/Sarah Silbiger/File Photo)

Federal Reserve

Com a inflação ainda distante da meta, o Fed deve adotar uma abordagem gradual. “Esperamos cortes de juros apenas no final do ano, conforme o mercado de trabalho arrefece”, afirmam os economistas. Enquanto isso, investidores monitoram o PPI desta quinta-feira para novas pistas sobre a trajetória de preços.

Em resumo, o Wells Fargo vê o CPI de fevereiro como um sinal de progresso, mas reforça que a trajetória da inflação permanece incerta. “O Fed precisa navegar entre ventos contrários: tarifas que pressionam custos e uma economia em desaceleração”, concluem os analistas, projetando um caminho estreito para a política monetária em 2024.

Junho segue como o mês provável (80,7%) para a retomada dos cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), com expectativa de redução de 0,25 ponto porcentual em 55,3%, enquanto as apostas para flexibilização de 0,50 ponto porcentual eram de 24,1% após a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, que subiu aquém do esperado.

Após o dado, no entanto, a expectativa de reduções nos juros em maio subiu ligeiramente, de 32,3% para 34,3%, segundo a ferramenta FedWatch do CME Group.

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Carne moída, supermercados, inflação

A inflação medida pelo IPCA fechou fevereiro com alta de 1,31%, ante uma elevação de 0,16% em janeiro, revelou o IBGE nesta quarta-feira (12). O resultado ficou ligeiramente abaixo da mediana das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, que apontava alta de 1,32%. O intervalo das previsões ia de 1,23% e 1,46%. No entanto, a notícia pode não ser tão positiva para o Copom.

O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 5,06%, resultado próximo à mediana das projeções dos analistas, de 5,07%, com estimativas que iam de 4,97% a 5,21%. Apesar do número aparentemente positivo, o grupo de Serviços Pessoais veio acima do estimado, além de Serviços Intensivos em Mão de Obra.

“O IPCA elevado já era esperado, devido ao fim do bônus de Itaipu e aos reajustes escolares, mas a qualidade do IPCA segue ruim. Apesar da leve melhora na margem, as medidas subjacentes de inflação continuam em patamares elevados, especialmente os serviços, reflexo da baixa ociosidade na economia”, aponta Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura Investimentos.

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Ele ressalta que a média dos núcleos seguiu em 0,62% na margem, com a taxa em 12 meses atingindo 4,58%, também acima do limite superior da meta de inflação. A difusão teve leve recuo, para 63,7% (2,6% a/a).

Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos, pontua que o resultado veio “bem acima” da sua projeção de 1,22%.

“Nosso desvio foi distribuído em diversos subitens, com nenhum deles superando 2bps. Com isso, também tivemos uma surpresa altista na média dos núcleos, em que esperávamos alta de +0,51% e observamos +0,60%, denotando um aquecimento da inflação maior do que o esperado”, explica.

Reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil para a definição da taxa Selic
Reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil para a definição da taxa Selic (Imagem: Raphael Ribeiro/ Banco Central)

Como o Copom lerá o resultado?

Para o BC, Sanchez entende que o índice de hoje traz maior confiança para executar uma nova elevação de 100 pontos-base na taxa Selic, mas acende um alerta sobre o quão aberta deverá ser a comunicação para a próxima reunião.

“Se afrouxar a comunicação, o mercado pode intensificar a interpretação de leniência. Por ora, acreditamos que o BC deverá reforçar o compromisso com o regime de metas de inflação, deixando os próximos passos data dependent, mas podendo trazer alguns sinais de que a taxa de juros deverá permanecer restritiva por tempo suficientemente prolongado”, conclui.

Resultado dos grupos

Educação: 4,70% (0,28 ponto percentual)

Habitação: 4,44% (0,65 p.p.)

Alimentação e bebidas: 0,70% (0,15 p.p.)

Transportes: 0,61% (0,13 p.p.)

Saúde e cuidados pessoais: 0,49% (0,07 p.p.)

Artigos de residência: 0,44% (0,01 p.p.)

Comunicação: 0,17% (0,01 p.p.)

Despesas pessoais: 0,13% (0,01 p.p.)

Vestuário: 0% (0 p.p.)

Principais impactos positivos de fevereiro

Energia elétrica residencial: 16,80% (0,56 p.p.)

Gasolina: 2,78% (0,14 p.p.)

Ensino fundamental: 7,51% (0,12 p.p.)

Ensino superior: 4,11% (0,07 p.p.)

Café moído: 10,77% (0,06 p.p.)

Aluguel residencial: 1,36% (0,05 p.p.)

Ovo de galinha: 15,39% (0,04 p.p.)

Ônibus urbano: 3,00% (0,03 p.p.)

Condomínio: 1,33% (0,03 p.p.)

Ensino médio: 7,27% (0,03 p.p.)

Etanol: 3,62% (0,02 p.p.)

Plano de saúde: 0,57% (0,02 p.p.)

Pré-escola: 7,02% (0,02 p.p.)

Principais impactos negativos de fevereiro

Passagem aérea: -20,46% (-0,16 p.p.)

Cinema, teatro e concertos: -6,96% (-0,03 p.p.)

Arroz: -1,61% (-0,01 p.p.)

Leite longa vida: -1,04% (-0,01 p.p.)

Batata-inglesa: -4,10% (-0,01 p.p.)

Banana-d’água: -5,07% (-0,01 p.p.)

Laranja-pera: -3,49% (-0,01 p.p.)

Óleo de soja: -1,98% (-0,01 p.p.)

(Com Agência Brasil e Estadão Conteúdo)

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de transmissões de cargos e posses do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e da Ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.

A posse de Gleisi Hoffman, ex-presidente do PT, para a Secretaria das Relações Institucionais (SRI) incomodou o mercado financeiro e alguns analistas políticos. As duras declarações nos últimos meses levantaram dúvidas sobre a sua habilidade de liderar negociações com o Congresso.

Em seu discurso, no entanto, Hoffman buscou um tom de conciliação direcionado às lideranças, em especial os presidentes das duas Casas, e a Fernando Haddad. Prometeu diálogo com o Congresso e cumprimento dos acordos fechados com as lideranças.

“É evidente que Gleisi Hoffman terá uma postura diferente na SRI do que teve durante o período que exerceu a presidência do PT. Deixará de lado a combatividade para apostar na negociação e no diálogo. É equivocada a ideia de que Gleisi não tem preparo ou perfil para conduzir conversas com as lideranças políticas do Congresso”, afirma a LCA Consultores em um relatório enviado a clientes nesta quarta-feira e obtido pelo Dinheirama.

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Segundo a consultoria, contudo, o problema da indicação de Gleisi para a SRI não é esse.

“A questão é que sua presença na SRI acentuou o caráter petista da atual administração em um momento de queda da popularidade do governo e de ameaças de debandada de aliados do centrão. Nesse contexto, e também mirando a necessidade de construir alianças para 2026, a reforma ministerial apropriada para o momento deveria ampliar o espaço do centrão no governo”, pontua a LCA.

Por enquanto, não é isso o que ocorreu.

“Outras mudanças ministeriais ainda devem ocorrer, mas mudarão dificilmente a percepção de que o governo Lula ficou ainda mais petista. Por exemplo, as especulações a respeito da possibilidade de Arthur Lira e Rodrigo Pacheco assumirem ministérios murcharam nas últimas semanas”, ressalta a consultoria.

Quanto à Haddad, é certo que Gleisi não irá mais criticar publicamente o ministro e sua política econômica “austericida”.

“Mas Gleisi assumirá uma posição de muito poder dentro do governo, capaz de qualificá-la para servir de contraponto a Haddad junto a Lula, pois ela e o ministro da Fazenda têm evidentemente visões diferentes a respeito de qual seria a política econômica ideal para o governo. E a divergência tende a se acentuar à medida que 2026 se aproximar”, explica a LCA.

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Mercados Ações

Um levantamento diário da Ágora Investimentos sobre o posicionamento vendido dos investidores chamou a atenção para o alto número de dias de cobertura para três ações de empresas do setor elétrico.

O número de dias de cobertura em operações de short selling (também chamado de short interest ratio ou days to cover) representa o tempo estimado necessário para que todos os investidores vendidos a descoberto recompreem as ações no mercado, considerando a média de volume diário negociado.

“Em comum, são empresas sólidas, com alta previsibilidade nos resultados financeiros e boas pagadoras de dividendos, mas, em função dessa solidez, já negociam com múltiplos mais elevados”, ressalta o analista José Cataldo.

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A líder no ranking de dias de cobertura é a Taesa (TAEE11), com 32 dias, seguida pela Engie (EGIE3), com 21 dias, e
ISA Energia Brasil (ISAE4), com 18 dias.

