O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, recuou 0,3% no primeiro trimestre deste ano em relação ao quarto trimestre de 2015, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a quinta queda consecutiva na comparação trimestral, mas o recuo foi menos intenso do que no fim do ano passado, quando o PIB caiu 1,3%. O resultado veio ligeiramente melhor do que as estimativas dos analistas.

O recuo foi generalizado entre as três atividades da economia e foi puxado pela indústria, que recuou 1,2%. A agricultura encolheu 0,3% e os serviços caíram 0,2%.

Com a piora do mercado de trabalho, o consumo das famílias voltou a piorar e caiu 1,7%, depois de variação negativa de 1,3% no quarto trimestre do ano passado. O consumo do governo, por sua vez, subiu 1,1% no primeiro trimestre de 2016 em relação ao quarto trimestre de 2015.

OCDE faz previsões de piora da crise no Brasil

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), piorou novamente as previsões para a economia do Brasil. De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, a entidade acredita que a recessão continuará em 2017 e o país terá três anos seguidos de queda do Produto Interno Bruto (PIB). A OCDE diz que a chegada do governo Michel Temer não resultará no fim das incertezas da instabilidade política e argumenta que a confiança só voltará quando avançarem as medidas fiscais e as reformas estruturais.

No documento Economic Outlook, a OCDE prevê que a queda do PIB do Brasil neste ano deverá ser de 4,3%. A estimativa anterior era de contração de 4%. Para 2017, a organização prevê que a recessão continuará com diminuição do produto de 1,7%. Há menos de quatro meses, em 18 de fevereiro, a entidade previa que a atividade seria estável – com crescimento zero – no próximo ano.

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Presidente do Bradesco é indiciado para apuração de fraudes na Receita

A Polícia Federal indiciou o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, e outras nove pessoas em inquérito da Operação Zelotes, que apura se grandes contribuintes pagaram propina para reverter multas na Receita Federal.

O Ministério Público do Distrito Federal ainda avalia o caso e deve solicitar novas diligências antes de decidir se apresenta ou não denúncia à Justiça.

Quadrilhas atuavam no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), órgão ligado à Fazenda, prometendo reverter ou anular passivos tributários.

Mercado financeiro após o resultado do PIB

O mercado financeiro recebeu com ceticismo os números do PIB do Brasil, principalmente porque as atenções continuam voltadas para a área política e a falta de confiança crescente de que o Presidente interino, Michel Temer, conseguirá colocar em curso as reformas necessárias para que o Brasil volte a crescer de forma sustentável.

O Ibovespa, principal benchmark da Bolsa de Valores de São Paulo, às 12h11, operava em alta de +0,37% com 48.652 pontos, enquanto o dólar caía -0,21%, sendo negociado por R$ 3,60.

Redação Dinheirama
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