“No setor, atualmente, temos uma preferência pelas ações da Copel (CPLE6), Eletrobras (ELET3), entre outras alternativas com foco em dividendos, como a CPFL (CPFE3)”, explica Cataldo.

Dias de cobertura

Quando o número de dias de cobertura é alto, significa que há muitos investidores posicionados na venda e que levaria um tempo significativo para recomprar essas ações. Se houver uma alta súbita no preço (por um bom resultado financeiro ou outra notícia positiva), os vendidos podem ser forçados a recomprar rapidamente, causando um short squeeze (uma alta explosiva).

No caso das empresas ressaltadas hoje, o motivo pode ser o nível já elevado dos múltiplos. Ou seja, qualquer notícia ruim pode fazer com que estas ações tenham um desempenho negativo. No entanto, uma notícia positiva pode levar a uma alta das ações, forçando os vendidos a comprar ações para diminuírem o seu prejuízo e levando a uma valorização repentina dos papeis.

Veja o ranking das ações

Tabela 8181
(Fonte: Fonte: Economatica e Ágora Investimentos *Base indicativa do dia 11/03/2025)
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Mercados Ibovespa Ações, Focus

As negociações do Ibovespa futuro (WIN1) indicam para uma abertura estável, com leve tendência de alta nesta quarta-feira (12). Os investidores acompanham a divulgação dos números do IPCA de fevereiro, além do cenário corporativo e resultados trimestrais.

IPCA

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou fevereiro com alta de 1,31%, ante uma elevação de 0,16% em janeiro, informou nesta quarta-feira, 12, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado ficou ligeiramente abaixo da mediana das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que apontava alta de 1,32%. O intervalo das previsões ia de 1,23% e 1,46%.

A taxa acumulada pela inflação no ano foi de 1,47%, de acordo com o IBGE. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 5,06%, resultado próximo à mediana das projeções dos analistas, de 5,07%, com estimativas que iam de 4,97% a 5,21%.

Agenda do dia

Calendário Econômico fornecido por Investing.com Brasil, o portal líder financeiro.

Análise técnica: Aversão ao risco no exterior

Segundo os analistas da Ágora Investimentos, a formação de topo aos 125.030 pontos foi consolidada e durante a sessão o índice chegou a tocar suporte aos 122.634, mas resistiu e manteve a posição.

“Para o curto prazo, a atenção permanece para eventual perda deste nível, quando consolidaria a formação de um pivô de baixa e abriria caminho para busca da próxima região de fundo, marcada aos 121.103 pontos”, ressaltam.

Ações, Ásia
(Imagem: freepik/@ kroshka__nastya)

Ásia

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam sem direção única nesta quarta-feira, à medida que investidores avaliavam o impacto das tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump, após mais um dia de perdas em Wall Street.

O índice japonês Nikkei teve alta marginal de 0,07% em Tóquio, a 36.819,09 pontos, graças ao bom desempenho de ações financeiras, e o Hang Seng caiu 0,76% em Hong Kong, a 23.600,31 pontos, sob o peso de ações de tecnologia, enquanto o sul-coreano Kospi subiu 1,47% em Seul, a 2.574,82 pontos, com a ajuda de ações siderúrgicas e de chips, e o Taiex registrou ganho de 0,94% em Taiwan, a 22.278,36 pontos.

Na China continental, o Xangai Composto recuou 0,23%, a 3.371,92 pontos, pressionado por ações de telecomunicações – China Mobile e China Telecom tiveram perdas de cerca de 1,4% -, mas o menos abrangente Shenzhen Composto assegurou leve ganho de 0,13%, a 2.090,38 pontos. Possíveis medidas de estímulos de Pequim seguem no radar, após o fim da reunião anual do congresso chinês.

A Casa Branca confirmou ontem que os EUA vão tarifar importações de aço e alumínio em 25% a partir desta quarta. Em resposta, a União Europeia (UE) anunciou tarifas retaliatórias mais cedo.

Incertezas sobre os efeitos econômicos das medidas tarifárias dos EUA pesaram nas bolsas de Nova York, que ontem caíram pelo segundo pregão seguido, ainda que as perdas não tenham sido tão intensas quanto as do dia anterior.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou no vermelho pela segunda sessão consecutiva hoje, com queda de 1,32% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 7.786,20 pontos.

Europa

As principais bolsas europeias operam em alta na manhã desta quarta-feira, impulsionadas por um possível acordo de cessar-fogo na Ucrânia e apesar da disputa comercial entre Estados Unidos e União Europeia, que hoje anunciou retaliação a tarifas de Washington.

Por volta das 7h05 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 avançava 0,91%, a 541,75 pontos.

O apetite por risco na Europa veio após o governo ucraniano aceitar ontem uma proposta de cessar-fogo de 30 dias feita pelos EUA, que agora será submetida à aprovação da Rússia.

A possibilidade de paz na Ucrânia deixou rusgas comerciais em segundo plano. Mais cedo, a UE anunciou que irá tarifar até 26 bilhões de euros em produtos dos EUA, em resposta à decisão do governo Trump de seguir adiante com a tarifação de importações de aço e alumínio a partir de hoje. Em discurso, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, alertou que a fragmentação comercial provavelmente causará ajustes de preços “maiores e mais perturbadores”.

No topo do Stoxx 600, a farmacêutica dinamarquesa Zealand Pharma saltava mais de 24% em Copenhague após anunciar um acordo com a concorrente suíça Roche (+4,6%, em Zurique) para o desenvolvimento conjunto de um remédio contra obesidade.

No meio da manhã, investidores na Europa vão acompanhar novos dados da inflação ao consumidor (CPI) dos EUA, que podem influenciar as apostas para a trajetória dos juros básicos americanos.

Às 7h20 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,45%, a de Paris avançava 1,04%, a de Frankfurt ganhava 1,41% e a de Milão tinha alta de 1,07%. Na contramão, as de Madri e Lisboa caíam 0,39% e 0,05%, respectivamente.

(Com Estadão Conteúdo)

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Aura Minerals, ouro

O BTG Pactual reiterou a recomendação de compra para as BDRs da Aura Minerals (AURA33) e elevou o preço-alvo para R$38 por ação, ante R$32 anteriormente, destacando o potencial de valorização mesmo após a alta de 160% nos últimos 12 meses. A decisão reflete ajustes no cenário de preços do ouro, perspectivas operacionais robustas e projetos de crescimento que podem dobrar a produção da mineradora, mostra um relatório enviado a clientes nesta terça-feira (11).

Segundo os analistas Leonardo Correa e Marcelo Arazi, a revisão do preço-alvo incorpora a mudança na projeção de longo prazo para o ouro, agora estimado em US$2.300 por onça — 20% abaixo do valor atual, mas 35% acima da previsão anterior. “A dinâmica de demanda por ouro, impulsionada por bancos centrais e investidores, reforça o papel estratégico do metal como proteção contra volatilidade”, explicam os especialistas.

A Aura também ganha tração com a estabilidade operacional e o cumprimento das metas de 2024, após frustrações em anos anteriores. “A empresa melhorou sua comunicação e entrega operacional, o que reduz incertezas”, destacam os analistas. O guidance de produção para 2025 (266-300 mil onças) e custos controlados (US$1.078-1.191 por onça) são vistos como realistas, dada a trajetória recente da companhia.

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O projeto Borborema, previsto para iniciar operações no terceiro trimestre deste ano, e o potencial de Matupá (com início em 2027) são apontados como catalisadores. “Esses ativos podem elevar a produção anual para mais de 400 mil onças, aproximando a Aura de pares globais e justificando uma reprecificação”, avalia o BTG.

Ouro e Mercados
(Imagem: Promeai.Pro/ Dinheirama)

Apesar do rali recente, o modelo DCF do banco indica um potencial de alta de 30%, sem considerar projetos como Pé Quente, Pézão ou Cerro Blanco, tratados como ‘opções adicionais’. A combinação de crescimento orgânico, dividendos atrativos (8-9% em 2025) e exposição ao ouro reforçam o caso de investimento.

“A Aura oferece diversificação de carteira, crescimento acelerado e retorno sólido”, afirmam Correa e Arazi. Com a ação negociando a 3,6x EV/EBITDA 2025 e 0,8x P/NAV, o BTG vê margem para valorização, mesmo em um cenário já positivo.

A recomendação mantém-se alinhada à tese de que o ouro não é uma commodity comum, mas um ativo estratégico em momentos de incerteza macroeconômica. Para os analistas, a Aura está bem posicionada para capitalizar esse movimento, com fundamentos sólidos e múltiplos atrativos.

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Vivo

O Banco Safra atualizou suas projeções para as operadoras Vivo (VIVT3) e TIM Brasil (TIMS3), elevando a recomendação da Vivo para “compra” e mantendo a recomendação positiva para a TIM. “Acreditamos que a indústria de telecomunicações no Brasil está em um momento favorável, com recuperação do poder de precificação e forte distribuição de dividendos aos acionistas”, afirmaram os analistas Silvio Dória e Carolina Carneiro.

A recomendação para a Vivo foi revisada para “Outperform” (equivalente a compra), com preço-alvo de R$ 64 por ação (de R$ 57,50), representando um potencial de valorização de 31% em relação à cotação anterior. Já a TIM manteve a mesma classificação, com um novo preço-alvo de R$ 22, ante os R$ 21,50 anteriores, o que indica um upside de 33%.

Segundo o relatório, as operadoras brasileiras oferecem uma opção defensiva para investidores diante do cenário macroeconômico desafiador. “Em tempos de mercados voláteis, empresas do setor de telecomunicações são um bom investimento defensivo devido ao seu modelo de negócios maduro, estável e gerador de caixa”, destacaram os analistas.

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A Vivo, em particular, foi apontada como uma das ações mais atrativas do setor, impulsionada por crescimento consistente da receita e do Ebitda, além de um forte histórico de distribuição de dividendos. “Estimamos um crescimento médio de 6% ao ano nos próximos quatro anos para receita e Ebitda da Vivo, com dividend yields de 9,0% e 9,8% em 2025 e 2026”, explicaram.

Outro fator que reforça a recomendação da Vivo é a migração do modelo de concessão da telefonia fixa para autorização, o que pode adicionar até R$ 3,8 bilhões ao valor justo da companhia. Segundo os analistas, esse fator ainda não está precificado pelo mercado, representando um potencial adicional de valorização.

No caso da TIM, o Safra mantém a recomendação positiva apesar de um desempenho inferior ao da Vivo no segmento móvel. O banco vê a empresa mantendo crescimento de receita acima da inflação, com margens saudáveis e uma política agressiva de distribuição de dividendos. “A TIM deve distribuir cerca de 34% do seu valor de mercado nos próximos três anos, com dividend yields estimados em 10% para 2025 e 11% para 2026”, apontaram.

Os principais riscos para o setor, segundo o Safra, incluem um possível aumento da concorrência no segmento móvel, revisões na tributação sobre juros sobre capital próprio e uma distribuição de dividendos menor que o esperado. No entanto, os analistas acreditam que o cenário atual ainda favorece as operadoras.

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Folhas metálicas de aço

A Casa Branca afirmou nesta terça-feira, 11, que as tarifas de 25% sobre o aço e o alumínio entrarão em vigor no Canadá e em outros países, mesmo com o presidente dos EUA, Donald Trump, recuando em sua ameaça de impor tarifas de 50% sobre os metais canadenses esta tarde.

“De acordo com suas ordens executivas anteriores, uma tarifa de 25% sobre o aço e o alumínio, sem exceções ou isenções, entrará em vigor para o Canadá e todos os nossos outros parceiros comerciais à meia-noite de 12 de março”, disse o porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, em um comunicado.

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Wall Street Mercados Ações Investidores

Os principais índices referenciais das bolsas de Nova York fecharam em queda nesta terça-feira, 11, com o Nasdaq perdendo força e virando para queda na reta final. O Dow Jones e o S&P 500 prolongaram a baixa da véspera depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmar que aumentaria as tarifas sobre o aço e o alumínio do Canadá de 25% para 50%. A Tesla fez uma reposição apenas parcial do derretimento da sessão anterior.

O Nasdaq fechou em baixa de 0,18%, aos 17.436,10 pontos, após apagar ganhos nos minutos finais do pregão. Na véspera, o índice derreteu 4%. O Dow Jones encerrou com baixa de 1,14%, a 41 433,48 pontos após cair quase 900 pontos na segunda-feira. O S&P 500 terminou em queda de 0,76%, aos 5.572,07 pontos.

A Tesla subiu 3,8%, após a gigante dos veículos elétricos cair 15% enquanto os investidores consideravam a possibilidade de recessão nos EUA e um analista de Wall Street reduzia a sua previsão para as entregas da empresa no primeiro trimestre. Nesta terça-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, apareceu ao lado do CEO da empresa, Elon Musk, após dizer que pretende comprar um veículo da Tesla, em sinal de apoio ao dono da montadora.

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As ações da Nucor subiram 2,5% e a da Alcoa ganharam 3,13% depois que o presidente dos EUA disse que as tarifas sobre aço e alumínio entrariam em vigor na quarta-feira, depois que o Canadá retaliou as tarifas anteriores com impostos mais altos sobre a eletricidade enviada aos EUA. Nesta terça-feira, contudo, Ontário anunciou a suspensão da sobretaxa de eletricidade.

A Delta despencou 7,25%, após cortar projeções. Já a Southwest subiu 8,3% em meio a notícias de pretende começar a cobrar por despacho de bagagem.

As ações da Alibaba listadas em NY ganharam 4,9%. O Citigroup elevou as ações chinesas a “overweight” e reduziu a exposição ao EUA em realocação global.

Em dia de agenda esvaziada, investidores aguardavam a divulgação do índice de preços ao consumidor de fevereiro (CPI, na sigla em inglês), na quarta-feira, que pode ajudar a balizar expectativas para a política monetária nos EUA.

(Com Estadão Conteúdo)

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Trump Wall Street Ações Bolsas

O tumulto financeiro visto na segunda-feira (10) nos EUA levou a uma espécie de “divórcio” entre o mercado e o presidente dos EUA, Donald Trump, que agora vê os principais índices de ações do país em um nível abaixo do visto no dia da sua eleição, em 5 de novembro de 2024.

O índice Dow Jones Industrial Average acumulou queda de 3,6% desde que Trump tomou posse pela segunda vez, enquanto o S&P 500 recuou 6,4% e o Nasdaq tombou 11%. O chamado Russell 2000, composto por empresas com menor valor de mercado, sofreu robusta perda de 11,3%.

Até o momento, as bolsas de Nova York mostram seu pior desempenho desde o primeiro mandato de Barack Obama, em 2009.

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“Como as manchetes diziam, os mercados estavam “desmaiando”, primeiro com a China voltando à deflação, depois com os comentários do presidente Trump que se recusava a descartar uma recessão nos EUA. Francamente, esse comentário conseguiu ser muito superficial e profundamente míope ao mesmo tempo”, analisa Michael Every, estrategista globaldo Rabobank, em um relatório obtido pelo Dinheirama.

A China está “lutando” com a deflação devido ao mercantilismo. Uma economia que “deve” crescer 5% e, por meio de mais oferta, não demanda, necessariamente produz muito, exporta e… domina as cadeias de suprimentos globais. Muitas economias ocidentais poderiam fazer isso agora mesmo – como Trump sugeriu.

Tudo pode dar “terrivelmente errado”

Trump deixou claro que quer redefinir os EUA e, por extensão, a economia global: “Odeio prever coisas como [uma recessão]. Há um período de transição, porque o que estamos fazendo é muito grande. Estamos trazendo riqueza de volta para a América. Isso é algo importante. E sempre há períodos de – leva um pouco de tempo… Mas acho que deve ser ótimo para nós… O que tenho que fazer é construir um país forte… Você não pode realmente assistir ao mercado de ações. Se você olhar para a China, eles têm uma perspectiva de 100 anos. Nós seguimos trimestres. E você não pode seguir isso. Você tem que fazer o que é certo.”

Já o vice-presidente Vance colocou a mesma coisa de outra forma: “As políticas econômicas do presidente Trump são simples: se você investir e criar empregos na América, será recompensado. Vamos reduzir as regulamentações e reduzir os impostos. Mas se você construir fora dos EUA, estará por conta própria.”

“Os mercados, que presumiram que Trump 2 manteria a monomania de Trump 1 por ações, só querem o que é certo para eles. No entanto, qualquer um que pensasse que mudar os EUA para o mercantilismo baseado na produção, da financeirização baseada em ativos por meio da arte econômica de governar em vez da política econômica, poderia ser feito sem que os ativos caíssem, não entendeu nem o “ismo” nem a arte de governar. Daí a liquidação. Claro, essa tentativa de redefinição dos EUA pode dar terrivelmente errado; ou certo. De qualquer forma, os mercados serão arrastados atrás dela”, pontua Every.

As chances de recessão

Alguns indicadores de volatilidade de mercado ajudam a entender a real probabilidade de uma recessão, incluindo uma inflada pela própria instabilidade dos ativos. O estrategista de derivativos de ativos cruzados do Société Générale, Jitesh Kumar, criou um método simples para calcular a probabilidade de recessão bayesiana implícita em ativos.

“O nível atual de 25+ VIX sugere cerca de 19% de probabilidade – que é c.1,8x média de longo prazo de 11%. Em outras palavras, a volatilidade do patrimônio implica uma probabilidade de recessão maior do que o normal, mas, como pode ser visto no gráfico abaixo, tivemos muitos casos de alta volatilidade sem recessão”, explica o analista em um relatório obtido pelo Dinheirama.

Gráfico 202255
(Fonte: Société Générale)

O estrategista também ressaltam que outros dados econômicos e ativos financeiros também sugerem uma baixa probabilidade de recessão neste momento.

“O setor de manufatura e as taxas de curto prazo são as únicas duas séries sinalizando maior risco de recessão – o que não é surpreendente, dado que os novos pedidos de manufatura caíram abaixo de 50 no lançamento de dados mais recente. No entanto, os spreads de crédito e a volatilidade do mercado de títulos apontam para uma probabilidade de recessão muito baixa (o mesmo para lucros corporativos e dados do PIB). No geral, o preço do mercado de ativos cruzados é consistente, sem grandes sinais de alerta”, pontua.

Já o Citi Surprise Index, que rastreia os principais lançamentos de dados em relação às expectativas do mercado, tornou-se negativo nas últimas semanas. “Este é um dos vários fatores que contribuíram para o desempenho relativamente baixo do S&P 500 desde o início deste ano. Tudo isso levou alguns analistas a encerrar um período de excepcionalismo macro e de mercado nos EUA”, avalia Neil Shearing, economista-chefe da Capital Economics, em um relatório obtido pelo Dinheirama.

Citi Surprise Index

Gráfico 2022556
(Fonte: MacroMicro)

Jolts

Outro indicador bastante acompanhado nesta terça-feira, devido às circunstâncias, é o de abertura de postos de trabalho nos Estados Unidos, que subiu para 7,74 milhões em janeiro, de acordo com o relatório Jolts, publicado nesta terça-feira, 11, pelo Departamento do Trabalho do país. O resultado ficou praticamente em linha com a expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam a criação de 7,7 milhões de vagas no período.

O número de dezembro, por sua vez, foi levemente revisado para baixo, de 7,6 milhões para 7,508 milhões.

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Pague Menos

A Pague Menos (PGMN3) apresentou um resultado sólido no quarto trimestre de 2024, com forte crescimento nas vendas e melhoria na rentabilidade, segundo análise da Genial Investimentos. No entanto, a alavancagem financeira da companhia continua sendo um ponto de atenção para 2025. As ações estão em forte queda, chegando a quase 8%.

“Nenhuma empresa do setor deve apresentar um conjunto tão sólido quanto o reportado pela Pague Menos neste trimestre”, afirmam os analistas Iago Sousa e Nina Mirazon. O destaque foi o crescimento de 17,1% nas vendas mesmas lojas (SSS), impulsionado pelas iniciativas implementadas ao longo do ano e pelas conversões da bandeira Extrafarma.

Apesar da forte performance operacional, a Genial Investimentos alerta para dois pontos de atenção: a base de comparação distorcida e a posição de caixa da companhia. O crescimento expressivo precisa ser analisado dentro do contexto de uma base de comparação fraca, devido às “dissinergias” da aquisição da Extrafarma em 2023.

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Além disso, o nível de caixa da Pague Menos preocupa, com apenas R$ 150 milhões em caixa para uma dívida de curto prazo de R$ 370 milhões. Isso torna praticamente inevitável uma rolagem de dívida ao longo de 2025, especialmente considerando o plano de expansão da companhia.

A Pague Menos pretende abrir 50 novas lojas orgânicas em 2025, além de continuar o plano de conversões de unidades da Extrafarma, o que exigiria um investimento significativo. “Com Selic a 14,25%, um reajuste da CMED abaixo da inflação e um poder de compra mais fragilizado, principalmente no Norte e Nordeste, a geração de caixa operacional pode não ser suficiente para cobrir esse nível de investimento, enquanto os custos financeiros aumentam ao longo do ano”, explicam os analistas.

Apesar dos desafios, a Pague Menos reportou uma sólida performance de vendas no quarto trimestre, com faturamento bruto consolidado de R$ 3,6 bilhões, um crescimento de 17,4% em relação ao ano anterior. O destaque foi o forte desempenho das lojas maduras, com um crescimento de 16,4% nas vendas mesmas lojas.

A companhia também apresentou melhora na rentabilidade, com um avanço de 50 pontos-base na margem bruta consolidada. O lucro líquido ajustado foi de R$ 77 milhões, superando as estimativas da Genial Investimentos em 8%.

A Pague Menos concluiu o ciclo de integração da Extrafarma no quarto trimestre, superando as projeções de sinergias. A integração envolveu a unificação de sistemas, a reestruturação organizacional e a conversão de 125 lojas.

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Indústria

A produção industrial brasileira registrou estabilidade em janeiro, ficando aquém das expectativas do mercado, segundo análise do Goldman Sachs. O resultado, divulgado pelo IBGE nesta terça-feira (11), apontou variação de 0,0% na comparação mensal, abaixo da previsão média de 0,4% e da projeção do banco, de 0,5%. Alberto Ramos, economista-chefe para a América Latina do banco, destacou que, apesar do “resultado decepcionante”, o desempenho setorial foi mais resiliente do que o número geral sugere.

O setor de bens intermediários recuou 1,4% em janeiro, enquanto a mineração caiu 2,4%, puxando o índice para baixo. Por outro lado, segmentos ligados ao consumo e investimento mostraram força: bens de consumo não duráveis subiram 3,1%, duráveis avançaram 4,4%, e capital goods registraram alta de 4,5%. “A composição do relatório foi mais forte do que o sugere o número agregado”, afirmou Ramos, ressaltando que a produção manufatureira cresceu 1,0% no mês, revertendo parte da queda de 1,1% em dezembro.

Na comparação anual, a produção industrial teve expansão de 1,4% em janeiro, abaixo do esperado (2,3% yoy), mesmo patamar revisado de dezembro. Dos 25 segmentos pesquisados, 18 apresentaram alta mensal, indicando certa dispersão positiva. No entanto, o carregamento estatístico para o primeiro trimestre de 2025 é negativo (-0,4% qoq sa), enquanto para o ano completo projeta-se crescimento modesto de 0,2%.

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Ramos destacou que, para os próximos meses, o setor industrial deve contar com apoio de políticas fiscais expansionistas, como transferências governamentais a famílias e aumento da massa salarial real. Contudo, alertou para “ventos contrários” decorrentes de condições monetárias mais rígidas e incertezas financeiras globais. “O balanço é de riscos mistos, mas há espaço para recuperação gradual”, ponderou.

A estagnação em janeiro reforça a volatilidade recente da indústria, que acumula três meses consecutivos de quedas até dezembro. O Goldman Sachs destaca que a retomada sustentada dependerá de reformas estruturais e da capacidade do governo em equilibrar estímulos com ajustes fiscais. Enquanto isso, o consumo doméstico segue como principal motor da atividade, compensando parcialmente a fraqueza em setores básicos.

O relatório do IBGE reforça a complexidade do cenário econômico brasileiro em 2024. Com a Selic em 10,75% ao ano e pressões inflacionárias persistentes, o desafio para a indústria será navegar entre demanda aquecida e custos elevados. Para Ramos, “a trajetória dependerá de como os agentes econômicos reagirão à combinação de estímulos e restrições financeiras”. A expectativa é de crescimento tímido, com o PIB industrial projetado para avançar 0,2% em 2025, segundo o Goldman Sachs.

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Mercados Ibovespa S&P 500 13ba1bdd1e0f4edc92542e90fd4beed1

O Ibovespa futuro (WIN1) aponta para uma abertura estável nesta terça-feira (11), após um dia de forte instabilidade dos mercados internacionais, especialmente nos EUA.

Veja os destaques do dia

Calendário Econômico fornecido por Investing.com Brasil, o portal líder financeiro.

Na véspera, o mercado acionário americano fechou em forte baixa, com o índice Nasdaq chegando a computar perda de quase 5% no pior momento do pregão, sob o impacto da crescente apreensão com o risco de uma recessão nos Estados Unidos diante da imposição de tarifas pelo presidente Donald Trump.

Ainda que tenha reduzido as perdas no fim da sessão, o índice teve a maior queda desde 2022. O Dow Jones encerrou com baixa de 2,08% (890,01 pontos), a 41.911,71 pontos após cair mais de mil pontos no pior momento da sessão. O S&P 500 terminou em queda de 2,70%, aos 5.614,56 pontos.

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“Os mercados, que presumiram que Trump 2 manteria a monomania de Trump 1 por ações, só querem o que é certo para eles. No entanto, qualquer um que pensasse que mudar os EUA para o mercantilismo baseado na produção, da financeirização baseada em ativos por meio da arte de governar econômica em vez da política econômica, poderia ser feito sem que os ativos caíssem, não entendeu nem o “ismo” nem a arte de governar. Daí a liquidação. Claro, essa tentativa de redefinição dos EUA pode dar terrivelmente errado; ou certo. De qualquer forma, os mercados serão arrastados atrás dela”, avalia Michael Every, estrategista global do Rabobank, em um relatório divulgado nesta terça-feira (11) e obtido pelo Dinheirama.

China

O índice japonês Nikkei caiu 0,64% em Tóquio, a 36.793,11 pontos, pressionado por ações de corretoras e eletrônicos, enquanto o sul-coreano Kospi recuou 1,28% em Seul, a 2.537,60 pontos, e o Taiex registrou queda de 1,73% em Taiwan, a 22.071,09 pontos.

Em Hong Kong, o Hang Seng terminou o dia em baixa marginal, a 23.782,14 pontos, mas ações de montadoras chinesas de veículos elétricos saltaram, favorecidas por uma perspectiva robusta de vendas para março e após o tombo da concorrente americana Tesla em Nova York ontem. Foi o caso da NIO (+9,81%) e da XPeng (+9,19%).

Os mercados da China continental, por sua vez, garantiram altas moderadas em meio à expectativa de que o congresso do país encerre sua reunião anual com mais medidas para ajudar a impulsionar a segunda maior economia do mundo. O Xangai Composto subiu 0,41%, a 3.379,83 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,34%, a 2.087,72 pontos.

Europa

As bolsas europeias operam majoritariamente em alta na manhã desta terça-feira, ensaiando recuperação de ontem, quando caíram em meio a temores de que a política tarifária do governo Trump deflagre uma guerra comercial, prejudique a economia dos EUA e eventualmente cause uma recessão.

Por volta das 6h40 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 tinha baixa marginal de 0,09%, a 545,69 pontos. Apenas o subíndice do setor automotivo, no entanto, subia 1%, após balanço da alemã Volkswagen.

Maior montadora europeia, a Volkswagen teve lucro um pouco maior do que o esperado no quarto trimestre de 2024 e agradou com projeções para este ano. Em Frankfurt, sua ação avançava 2,5%.

O setor farmacêutico europeu, por outro lado, caía 1,4%, um dia após a gigante farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk (-2,6%, em Copenhague) divulgar resultados de testes com um novo remédio para emagrecimento.

Às 6h53 (de Brasília), a Bolsa de Frankfurt subia 0,75% e a de Paris avançava 0,52%, enquanto a de Londres caía 0,07%. Já as de Milão, Madri e Lisboa tinham respectivos ganhos de 0,33%, 0,21% e 0,61%.

(Com Estadão Conteúdo)

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Direcional

A Direcional (DIRR3) divulgou resultados sólidos no quarto trimestre de 2024, superando ligeiramente as projeções do BTG Pactual. A construtora registrou um lucro por ação (EPS) de R$ 1,05, representando um crescimento de 82% na comparação anual e ficando 5% acima das estimativas do banco.

A receita líquida atingiu R$ 942 milhões, um avanço de 46% em relação ao mesmo período do ano anterior, embora 2% abaixo das previsões do BTG. O lucro bruto ajustado foi de R$ 364 milhões, com margem bruta ajustada de 39,4%, um aumento de 370 pontos-base na comparação anual e 50 pontos-base na comparação trimestral.

O lucro líquido da companhia somou R$ 182 milhões no trimestre, crescendo 82% na base anual e superando em 4% as expectativas do BTG. Esse resultado elevou o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) anualizado para 36%. “Os resultados foram sólidos, com boas margens brutas e aumento na margem de backlog”, destacaram os analistas Gustavo Cambauva e Elvis Credendio.

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A geração de caixa foi de R$ 201 milhões no período, impulsionada pela arrecadação de R$ 71 milhões com a venda de sociedades de propósito específico (SPEs) e pela captação de R$ 94 milhões com a venda de recebíveis. O fluxo de caixa recorrente ficou em R$ 36 milhões, reforçando a posição financeira da companhia.

A alavancagem da Direcional segue controlada, com uma dívida líquida de R$ 119 milhões e um índice de endividamento líquido sobre patrimônio (ND/equity) de apenas 5%. “A empresa encerrou o ano com uma estrutura de capital saudável, o que fortalece sua posição no mercado”, ressaltaram Cambauva e Credendio.

O BTG reforçou sua recomendação de compra para as ações da Direcional, destacando o valuation atrativo da companhia, que negocia a um múltiplo preço/lucro (P/E) de 6x para 2025. Segundo os analistas, a empresa está bem posicionada para aproveitar o forte momento do programa habitacional Minha Casa Minha Vida, devido ao seu amplo banco de terrenos, balanço robusto e histórico sólido de execução.

“Acreditamos que a Direcional está bem preparada para surfar o bom momento do setor, combinando fundamentos sólidos com um valuation atrativo”, concluíram os analistas do BTG.

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Voepass

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) anunciou na madrugada desta terça-feira, 11, a suspensão imediata, em caráter cautelar, das operações da companhia aérea Voepass. A empresa, que é formada pela Passaredo Transportes Aéreos e pela Map Linhas Aéreas, vinha atuando com uma frota de seis aeronaves com voos para 17 destinos.

“A suspensão vigorará até que se comprove a correção de não conformidades relacionadas aos sistemas de gestão da empresa previstos em regulamentos”, disse a Anac, em comunicado. O órgão constatou a “violação das condicionantes” estabelecidas para que a operação prosseguisse dentro dos padrões de segurança adequados.

A Voepass está sob fiscalização da Anac desde que um avião da companhia caiu sob um condomínio residencial em Vinhedo (SP), em agosto. O acidente matou 62 pessoas.

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Durante o processo de fiscalização, o órgão exigiu contrapartidas da companhia aérea. “No final de fevereiro de 2025, após nova rodada de auditorias, foi identificada a degradação da eficiência do sistema de gestão da empresa em relação às atividades monitoradas e o descumprimento sistemático das exigências feitas pela Agência”, relatou a Anac.

O órgão informou ainda que houve reincidência de irregularidades que já haviam sido consideradas sanadas, além da “falta de efetividade” no plano de ações corretivas: “Ocorreu, assim, uma quebra de confiança em relação aos processos internos da empresa devido a evidências de que os sistemas da Voepass perderam a capacidade de dar respostas à identificação e correção de riscos da operação aérea”.

Os passageiros atingidos pelo cancelamento dos voos devem procurar a empresa ou a agência de viagens que emitiu os bilhetes para pedir o reembolso ou a reacomodação em voos de outras companhias, segundo a Anac.

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Saxo Bank

O Grupo J. Safra anunciou na noite desta segunda-feira, 10, a aquisição de 70% do capital da fintech dinamarquesa Saxo Bank. O valor da transação não foi revelado.

O Saxo Bank foi fundado em 1992 e conta com 1 milhão de clientes no mundo. A instituição tem operações em Londres, Cingapura, Amsterdã, Zurique, Dubai e Tóquio, com 2,3 mil funcionários.

O banco dinamarquês terá “destaque no repertório de inovação do Grupo J. Safra, em especial para endossar a estratégia de crescimento e expansão internacional nos serviços financeiros”, informou o grupo, em comunicado.

A aquisição fará o Grupo J. Safra incorporar US$ 118 bilhões em ativos. Atualmente, o Banco Safra faz a gestão, em São Paulo, de US$ 65 bilhões; o Safra National Bank, de Nova York, administra US$ 34 bilhões; e o suíço J. Safra Sarasin tem US$ 247 bilhões sob gestão.

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Ainda segundo o comunicado do Grupo J. Safra, a operação do Saxo Bank seguirá independente, com o fundador e CEO da instituição dinamarquesa, Kim Fournais, à frente da gestão. O banqueiro manterá cerca de 28% do capital do banco, que tem sede em Copenhague.

“Esta aquisição estratégica representa um marco significativo para a J. Safra Sarasin. Ela cria novas oportunidades de expansão e aumenta ainda mais nossa vantagem competitiva, ao mesmo tempo em que reflete nosso compromisso multigeracional inabalável com o empreendedorismo, a sustentabilidade e o sucesso do cliente. A adição de um banco fintech internacional líder ao nosso Grupo ressalta ainda mais nosso forte compromisso em moldar o futuro dos serviços financeiros, criando uma potência robusta e com visão de futuro, preparada para o crescimento de longo prazo”, disse Jacob J. Safra, presidente do Grupo J. Safra Sarasin.

(Com Estadão Conteúdo)

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Ásia, Mercados

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em baixa nesta terça-feira, acompanhando perdas em Wall Street deflagradas por preocupações sobre a política tarifária do governo Trump e a possibilidade de recessão nos EUA.

O índice japonês Nikkei caiu 0,64% em Tóquio, a 36.793,11 pontos, pressionado por ações de corretoras e eletrônicos, enquanto o sul-coreano Kospi recuou 1,28% em Seul, a 2.537,60 pontos, e o Taiex registrou queda de 1,73% em Taiwan, a 22.071,09 pontos.

Em Hong Kong, o Hang Seng terminou o dia em baixa marginal, a 23.782,14 pontos, mas ações de montadoras chinesas de veículos elétricos saltaram, favorecidas por uma perspectiva robusta de vendas para março e após o tombo da concorrente americana Tesla em Nova York ontem. Foi o caso da NIO (+9,81%) e da XPeng (+9,19%).

Os mercados da China continental, por sua vez, garantiram altas moderadas em meio à expectativa de que o congresso do país encerre sua reunião anual com mais medidas para ajudar a impulsionar a segunda maior economia do mundo. O Xangai Composto subiu 0,41%, a 3.379,83 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,34%, a 2.087,72 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana acompanhou o viés negativo da região asiática, e o S&P/ASX 200 caiu 0,91% em Sydney, a 7.890,10 pontos.

A predominância da aversão a risco na Ásia e no Pacífico veio após as bolsas de Nova York amargarem robustas perdas de 2% a 4% ontem, diante de temores de que as agressivas medidas tarifárias do governo Trump desencadeiem uma guerra comercial e levem a economia dos EUA a uma recessão.

(Com Estadão Conteúdo)

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2 - Mercados Financeiros Ações Balanços Carteiras Leonardo_Kino_XL_Create_an_image_that_visually_represents_the_0

As ações dos setores de transportes e bens de capital têm o potencial de liderar um momento de recuperação do mercado acionário brasileiro, caso ele ocorra. Segundo um relatório do Bank of America (BofA), essas empresas historicamente superam o desempenho do Ibovespa (IBOV) em ciclos de retomada, como ocorreu após as crises de 2008-09 e 2015-16.

Os analistas Rogerio Araújo, Gabriel Frazão e João Andrade destacam que, devido ao alto nível de alavancagem, intensidade de capital e longa duração dos investimentos, essas ações possuem um perfil de alto beta, tornando-se apostas atrativas em momentos de recuperação. “O setor tende a superar o IBOV em períodos de alta, como aconteceu após as crises passadas”, apontam os analistas.

Nos dois anos seguintes ao fundo das crises anteriores, o setor apresentou um retorno médio de 250% em 2008-09 (contra 140% do Ibovespa) e 341% em 2015-16 (contra 123% do índice). Segundo o BofA, o crescimento dos lucros e a reavaliação dos múltiplos foram os principais fatores que impulsionaram esse desempenho.

O setor de locação de veículos se destaca com o maior potencial de valorização, segundo projeções teóricas do BofA. “Vemos a Movida (MOVI3) com o maior potencial de alta, seguida pela Localiza, impulsionadas pelo crescimento dos lucros até 2027”, afirmam Araújo, Frazão e Andrade.

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Entre os destaques do relatório, a Localiza (RENT3) deve registrar um crescimento de lucro de 89% até 2027, com potencial de reavaliação do múltiplo P/E, que hoje está em 10x, bem abaixo da média histórica de 20x. A Rumo (RAIL3) também é apontada como atrativa, com expectativa de crescimento de Ebitda de 22% entre 2026 e 2027 e re-rating potencial.

A WEG (WEGE3), por outro lado, deve manter um bom momento, mas com espaço limitado para expansão de lucro e reavaliação dos múltiplos, devido à alta taxa de utilização de suas fábricas. Já a CCR (CCRO3) enfrenta restrições de crescimento por conta do elevado capex e do encerramento de concessões.

O BofA recomenda compra para Localiza, WEG, GPS (GGPS3), Rumo, Armac (ARML3) e Movida. CCR (CCRO3), Randon (RAPT4), Mills (MILS3) e Vamos (VAMO3) receberam recomendação neutra, enquanto Iochpe (MYPK3), Hidrovias do Brasil (HBSA3), Tupy (TUPY3), Ecorodovias (ECOR3) e Azul (AZUL4) foram classificadas como underperform.

Apesar do potencial do setor, os analistas alertam que o momento exato de recuperação do mercado ainda é incerto, dependendo de fatores macroeconômicos, política fiscal do governo e perspectivas para as eleições de 2026.

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Al watania, JBS

As ações da JBS (JBSS3) saltam em torno de 3% nesta segunda-feira (10), apesar do mau humor dos mercados financeiros internacionais, com a notícia de que está interessada em adquirir a Al-Watania Poultry, maior rodutora de frango da Arábia Saudita.

A empresa tem capacidade para abater 1 milhão de cabeças por dia, além do processamento de 1,5 milhão de ovos por dia, o que corresponde, segundo o Goldman Sachs a cerca de 20% do total de aves consumidas na Arábia Saudita e é equivalente a cerca de 20% da capacidade da Seara.

De acordo com a Bloomberg, a Al-Watania está avaliada em US$ 533 milhões.

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Uma aquisição da Al-Watania fortaleceria a posição da JBS na Arábia Saudita (e na ampla região do GCC – Omã, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar, Bahrein e Kuwait), uma área onde o consumo tem crescido a uma taxa média composta anual de 3% de 2019 a 24 e onde o governo tem se concentrado em aumentar a autossuficiência.

“Ao longo dos anos, a JBS demonstrou uma abordagem consistente para alocação de capital em direção ao crescimento orgânico e aquisitivo, e achamos que o Oriente Médio pode ser uma oportunidade para acelerar o crescimento e a diversificação da demanda”, explicam os analistas Thiago Bortoluci e Nicolas Sussmann.

Segundo eles, há espaço para que as ações da JBS sejam reavaliadas em relação ao Ebitda futuro de 12 meses de 3,8 vezes, no qual estão sendo negociadas atualmente. A recomendação é de compra, com um preço-alvo de R$ 31,50.

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Caixa Seguridade

As ações da Caixa Seguridade (CXSE3) caem aproximadamente 2% após o anúncio de um pedido de registro automático de oferta pública de distribuição secundária de 82,5 milhões de ações ordinárias de emissão da companhia e de titularidade da Caixa Econômica Federal.

Considerando o valor do papel da empresa no fechamento da última sexta-feira, de R$ 15,99, o valor da emissão pode chegar a R$ 1,319 bilhão. A fixação do preço por ação no âmbito da oferta ocorrerá em 19 de março.

Segundo o Goldman Sachs, o lançamento era amplamente esperado, considerando os avisos anteriores da empresa.

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O principal objetivo da operação é o de melhorar a liquidez e atender ao requisito mínimo de negociação no Novo Mercado da B3 (B3SA3). O percentual de ações em circulação no mercado (free float) irá aumentar de 17,25% para 20%.

“Esperamos que a oferta melhore o volume médio diário de negociação atual das ações de US$ 11 milhões, que está abaixo da mediana dos pares financeiros da América Latina de US$ 42 milhões ADTV (Average Daily Traded Volume)”, calcula o analista Tiago Binsfeld.

Ele manteve a recomendação neutra para as ações. O preço-alvo para 12 meses é de R$ 15 “Embora veja espaço para maior penetração do produto na base de clientes da Caixa Econômica Federal, também há riscos de curto prazo para o financiamento hipotecário”, destaca.

As ações são negociadas a 10,8 vezes o preço sobre o lucro esperado para 2025, um prêmio de 24% para o espaço de seguros da AL e um prêmio de 28% para seu par mais próximo, BB Seguridade (BBSE3).

Coordenadores

Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa informa que a oferta tem o Itaú BBA como coordenador líder, em conjunto com a Caixa Econômica Federal, BTG Pactual, Bank of America Merrill e UBS BB.

Por se tratar de uma oferta pública exclusivamente de distribuição secundária, sem aumento de capital da companhia, não haverá a concessão de prioridade, prevista no artigo 53 da Resolução CVM 160, aos atuais acionistas, para aquisição das Ações; e não haverá diluição dos atuais acionistas.

Tiago Binsfeld

Offering is expected to improve liquidity a meet minimum float requirement On March 9, Caixa Seguridade launched a secondary follow-on offering of 82.5mn shares (link), which should increase its current free float from 17.25% to 20.0%,
meeting the minimum Novo Mercado listing standard. We note that the launch was widely expected, considering previous notices from the company (link), and as we highlighted in our initiation of coverage (note).

We expect the offering to improve the stock’s current average trading daily volume of $11mn, which is below the Latam
Financials peers median of $42mn ADTV. We are Neutral rated on CXSE, as while we see room for further product penetration on Caixa Economica Federal’s client base, there are also shorter-term risks for mortgage funding. The stock trades at
10.8x 2025E P/E, a 24% premium to the LatAm insurance space and 28% premium to its closest peer BB Seguridade

We have a Neutral rating on Caixa Seguridade with a 12-month price target of R$15

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Mercados ações

A incapacidade de superar o topo de 130.898 pontos em seu recente rali fará com que o Ibovespa (IBOV) seja “arrastado” o nível de 118 mil pontos, avalia o analista gráfico Marcio Noronha, da CM Capital.

Ele ressalta que o índice encontrou suporte após corrigir dois terços da alta, exatamente na região de suporte dos 123.000 pontos.

“Em resposta, iniciou um forte repique no final da semana, com potencial para testar novamente o topo de 130.898, mas antes precisará superar os 129.534”, pontua.

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Noronha explica, entretanto, que essa movimentação segue um padrão simétrico que sugere um desfecho claro: “o teste não se sustentará, e o índice voltará a cair, evidenciando a fragilidade do mercado”.

Desta forma, mais adiante, “a pressão vendedora o arrastará para os 118.000 pontos”.

Noronha pontua que a única forma de invalidar essa projeção será uma quebra decisiva do topo em 130.898 pontos.

Gráfico do Ibovespa

Gráfico 88161
(Imagem: CM Capital)
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Nash

A disputa entre o governo federal e o Banco Central (BC) sobre o controle da inflação pode levar a um cenário em que todos perdem, um “equilíbrio de Nash”, termo da teoria dos jogos que descreve uma situação em que nenhum jogador se beneficia ao mudar de estratégia unilateralmente.

A análise José Márcio Camargo, economista-chefe da Genial Investimentos, surge em um momento de desaceleração da economia brasileira. Após sinais de queda na produção industrial, desaceleração do setor de serviços e do varejo, e um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) abaixo do esperado no último trimestre de 2024, o governo começa a se movimentar para implementar novos programas de transferência de renda e aumento da oferta de crédito.

Enquanto o governo busca evitar uma desaceleração da atividade econômica, o Banco Central mantém o foco no controle da inflação, buscando levá-la para a meta estabelecida. Essa divergência de objetivos coloca as duas instituições em rota de colisão.

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“Esta disputa por liderança da política econômica entre o Banco Central que busca levar a inflação para a meta e o governo que tenta evitar uma desaceleração da atividade, a pergunta é quem vai ceder, o executivo ou o Banco Central, o que, na teoria econômica, pode levar um equilíbrio de Nash, onde todos perdem. Este é o dilema”, afirma Camargo em um relatório publicado nesta segunda-feira (10).

O economista alerta que, se nenhum dos lados ceder, a disputa pode levar a um equilíbrio de Nash, onde tanto o governo quanto o Banco Central saem prejudicados. Nesse cenário, a inflação pode permanecer alta, prejudicando a população, enquanto a economia pode sofrer um impacto negativo, com menor crescimento e geração de empregos.

Inflação acima da meta

A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2025 aumentou de 5,65% para 5,68%. A projeção está 1,18 ponto porcentual acima do teto da meta, de 4,50%. Um mês antes, estava em 5,58%. Considerando só as 47 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana caiu de 5,61% para 5,60%.

A partir deste ano, a meta passa a ser contínua, com base na inflação acumulada em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se o IPCA ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o Banco Central perdeu o alvo.

Na ata da sua última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) afirmou que o cenário para a inflação de curto prazo é adverso, com destaque para a alta dos preços de alimentos, influenciados pela estiagem e o ciclo do boi e com tendência de propagação. Os bens industriais são pressionados pelo câmbio.

“Em se concretizando as projeções do cenário de referência, a inflação acumulada em 12 meses permanecerá acima do limite superior do intervalo de tolerância da meta nos próximos seis meses consecutivos”, disse o BC.

A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 permaneceu em 4,40% pela segunda semana consecutiva. Um mês antes, estava em 4,30%. Considerando apenas as 46 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, caiu de 4,40% para 4,26%.

O Copom aumentou a taxa Selic em 1 ponto porcentual, de 12,25% para 13,25%, em janeiro. No mesmo encontro, o colegiado sinalizou que vai elevar os juros em mais 1 ponto, a 14,25%, na sua decisão seguinte, marcada para a quarta-feira da próxima semana, dia 19.

O horizonte relevante do BC é o terceiro trimestre de 2026, quando o Copom espera uma inflação de 4,0%, considerando o cenário de referência. A projeção para o IPCA de 2025 é de 5,2%. O balanço de riscos do comitê está assimétrico para cima.

A mediana do Focus para a inflação de 2027 permaneceu em 4,0%. Quatro semanas antes, estava em 3,90%. A projeção para o IPCA de 2028 continuou em 3,75%. Um mês antes, era de 3,78%.

(Com Estadão Conteúdo)

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Nubank

O Goldman Sachs reiterou sua recomendação de compra para as ações do Nubank (NU; ROXO34), destacando que o declínio na rentabilidade da área de cartões de crédito não compromete o potencial de crescimento da empresa, com um preço-alvo de US$ 17 e um upside de 57,3%.

O relatório do Goldman Sachs aponta que a queda no Net Interest Margin (NIM) do Nubank no quarto trimestre de 2024 foi impulsionada por fatores externos, como a apreciação do dólar e o alargamento da curva de juros no Brasil. Apesar disso, os analistas acreditam que a margem líquida de juros deve se estabilizar ao longo de 2025, com uma recuperação gradual nos próximos trimestres.

A análise destaca que a mudança do Nubank para clientes de maior renda e empréstimos mais seguros, como consignados e FGTS, pode reduzir o risco de crédito e compensar parte da queda no NIM. Além disso, o crescimento sólido da receita e a alavancagem operacional devem impulsionar a lucratividade da empresa, com expectativa de aumento do ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) para 29,5% em 2025 e 32,5% em 2026.

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O Goldman Sachs também projeta um crescimento robusto do lucro líquido, com aumentos de 37% em 2025 e 54% em 2026, superando a média do setor financeiro no Brasil. A análise sugere que o Nubank está bem posicionado para continuar expandindo sua base de clientes e aumentando sua participação no mercado de crédito, especialmente no México e na Colômbia. A recomendação de compra para as ações foi reiterada, com um preço-alvo de US$ 17 e um potencial de valorização de 57,3%.

Visão do Itaú BBA

A avaliação do banco de investimentos americano contrasta com a levantada pelo Itaú BBA em um relatório recente.

Os analistas Pedro Leduc, Mateus Raffaelli e William Barranjard destacam que o negócio de cartões de crédito do Nubank continua lucrativo, mas passa por ajustes significativos. “O NII pós-custo de risco dos cartões melhorou após 2023, impulsionado pelo aumento da carteira de produtos com juros, como o PIX financiado”, afirmam. No entanto, os analistas alertam que a margem líquida dos cartões deve se estabilizar em um patamar mais baixo em 2025, com a redução gradual do impacto do PIX financiado.

Enquanto os cartões mostram resiliência, o segmento de empréstimos pessoais, que tem sido um dos principais impulsionadores do crescimento recente do Nubank, pode desacelerar. “Esperamos que o produto precise desacelerar no futuro, influenciado por um ambiente macroeconômico mais fraco”, afirmam Leduc, Raffaelli e Barranjard. O Itaú BBA projetou um aumento no custo de risco e uma redução nos volumes de empréstimos pessoais para 2025.

“Antecipamos ventos contrários nos cartões e empréstimos pessoais”, afirmam.

Nubank
(Imagem: Divulgação/ Nubank)

Destaques do relatório do Goldman sobre o Nubank

Fatores externos pressionaram o NIM, mas a tendência é de estabilização. O relatório aponta que a contração de 70 pontos base no NIM no quarto trimestre de 2024 foi parcialmente explicada pela apreciação do dólar e pelo alargamento da curva de juros. “Ajustando para o câmbio, estimamos que o NIM contraiu 40 pontos base”, afirmam os analistas. A expectativa é que o NIM se estabilize ao longo de 2025, com uma recuperação gradual.

Mudança para clientes de maior renda reduz risco, mas impacta rentabilidade. O Nubank tem migrado para clientes de maior renda e empréstimos mais seguros, como consignados e FGTS, o que reduz o risco de crédito, mas também pressiona os rendimentos. “A mudança para clientes de menor risco e empréstimos garantidos pode ser positiva para o custo do risco”, destacam os analistas.

PIX Financiamento representa 40% da receita de cartões de crédito. O relatório estima que o PIX Financing, modalidade de crédito com juros mais altos, representou cerca de 40% da receita de juros dos cartões de crédito no quarto trimestre de 2024. “Inferimos que o PIX Financing gerou cerca de R$ 2,1 bilhões em receita de juros no trimestre”, afirmam os analistas.

Expansão no México e Colômbia deve impulsionar crescimento. O Nubank tem investido fortemente na expansão de suas operações no México e na Colômbia, onde o mercado de crédito ainda está em desenvolvimento. “Esperamos que o crescimento no México e na Colômbia contribua significativamente para o aumento da receita líquida de juros nos próximos anos”, destacam os analistas.

Alavancagem operacional é um dos principais motores de lucratividade. O relatório destaca que o Nubank tem uma forte alavancagem operacional, o que deve continuar impulsionando a lucratividade da empresa. “Acreditamos que a alavancagem operacional pode ser o principal motor da lucratividade daqui para frente”, afirmam os analistas.

ROE deve subir para 32,5% em 2026, acima da média do setor. O Goldman Sachs projeta que o ROE do Nubank aumentará gradualmente, atingindo 29,5% em 2025 e 32,5% em 2026, acima da média do setor financeiro no Brasil. “Esperamos que o ROE continue melhorando gradualmente, impulsionado pela redução do custo do risco e pelo aumento da eficiência operacional”, destacam os analistas.

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Mercados Ações Carteiras

As negociações do Ibovespa futuro (WIN1) apontam para uma abertura em queda de quase 1% nesta segunda-feira (10).

Os investidores se concentram nas novidades corporativas, como a nova oferta de ações da Caixa Seguridade (CXSE3), e a publicação do relatório Focus.

A mediana do relatório para o IPCA de 2025 aumentou de 5,65% para 5,68%. A projeção está 1,18 ponto porcentual acima do teto da meta, de 4,50%. Um mês antes, estava em 5,58%.

Calendário Econômico fornecido por Investing.com Brasil, o portal líder financeiro.

Ásia

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta segunda-feira, ainda em meio a incertezas em relação à política tarifária do governo Trump e após dados de inflação chinesa mais fracos do que o esperado.

O índice Hang Seng caiu 1,85% em Hong Kong, a 23.783,49 pontos, sob o peso de ações de tecnologia, enquanto o japonês Nikkei subiu 0,38% em Tóquio, a 37.028,27 pontos, em um dia em que o juro do governo do Japão (JGB) de 10 anos alcançou o maior patamar desde outubro de 2008, com alta de 5,5 pontos-base, a 1,575%.

Europa

As bolsas europeias operam em baixa na manhã desta segunda-feira, ainda pressionadas por incertezas em relação à política tarifária do governo Trump, fator que causou bastante volatilidade nos mercados globais na semana passada.

Por volta das 6h05 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 caía 0,52%, a 550,47 pontos.

Investidores seguem acuados em meio a incertezas sobre o que o presidente dos EUA, Donald Trump, fará em relação a tarifas e o eventual impacto de sua política na economia americana. Na quarta-feira (12), está prevista a entrada em vigor de tarifas dos EUA a importações de aço e alumínio.

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Brava Energia

A venda de ativos da Brava Energia (BRAV3) na Bahia irá ajudar em sua avaliação de crédito, embora seja neutra para a classificação da empresa, aponta a Fitch Ratings em um relatório enviado a clientes.

Os diretores Lucas Rios e Erick Pastrana calculam que, se a petroleira vender todos os seus ativos na Bahia e usar 100% dos recursos para o pagamento de dívida, a produção pro forma teria uma redução de 11%, para 82 mil barris de óleo equivalente por dia (kboed) em 2025, o que reduziria o Ebitda em torno de 7%, para R$ 5,9 bilhões.

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A alavancagem líquida em 2025 poderia cair para 1,1 vez em relação à projeção atual de 1,3 vez no cenário-base da Fitch.

“Os índices de alavancagem da Brava estão sob pressão devido à produção offshore abaixo do esperado e ao impacto negativo das taxas de câmbio sobre o saldo de sua dívida. A Fitch estima que a alavancagem líquida no final de 2024 deve ficar próxima de 3 vezes, excedendo a sensibilidade negativa de 2,5 vezes”, opinam Rios e Pestrana.

Segundo eles, a alavancagem deve diminuir em 2025 com o fluxo de caixa proveniente das aquisições recentes, a retomada completa da produção no campo de petróleo de Papa Terra e o aumento da produção da nova embarcação de produção, armazenamento e descarregamento (FPSO) no campo de petróleo de Atlanta.

Em setembro de 2024, o perfil de liquidez da Brava era robusto, com um saldo de caixa de R$ 9,5 bilhões e dívida de curto prazo de R$ 1,3 bilhão.

O relatório ressalta que a agência de classificação de risco espera que Atlanta e Papa Terra, os maiores ativos offshore da Brava, impulsionem o crescimento e os ganhos de eficiência.

“A empresa planeja aproveitar sinergias entre esses ativos e já garantiu licenças ambientais para perfurar dois novos poços em Atlanta entre 2025 e 2026. Isso mitiga o risco regulatório para a obtenção da licença para perfurar outros dois poços em Papa Terra. Uma ação de rating positiva dependeria do aumento da produção para mais de 125 kboe/d, mantendo a vida útil das reservas 1P acima de sete anos e estabilizando os custos de meio ciclo abaixo de USD 20/boe”, conclui o documento.

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Gerdau

Os analistas gráficos do BB Investimentos liberaram uma recomendação de compra das ações da Gerdau (GGBR4) com uma estratégia de swing trade, mostra um relatório enviado a clientes nesta terça-feira (25).

“Expectativa da captura de possível movimento de alta rastreado pelo algoritmo”, explica Luan Calimério.

Gráfico 81
(Imagem: BB Investimentos)

Metodologia – Estratégia Swing Trade

Esta estratégia de Swing Trade se utiliza de um sistema baseado em uma combinação de pares médias móveis, e portanto, visa rastrear tendências. Os momentos de sinalização de operação acontecem quando a média curta (informações de curto prazo) cruza a média longa (informações de médio prazo), conforme o exemplo abaixo.

Cada ativo operado possui sua própria customização de médias, validado por meio de testes retroativos em diversos períodos e condições de mercado (backtesting), incluindo a melhor relação considerada entre retorno, risco e probabilidade de sucesso.

Por conta da utilização de dados técnicos estatísticos, e não de figuras e padrões gráficos, e o acompanhamento de uma tendência, movimento que possui duração indefinida, o cálculo de pontos de stop loss ou stop gain inicial não se aplica.

Sendo assim, o momento de venda dos ativos no futuro será devidamente comunicado, e esta deve ser realizada, assim como a compra, pelo próprio investidor, de preferência imediatamente a partir do aviso de encerramento da operação.

O prazo para essa venda posterior pode se dar geralmente dentro de alguns dias, no caso da operação evoluir contra a tendência rastreada pelo sistema (um stop loss), podendo chegar a vários dias ou até meses, no caso da operação evoluir a favor da tendência capturada pelo sistema (um stop gain).

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Caixa Econômica Federal

A Caixa Seguridade (CXSE3) informou, na noite deste domingo, 9, que protocolou, perante a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), um pedido de registro automático de oferta pública de distribuição secundária de 82,5 milhões de ações ordinárias de emissão da companhia e de titularidade da Caixa Econômica Federal.

Considerando o valor do papel da empresa no fechamento da última sexta-feira, de R$ 15,99, o valor da emissão pode chegar a R$ 1,319 bilhão. A fixação do preço por ação no âmbito da oferta ocorrerá em 19 de março.

Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa informa que a oferta tem o Itaú BBA como coordenador líder, em conjunto com a Caixa Econômica Federal, BTG Pactual, Bank of America Merrill e UBS BB.

Por se tratar de uma oferta pública exclusivamente de distribuição secundária, sem aumento de capital da companhia, não haverá a concessão de prioridade, prevista no artigo 53 da Resolução CVM 160, aos atuais acionistas, para aquisição das Ações; e não haverá diluição dos atuais acionistas.

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